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Atualizado: 6 minutos 23 segundos atrás

Governadores articulam 'pacto nacional' com medidas restritivas e mais vacina para frear pandemia

49 minutos 46 segundos atrás
Até a noite deste domingo, 22 dos 27 governadores já tinham aderido à ideia de uma ação conjunta em todo o país. Grupo deve se reunir com Fiocruz e ministro Pazuello nesta segunda. Wellington Dias diz que governadores assinaram pacto para medidas restritivas e compra de vacinas Governadores de 21 estados e do Distrito Federal manifestaram posição favorável, neste domingo (7), à criação de um "pacto nacional" com medidas restritivas e preventivas que ajudem a atenuar o pico da pandemia de Covid-19 registrado nas últimas semanas. O balanço é do governo do Piauí – o governador Wellington Dias (PT) comanda o fórum dos gestores estaduais. Segundo a assessoria de Dias, a consulta continua em aberto para a adesão dos cinco governadores restantes. Até as 21h deste domingo, ainda não haviam aderido ao "pacto": o governador do Acre, Gladson Cameli (PP); o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB); o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL); o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL); o governador de Tocantins, Mauro Carlesse (DEM). O país chegou ao total de 265.500 óbitos neste domingo com 1.054 mortes nas últimas 24 horas, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.497, a maior desde o começo da pandemia – e com tendência de alta. Em entrevista à GloboNews (veja vídeo acima), Wellington Dias afirmou que a ideia é promover uma "experiência" de restrições nacionais até o próximo domingo (14), para que o país possa "barrar o coronavírus". "Não adianta o meu estado fazer e outro não fazer. Isso é o que chamei de 'enxugar gelo', ou seja, a transmissibilidade tem que ser cortada nacionalmente. É claro que o ideal é como fazem outros países, o poder central estar fazendo isso. Os Estados Unidos não faziam na época do Trump, mas estão fazendo agora com o Joe Biden", citou Dias. "O objetivo é chegar em abril vacinando 50 milhões, que é esse grupo de maior risco – mais de 60 anos, com comorbidades, indígenas, saúde, idosos em asilo etc –, porque ele responde por 70% das internações e 70% dos óbitos. Ora, se a gente vacina aqui, a gente reduz todo esse limite de colapso a que chegamos", continuou. No fim de fevereiro, o presidente do fórum já havia antecipado que os governadores pediriam ao governo Jair Bolsonaro que adotasse medidas restritivas em todo o país. Em entrevistas posteriores, Bolsonaro negou a possibilidade de definir lockdown ou ações que restrinjam a movimentação de pessoas. Nesta segunda (8), governadores devem se reunir no Rio de Janeiro com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes da Fiocruz para discutir as estratégias de enfrentamento ao vírus e a necessidade de maior agilidade na vacinação. O país aplicou doses em apenas 3,88% da população até o momento. O grupo, diz Wellington Dias, também deve pedir a laboratórios e organizações internacionais que o Brasil receba prioridade no envio de vacinas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem apontando a gravidade da situação no país. "É importante a gente acelerar aqui com a Anvisa. A gente não pode ter uma operação de guerra, e a Anvisa com exigências que são próprias de um [período de] normalidade. A Sputnik tem vacina, pode oferecer. Tem a União Química, que produz no Brasil. É o Brasil com seus laboratórios, com cientistas brasileiros – Fiocruz, Butantan e União Química – que vai produzir a maior quantidade, especialmente nessa fase de maior disputa mundial", afirmou Wellington Dias. STF estende autorização para governos adotarem medidas de combate à pandemia Adesão ao pacto Confira abaixo a lista dos governadores que, segundo o governo do Piauí, aderiram à proposta de um pacto nacional com medidas restritivas para frear a pandemia: governador do Alagoas, Renan Filho (MDB); governador do Amapá, Waldez Góes (PDT); governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC); governador da Bahia, Rui Costa (PT); governador do Ceará, Camilo Santana (PT); governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM); governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); governador do Pará, Helder Barbalho (MDB); governador da Paraíba, João Azevedo (PSB); governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); governador do Piauí, Wellington Dias (PT); governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PSC); governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) governador de São Paulo, João Doria (PSDB); governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD). Initial plugin text
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Brasil tem 1.054 vítimas de Covid nas últimas 24 horas; média móvel de mortes bate nono recorde seguido

1 hora 46 minutos atrás

País contabilizou 11.018.557 casos e 265.500 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Casos e mortes apresentam tendência de alta. O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (7). O país registrou 1.054 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e chegou ao total de 265.500 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.497, esta ainda em alta e com novo recorde - é a maior desde o começo da pandemia. A variação foi de 42% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Também já são 46 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 10 dias acima de 1,1 mil, e pelo oitavo dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram nove recordes seguidos de 27 de fevereiro até aqui. Veja a sequência da última semana na média móvel: Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde) Terça-feira (2): 1.274 (recorde) Quarta-feira (3): 1.332 (recorde) Quinta-feira (4): 1.361 (recorde) Sexta-feira (5): 1.423 (recorde) Sábado (6): 1.455 (recorde) Domingo (7): 1.497 (recorde) Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 11.018.557 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 79.237 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 67.061 novos diagnósticos por dia -- o maior número registrado desde o começo da pandemia. Isso representa uma variação de 42% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos. Dezoito estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 7 de março Total de mortes: 265.500 Registro de mortes em 24 horas: 1.054 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.497 (variação em 14 dias: +42%) Total de casos confirmados: 11.018.557 Registro de casos confirmados em 24 horas: 79.237 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 67.061 por dia (variação em 14 dias: +42%) Estados Subindo (18 estados mais o Distrito Federal): PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE Em estabilidade (6 estados): ES, MG, RJ, PA, RR e PE Em queda (2 estados): AM e AP Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (7) aponta que 8.220.820 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,88% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 2.718.147 pessoas (1,28% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 10.938.967 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Arte G1 Estados com mortes em estabilidade Arte G1 Estados com mortes em queda Arte G1 Sul PR: +134% RS: +144% SC: +150% Sudeste ES: +10% MG: +13% RJ: -14% SP: +28% Centro-Oeste DF: +80% GO: +32% MS: +52% MT: +27% Norte AC: +76% AM: -24% AP: -16% PA: +12% RO: +23% RR: +2% TO: +107% Nordeste AL: +31% BA: +56% CE: +153% MA: +151% PB: +48% PE: -5% PI: +125% RN: +75% SE: +88% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Média de mortos por Covid bate recorde pelo sétimo dia seguido
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Três dias antes do colapso em Manaus, empresa pediu apoio logístico ao Ministério da Saúde para envio de oxigênio

4 horas 16 minutos atrás

White Martins confirma envio de e-mail no dia 11 de janeiro. Nos dias 14 e 15, cidade passou por colapso no sistema de saúde devido à falta de fornecimento de oxigênio no atendimento a pacientes com Covid-19. Enterros de Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AM) Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo Três dias antes do colapso em Manaus por causa da falta de oxigênio para pacientes com Covid-19, a White Martins, que fornece o produto, mandou um e-mail pedindo apoio logístico ao Ministério da Saúde para envio do insumo. O caso foi revelado neste domingo (7) pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmado pelo G1. Em 14 e 15 de janeiro, quando a crise na capital do Amazonas atingiu seu ápice, 31 pessoas morreram por falta de oxigênio, segundo documentos obtidos pelo Ministério Público de Contas. Lewandowski autoriza diligências da PR em inquérito que investiga Pazuello Governo federal muda data e diz que empresa notificou problema de oxigênio em 17 de janeiro Neste domingo, a White Martins disse que "confirma o envio do e-mail em questão no dia 11 de janeiro". A empresa não forneceu mais detalhes, mas informou que "se reserva ao direito de comentar o assunto de forma mais detalhada oportunamente". Em nota, o Ministério da Saúde informou neste domingo que "somente em 17 de janeiro de 2021, por meio de mensagens eletrônicas enviadas ao secretário de Saúde do Estado do Amazonas à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, que o Ministério da Saúde teve ciência da existência do e-mail da White Martins" (leia íntegra ao final desta reportagem e veja abaixo as diferentes versões da pasta). Além de provocar as mortes, a falta de oxigênio fez com que pacientes tivessem de ser transferidos para outros estados durante os dois dias de colapso no Amazonas (assista ao vídeo abaixo). Manaus teve recordes de sepultamentos diários, e houve fila de carros funerários na porta dos cemitérios. 5 pontos sobre a Covid-19 no Amazonas Três versões diferentes Em 23 de janeiro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre o enfrentamento da pandemia no Amazonas. Aras tomou a decisão após analisar representação do partido Cidadania que aponta suposta omissão do ministro e de seus auxiliares, além de informações preliminares prestadas por Pazuello sobre a crise. A pedido do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde durante a crise sanitária. Pazuello prestou depoimento uma semana depois, mas mudou a versão que havia divulgado para a imprensa dias antes. Inicialmente, o ministro disse ter recebido, em 8 de janeiro, um e-mail da White Martins relatando o problema de fornecimento. No entanto, à PF ele declarou que soube dos problemas dois dias mais tarde, em 10 de janeiro, e que nunca recebeu oficialmente um e-mail da empresa. Pazuello muda a versão sobre a crise na saúde pública do Amazonas Finalmente, em 28 de fevereiro, um ofício entregue ao STF e assinado pelo secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, apresentou uma terceira data e versão: o Ministério da Saúde afirmou, na ocasião, que o e-mail da White Martins chegou, sim, à pasta, mas em 17 de janeiro. O que diz o Ministério da Saúde Leia, abaixo, a íntegra da nota divulgada pela pasta neste domingo: "Como explicado às autoridades pelo Ministério da Saúde, em 8 de janeiro, a pasta enviou cilindros de oxigênio gasoso ao estado do Amazonas, atendendo à uma solicitação da Secretaria Estadual de Saúde. Essa solicitação aconteceu em 7 de janeiro, via contato telefônico ao ministro Pazuello. Além do produto, foi solicitado também o apoio logístico, sem menção alguma ao colapso de falta de oxigênio. Na mesma data, poucos momentos após a chamada, o ministro contatou seu homólogo na pasta da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para suporte logístico no transporte de 150 cilindros do oxigênio gasoso. Em 10 de janeiro, foram enviados mais 200 cilindros. E entre essa data e o dia 14, sem qualquer menção ao colapso de oxigênio medicinal em Manaus, a pasta providenciou mais tanques do gás, cilindros, ventiladores pulmonares e usinas fornecedoras do produto. Essas providências e outras ações em benefício dos amazonenses foram mantidas nos dias seguintes até, pelo menos, 9 de fevereiro. Cabe esclarecer que, somente em 17 de janeiro de 2021, por meio de mensagens eletrônicas enviadas ao secretário de Saúde do Estado do Amazonas à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, que o Ministério da Saúde teve ciência da existência do e-mail da White Martins".
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Os 6 números que definem todo o Universo

7 horas 50 minutos atrás

Todas as evidências e teorias baseadas em observações do Universo podem ser reunidas em um modelo padrão de cosmologia que tem apenas seis parâmetros. Todas as evidências e teorias baseadas em observações do universo podem ser reunidas em um modelo padrão de cosmologia que tem apenas seis parâmetros Getty Images via BBC Neste trecho editado do The Little Book of Cosmology ("O Pequeno Livro da Cosmologia", em tradução literal, publicado pela Princeton University Press e reproduzido aqui com permissão da editora), o professor de física Lyman Page explica como nosso modelo de Universo é baseado apenas em seis parâmetros. Como estudamos o Universo como um todo? Meu trabalho se concentra na radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) — os tênues resquícios de energia do Big Bang — e como medi-la pode guiar nosso caminho para a compreensão do Universo. Mas há muitas outras maneiras de estudar o cosmos, e os físicos que o fazem se especializam em tudo, desde a relatividade geral até a termodinâmica e a teoria das partículas elementares. Fazemos observações em quase todos os regimes de comprimento de onda acessíveis para medição e com detectores de partículas de última geração. As observações provêm de lugares próximos e dos confins mais distantes do espaço. Todas essas evidências e teorias podem ser reunidas em um modelo padrão surpreendentemente simples de cosmologia, que tem apenas seis parâmetros. Esses são os números que definem todo o Universo. O conteúdo do Universo Os primeiros três parâmetros nos falam sobre o conteúdo do Universo. A matéria escura constitui 25% do Universo Getty Images via BBC Nós os descrevemos como frações de uma estimativa total de matéria e energia, como os componentes de um gráfico de pizza. O primeiro parâmetro descreve a quantidade de matéria normal, átomos, no Universo, e diz que eles representam apenas 5% do Universo. O segundo parâmetro descreve a matéria escura, um tipo de partícula elementar nova que ainda não entendemos, que representa 25% do Universo. Surpreendentemente, a quantidade de matéria escura, que podemos derivar das nossas medições das diminutas flutuações de temperatura da radiação cósmica de fundo, coincide com o valor deduzido das observações dos movimentos das estrelas e galáxias. No entanto, o valor que obtemos das medições da CMB é muito mais preciso. Nossas medições também nos dizem algo mais. Como a CMB chega até nós desde a Era da Recombinação (ou do Desacoplamento), quando o Universo primordial se resfriou o suficiente para liberar os fótons do plasma quente que os uniu por várias centenas de milhares de anos após o Big Bang, fazendo com que o Universo se tornasse transparente, podemos ver que a matéria escura claramente existia nos primórdios do Universo. Além disso, podemos ver que os átomos, a matéria de que somos feitos, representam apenas um sexto da massa total do Universo. O terceiro parâmetro é a constante cosmológica, a misteriosa energia escura que está na raiz da expansão acelerada do Universo. Ela representa 70% da estimativa total de matéria e energia do Universo. Também não sabemos o que é essa energia escura, mas sabemos que ela existe, porque medimos diretamente sua presença por meio da aceleração cósmica. Estrelas e galáxias em formação O quarto parâmetro é a profundidade óptica, ou quão opaco o Universo era para os fótons que viajam por ele. Este é o mais astrofísico de todos os parâmetros do modelo padrão da cosmologia. Com isso, queremos dizer que ele captura nosso escasso conhecimento de todo o complexo processo de formação e subsequente explosão das primeiras estrelas e formação das primeiras galáxias no Universo. A intensa luz dessas primeiras estrelas e galáxias quebrou o hidrogênio que prevalecia no cosmos em prótons e elétrons que o compõem, causando a reionização do Universo. Nesse processo, cerca de 5 a 8% dos fótons da CMB, os fótons que haviam sido liberados no momento do desacoplamento, se dispersaram novamente. Para fazer uma analogia, considerando que o Universo antes era transparente, é como se tivesse entrado um pouco de névoa. Não muito forte, você ainda consegue ver um litoral distante, mas a visibilidade foi reduzida. Curiosamente, para determinar a profundidade óptica do Universo, é feita uma medição da polarização da CMB. A polarização, junto com a intensidade e o comprimento de onda, é uma das três características de uma onda de luz. A polarização especifica a direção na qual uma onda de luz oscila. Por exemplo, a luz que reflete no capô do seu carro está polarizada horizontalmente. Ou seja, a onda de luz oscila de um lado para o outro horizontalmente. Os óculos escuros polarizados bloqueiam essa direção de oscilação e seu reflexo associado. Da mesma forma, os elétrons liberados pelo processo de reionização dispersaram e polarizaram os fótons da CMB. Se você pudesse olhar para a CMB com ou sem "óculos escuros" polarizados, veria que parece ligeiramente diferente. Com esses seis parâmetros, podemos calcular as características não apenas da CMB, mas também de qualquer medição cosmológica que desejamos fazer Getty Images via BBC Flutuações quânticas Os dois últimos parâmetros descrevem as origens das diminutas flutuações que deram origem a toda a estrutura que observamos hoje no Universo. Se tivéssemos um modelo completo do Universo, que começasse com pequenas flutuações quânticas e previsse com sucesso quais seriam as flutuações da matéria em esferas com 25 milhões de anos-luz de diâmetro, poderíamos eliminar um desses dois parâmetros. Infelizmente, embora tenhamos um esboço muito bem sucedido para entender como o Universo evoluiu, ainda não conhecemos todas as conexões, por isso precisamos desse parâmetro. É chamado de espectro de potência primordial e descreve as flutuações na densidade do Universo no espaço tridimensional. No início do Universo, essas flutuações eram pequenas, mas à medida que o Universo se expandiu, essas variações de densidade se tornaram grandes em todo o cosmos. Onde havia áreas ligeiramente mais densas no cosmos primordial, a matéria continuou a se agrupar, e agora podemos ver galáxias ou aglomerados de galáxias; em outras, onde havia menos densidade, não vemos quase nada. O parâmetro restante, chamado índice espectral escalar, é o mais difícil de entender, mas também é nossa melhor janela para o nascimento do Universo. Ele nos diz como as flutuações primordiais, as pequenas variações de energia que estavam presentes no Universo primitivo, dependem da escala angular. Para compreender isso melhor, vamos usar uma analogia musical. Este último parâmetro cosmológico nos permite distinguir entre "ruído branco" e, digamos, "ruído rosa", em que as notas graves (análogas às escalas angulares grandes) têm um volume maior do que as notas agudas (análogas às escalas angulares pequenas). Usando a CMB, descobrimos que as flutuações primordiais eram ligeiramente maiores em amplitude em escalas angulares grandes do que em escalas menores. Em outras palavras, o ruído cósmico primordial é ligeiramente rosado. Com esses seis parâmetros, podemos calcular as características não apenas da CMB, mas também de qualquer medição cosmológica que desejamos fazer. Podemos, por exemplo, calcular a idade do Universo: 13,8 bilhões de anos (pode haver uma variação aproximada de 40 milhões de anos). A observação mais restritiva é a da anisotropia da CMB: as diminutas flutuações da temperatura. No entanto, o modelo padrão da cosmologia é consistente com todas as medições de todas as áreas da física e da astronomia. Em suma, não importa como olhamos para o cosmos — por meio de sondagens de galáxias, de estrelas em explosão, da abundância de elementos de luz, das velocidades das galáxias ou da CMB —, nós só precisamos de todos os seis parâmetros explicados acima, e processos físicos conhecidos, para descrever o Universo que observamos. O que significa ser capaz de descrever algo de forma tão simples e quantitativa? Significa que entendemos como as peças do Universo se encaixam para formar o todo. Entendemos algumas conexões profundas na natureza. Isso significa que se pode demonstrar que estamos errados, não com diferentes argumentos, mas com um modelo quantitativo melhor que descreve mais aspectos da natureza. Há poucos sistemas estudados por cientistas que podem ser descritos de forma tão simples, completa e com tanta precisão. Temos sorte de o Universo observável ser um deles.
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Pesquisador de Viçosa publica estudo que identifica o cachorro mais antigo das Américas

8 horas 32 minutos atrás

Fragmento pré-histórico de osso foi descoberto no Alasca. Flávio Augusto da Silva Coelho foi o principal autor de um artigo científico realizado em um doutorado na Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos. Graduado na UFV, Flávio Coelho segura o fragmento de osso descoberto no Alasca UFV/Divulgação O pesquisador viçosense Flávio Augusto da Silva Coelho publicou recentemente um estudo que identificou, num fragmento pré-histórico de osso descoberto no Alasca, que pertence aos Estados Unidos, o cachorro mais antigo já encontrado no continente americano. O artigo publicado na revista Proceeding of Royal Society B e repercutido em sites internacionais importantes como Science e National Geographic tem como principal autor o biólogo que é bacharel em Ciências Biológicas e mestre em Biologia Animal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). De acordo com o estudo, o cachorro teria surgido na Sibéria e vindo para o continente americano com os ancestrais dos seres humanos, o que reforça a expressão de “melhor amigo do homem”, já que nem o período glacial separou os dois seres. “Desde que foram domesticados, os cães sempre acompanharam os seres humanos. Por isso, a presença deles é um forte indicativo da presença de nossa espécie, ajudando a entender a ocupação do planeta por nós", revelou o pesquisador. Atualmente, ele cursa doutorado na Universidade de Buffalo e estuda a evolução e biogeografia de mamíferos no sudeste do Alasca, e a descoberta contribui para o entendimento do modo como os primeiros Homo sapiens chegaram ao que, milhares de anos depois, viria a se tornar a América. Uma das conclusões mais significativas no estudo, que também é assinado por Stephanie Gill, Crystal M. Tomlin Timothy H. Heaton e Charlotte Lindqvist, diz respeito à trajetória dos seres humanos na vinda da Ásia para o Alasca e além. A teoria mais aceita era a de que o deslocamento teria ocorrido numa rota surgida no interior do território, então ocupado por duas grandes geleiras. Isso porque os restos do que antes era o cachorro mais antigo haviam sido encontrados em uma região central dos Estados Unidos, que sugere um percurso por dentro do continente. "Nossas análises apoiam um caminho diferente, pela costa oeste, à margem do que hoje é o Oceano Pacífico", observou Flávio, acrescentando que, na época, o "litoral" era bem distinto de como é hoje. "A maior parte da água estava congelada nos polos, então o nível dos oceanos era muito mais baixo, algo em torno de 150 metros. Isso tornava possível andar em muitas áreas que estão atualmente submersas", destacou o pesquisador. O estudo continua e ainda existem muitas perguntas a serem respondidas como, por exemplo, como se deu o deslocamento entre as regiões do planeta. "Ainda não se sabe se a travessia aconteceu a pé ou em algum tipo de embarcação, por exemplo. Nem por qual razão os seres humanos vieram. Mas sabemos que, quem veio, teve a companhia de cachorros", completou.
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A indústria da beleza finalmente descobre a menopausa

15 horas 45 minutos atrás

Em 2025, esse mercado será composto por mais de um bilhão de mulheres O primeiro passo foi dado há alguns anos, quando a revista “Allure”, referência no segmento de glamour, fez um editorial no qual se comprometia a deixar de usar o termo “antienvelhecimento”, pela carga negativa que carrega – como se os sinais da velhice fossem um sinônimo de mal a ser combatido. Aos poucos, a indústria da beleza passou a utilizar uma abordagem focada na saúde da pele madura. Agora, outro avanço: a menopausa entrou no radar desse mercado bilionário. De acordo com reportagem da revista do “The Wall Street Journal”, mais de um bilhão de mulheres estarão na pré ou pós-menopausa por volta de 2025, o que pode ser traduzido por algo perto de 600 bilhões de dólares em medicamentos, produtos e consultas médicas. Isabella Rossellini: demitida aos 40 e recontratada aos 60 pela Lancôme Divulgação “Trata-se de uma fase à qual não se dá a devida atenção. Há profundas transformações na pele e nos cabelos nos anos anteriores e posteriores à menopausa”, declarou a dermatologista Elizabeth Tanzi à publicação. No mercado norte-americano, o nicho já é disputado por empresas como Pause, Care and Womaness ou LaMaria, todas criadas por mulheres e com produtos que vão de cremes a vibradores. Manuela Maria Vazquez, médica ginecologista e fundadora da LaMaria, diz que a queda da produção do hormônio estrogênio tem consequências severas para a pele, como ressecamento e dificuldade de cicatrização. A sensibilidade também é maior em relação à exposição ao sol. Viola Davis: embaixadora da L´Oréal aos 54 anos Divulgação O mantra de rejuvenescer a qualquer custo, com cirurgias plásticas radicais, vem sendo substituído por “estar bem”, através da utilização de procedimentos menos invasivos. Ou seja, a obsessão em eliminar todas as rugas e ficar com uma aparência plastificada já não impera. Atrizes maduras têm sido requisitadas pelo mundo da publicidade. Viola Davis e Helen Mirren são embaixadoras da L´Oréal e, em 2018, Isabella Rossellini, atualmente com 68 anos, foi recontratada pela Lancôme. No entanto, na década de 1990, depois de 15 anos como o rosto de um perfume da marca, a atriz foi dispensada por ser considerada velha demais (na época, tinha 42). Sinal dos tempos, principalmente porque o poder de compra desse grupo pesa. Como reconheceu Maude Brunschwig, vice-presidente de marketing da L´Oréal, “é o maior contingente da população com dinheiro para gastar”. Helen Mirren: atriz é ícone do envelhecimento Divulgação
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Ministério da Saúde diminui em 35% a previsão de doses de vacina disponíveis em março

sab, 06/03/2021 - 20:45

Estimativa inicial de 46 milhões de doses caiu para 38 milhões, depois 37 milhões, e, neste sábado (6), o ministério cortou a previsão para 30 milhões de doses. Ministério da Saúde diminui em 35% a previsão de doses de vacina disponíveis em março Nos últimos três dias, enquanto aumentavam as mortes e o contágio de brasileiros por Covid-19, o Ministério da Saúde diminuiu em 35% a previsão de doses de vacina disponíveis em março. A estimativa inicial de 46 milhões de doses caiu para 38 milhões, depois 37 milhões. Neste sábado (6), o ministério cortou a previsão para 30 milhões de doses. Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (6) aponta que 8.135.403 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 3,84% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 2.686.585 pessoas (1,27% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. O Brasil teve 10 mil mortos por coronavírus em uma semana, o pior número desde o início da pandemia. São 264.446 mortes e 10.939.320 casos confirmados, também segundo o consórcio de veículos de imprensa. Comércio fechado no centro de São Paulo neste sábado; governo do estado determinou fechamento em razão do coronavírus NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO Média por habitante Até esta sexta-feira (5), o Brasil havia vacinado 4,8 pessoas a cada 100 habitantes, de acordo com dados do "Our World in Data", levantamento feito pela Universidade de Oxford. O país está atrás dos Estados Unidos, com 25,68 por 100 habitantes; do Chile, com 23,89; do Reino Unido, com 32, 99, além de outros países. O Ministério da Saúde divulgou a previsão completa de doses para este ano. Para o primeiro semestre, confirmou 238,1 milhões de doses. Veja abaixo o cronograma completo dos próximos meses: Acordos fechados Fundação Oswaldo Cruz (AstraZeneca/Oxford) Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Janeiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues) Fevereiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues) Março: 3,8 milhões (produção nacional com IFA importado) Abril: 2 milhões (importadas da Índia) + 30 milhões (produção nacional com IFA importado) Maio: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado) Junho: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado) Julho: 2 milhões (importadas da Índia) + 16,6 milhões (produção nacional com IFA importado) Com as entregas de julho, totalizam as 112 milhões de doses disponibilizadas ao Ministério da Saúde. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses. Fundação Butantan (Coronavac/Sinovac) Que vacina é essa? Coronavac Janeiro: 8,7 milhões, sendo 6 milhões importados da China e 2,7 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues) Fevereiro: 4,2 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues) Março: 23,3 milhões (22,7 milhões previstos para março + 600 mil residual de fevereiro) Abril: 15,7 milhões (produção nacional com IFA importado) Maio: 6 milhões (produção nacional com IFA importado) Junho: 6 milhões (produção nacional com IFA importado) Julho: 13,5 milhões (produção nacional com IFA importado) Até setembro, devem ser entregues mais lotes, de acordo com o ministério, totalizando os 100 milhões de doses. Covax Facility Março: 2,9 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) Até maio: 6,1 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) Até dezembro, devem ser entregues os demais lotes, totalizando os 42,5 milhões. Precisa Medicamentos (Covaxin/Barat Biotech/IND) Que vacina é essa? Covaxin Total: 20 milhões de doses (importadas da Índia) no primeiro semestre de 2021. Ainda em negociação União Química (Sputnik V/Instituto Gamaleya/RUS) Que vacina é essa? Sputnik V Abril: 400 mil (importadas da Rússia) Maio: 2 milhões (importadas da Rússia) Junho: 7,6 milhões (importadas da Rússia) Total: 10 milhões de doses Pfizer/BioNTech (EUA) Que vacina é essa? Pfizer Biontech A partir do segundo trimestre de 2021: 100 milhões de doses Jonhson & Jonhson (Janssen/BEL) Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson) Entre julho e setembro: 16,9 milhões de doses Entre outubro e dezembro: 21,1 milhões de doses Total: 38 milhões de doses Moderna (EUA) Que vacina é essa? Moderna Entre julho e setembro: 3 milhões de doses Entre outubro e dezembro: 10 milhões de doses Total: 13 milhões de doses
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Brasil bate novo recorde e acumula 10 mil mortes por Covid em uma semana; médias de mortes e de casos são as maiores da pandemia

sab, 06/03/2021 - 20:00

País contabilizou 10.939.320 casos e 264.446 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Casos e mortes apresentam tendência de alta. Brasil bate novo recorde e acumula 10 mil mortes por Covid em uma semana O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (6). O país registrou 1.498 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e chegou ao total de 264.446 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.455, esta ainda em alta e com novo recorde - é a maior desde o começo da pandemia. A variação foi de 40% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Em apenas uma semana, o Brasil superou a marca de 10 mil mortes. Também já são 45 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 9 dias acima de 1,1 mil, e pelo sétimo dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram oito recordes seguidos de sábado até aqui. Veja a sequência da última semana na média móvel: Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde) Terça-feira (2): 1.274 (recorde) Quarta-feira (3): 1.332 (recorde) Quinta-feira (4): 1.361 (recorde) Sexta-feira (5): 1.423 (recorde) Sábado (6): 1.455 (recorde) Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.939.320 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 67.477 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 61.527 novos diagnósticos por dia -- o maior número registrado desde o começo da pandemia. Isso representa uma variação de 29% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos. Dezoito estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 6 de março Total de mortes: 264.446 Registro de mortes em 24 horas: 1.498 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.455 (variação em 14 dias: +40%) Total de casos confirmados: 10.939.320 Registro de casos confirmados em 24 horas: 67.477 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 61.527 por dia (variação em 14 dias: +29%) Estados Subindo (18 estados mais o Distrito Federal): PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE Em estabilidade (7 estados): ES, MG, RJ, AP, PA, RR e PE Em queda (1 estado): AM Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (6) aponta que 8.135.403 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,84% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 2.686.585 pessoas (1,27% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 10.821.988 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +75% RS: +162% SC: +148% Sudeste ES: +4% MG: +11% RJ: -1% SP: +30% Centro-Oeste DF: +72% GO: +20% MS: +69% MT: +28% Norte AC: +38% AM: -31% AP: -11% PA: +12% RO: +30% RR: +10% TO: +119% Nordeste AL: +25% BA: +58% CE: +218% MA: +180% PB: +62% PE: -4%% PI: +112% RN: +79% SE: +76% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Média de mortos por Covid bate recorde pelo sétimo dia seguido
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Brasil vacinou 4,8 pessoas a cada 100 habitantes; veja a previsão de doses do Ministério da Saúde

sab, 06/03/2021 - 18:04

Segundo o ministério, estão confirmadas 238,1 milhões de doses para o primeiro semestre. Homem caminha em rua de São Paulo; estado entrou na fase vermelha Carla Carniel/Reuters Até esta sexta-feira (5), o Brasil havia vacinado 4,8 pessoas a cada 100 habitantes, de acordo com dados do "Our World in Data", levantamento feito pela Universidade de Oxford. O país está atrás dos Estados Unidos, com 25,68 por 100 habitantes; do Chile, com 23,89; do Reino Unido, com 32, 99, além de outros países. O Ministério da Saúde divulgou a previsão completa de doses para este ano. Para o primeiro semestre, confirmou 238,1 milhões de doses. Veja abaixo o cronograma completo dos próximos meses: Acordos fechados Fundação Oswaldo Cruz (AstraZeneca/Oxford) Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Janeiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues) Fevereiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues) Março: 3,8 milhões (produção nacional com IFA importado) Abril: 2 milhões (importadas da Índia) + 30 milhões (produção nacional com IFA importado) Maio: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado) Junho: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado) Julho: 2 milhões (importadas da Índia) + 16,6 milhões (produção nacional com IFA importado) Com as entregas de julho, totalizam as 112 milhões de doses disponibilizadas ao Ministério da Saúde. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses. Fundação Butantan (Coronavac/Sinovac) Que vacina é essa? Coronavac Janeiro: 8,7 milhões, sendo 6 milhões importados da China e 2,7 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues) Fevereiro: 4,2 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues) Março: 23,3 milhões (22,7 milhões previstos para março + 600 mil residual de fevereiro) Abril: 15,7 milhões (produção nacional com IFA importado) Maio: 6 milhões (produção nacional com IFA importado) Junho: 6 milhões (produção nacional com IFA importado) Julho: 13,5 milhões (produção nacional com IFA importado) Até setembro, devem ser entregues mais lotes, de acordo com o ministério, totalizando os 100 milhões de doses. Covax Facility Março: 2,9 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) Até maio: 6,1 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) Até dezembro, devem ser entregues os demais lotes, totalizando os 42,5 milhões. Precisa Medicamentos (Covaxin/Barat Biotech/IND) Que vacina é essa? Covaxin Total: 20 milhões de doses (importadas da Índia) no primeiro semestre de 2021. Ainda em negociação União Química (Sputnik V/Instituto Gamaleya/RUS) Que vacina é essa? Sputnik V Abril: 400 mil (importadas da Rússia) Maio: 2 milhões (importadas da Rússia) Junho: 7,6 milhões (importadas da Rússia) Total: 10 milhões de doses Pfizer/BioNTech (EUA) Que vacina é essa? Pfizer Biontech A partir do segundo trimestre de 2021: 100 milhões de doses Jonhson & Jonhson (Janssen/BEL) Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson) Entre julho e setembro: 16,9 milhões de doses Entre outubro e dezembro: 21,1 milhões de doses Total: 38 milhões de doses Moderna (EUA) Que vacina é essa? Moderna Entre julho e setembro: 3 milhões de doses Entre outubro e dezembro: 10 milhões de doses Total: 13 milhões de doses
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Cientista que ajudou a eliminar sarampo e rubéola do Brasil está na linha de frente contra Covid

sab, 06/03/2021 - 09:55

A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz recebeu, em 2016, o certificado da eliminação da rubéola e do sarampo no Brasil pela Organização Panamericana de Saúde. Em 1992, país imunizou cerca de 48 milhões de crianças e jovens contra o sarampo em pouco mais de um mês Marcelo Camargo/Ag. Brasil/Via BBC "Nós temos que entender que estamos lidando com uma doença de transmissão respiratória. Vamos pegar a história do sarampo — sarampo também tem transmissão respiratória. Ou você tem altas coberturas vacinais, ou você não controla." Quando a experiente cientista Marilda Siqueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fala em "alta cobertura vacinal", no caso do sarampo, significa ter mais de 95% da população-alvo imunizada. Hoje, quando o país vive o pior momento desde que a pandemia começou, um ano atrás, cerca de 3,75% dos brasileiros receberam a primeira dose da vacina contra a doença causada pelo Sars-CoV-2. Marilda com quadro da campanha contra sarampo que fica em sua sala: 'Brasil foi luz no fim do túnel para outros países' Vinicius Ferreira/IOC/Fiocruz/Via BBC Para achatar a curva que contabiliza os números diários de novos casos e óbitos por Covid-19, o país precisa ter acesso a um volume maior de imunizantes, ao mesmo tempo em que a população "faz sua parte" para evitar a disseminação do vírus, diz a especialista, que há um ano participa ativamente dos esforços da comunidade científica brasileira para barrar o avanço do coronavírus. São Paulo registra filas de veículos no 1° dia de vacinação de idosos entre 80 e 84 anos contra coronavírus "Não adianta a gente entrar com um programa de vacinação se a população não ajuda. Pode demorar muito pra gente ver a situação controlada." Cobertura de uma série de vacinas vem caindo entre os brasileiros nos últimos anos Marcelo Camargo/Ag. Brasil/Via BBC A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) fala com conhecimento de causa: em 2016, junto com outras três autoridades, ela recebeu o certificado da eliminação da rubéola e do sarampo no Brasil pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS) nas Américas. O trabalho começou 24 anos antes, com uma ampla campanha de vacinação em 1992, quando o sarampo matava no mundo cerca de 2,5 milhões de crianças, um número próximo ao número de vítimas do Sars-CoV-2 em um ano de pandemia. "A gente conseguiu imunizar 96% da população-alvo, que eram crianças menores de 14 de idade, em um mês e pouco. Foi um sucesso absoluto." De um ano para outro, o número de casos notificados no país caiu 81%, de 42.934 em 1991 para 7.934. A maior campanha de vacinação do mundo Marilda trabalhou na vigilância laboratorial e epidemiológica do programa, à frente do Laboratório de Vírus Respiratórios. A coordenação da força-tarefa, ela frisa, ficou a cargo do Programa Nacional de Imunizações, o PNI, ligado ao Ministério da Saúde. Naquela época, a cientista fazia o doutorado em Microbiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). País perdeu certificado de eliminação do sarampo em 2019 Valter Campanato/Ag. Brasil/Via BBC Formada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a paulista de Catanduva se mudou para o Rio de Janeiro no fim dos anos 1970 para fazer a especialização em Microbiologia e Imunologia e o mestrado em Biologia Parasitária na Fiocruz. No início dos anos 1990, o mundo já havia conseguido erradicar a varíola, e as Américas tinham feito um bom trabalho no controle da poliomielite. "A pergunta que se fez então foi: qual seria a outra doença que tem impacto sobre a saúde das populações e para a qual há boa vacina? O sarampo." O Brasil fez a maior campanha de vacinação do mundo até então — imunizou 48 milhões de crianças e adolescentes entre de 22 de abril e 25 de maio de 1992 — e virou modelo. O laboratório de Marilda passou a treinar equipes de outros países e a disseminar a metodologia baseada no tripé de ampla imunização e vigilância laboratorial e epidemiológica. 'O individual interfere no coletivo. Essa noção tem que estar clara para as pessoas' Josué Damacena/IOC/Fiocruz/Via BBC Eu lembro que um ano ou dois depois fui ao Uruguai a convite do Ministério da Saúde para dar uma palestra lá — algo mais relacionado a questões laboratoriais, mas apresentei gráficos de questões epidemiológicas. Quando falei que tínhamos vacinado 48 milhões de crianças menores de 14 anos de idade, várias pessoas da plateia me interromperam e pediram que eu repetisse o número — a população do Uruguai era de 3,5 milhões", ela recorda. "Para muitos países essa estratégia utilizada pelo Brasil foi como se acendesse uma tocha, um raio de luz no final de um túnel." A ideia era que, se um país de grande extensão territorial, socialmente desigual, com cidades em locais remotos, outras densamente povoadas e com favelas conseguiu fazer um programa de vacinação em massa, outros também conseguiriam. "Foi muito bonito. Fico até emocionada quando me lembro." Além da ampla divulgação — com o objetivo de sensibilizar a população em geral, a classe política e os profissionais de saúde —, o plano de eliminação do sarampo contou com campanhas nos anos seguintes para eliminar o volume de crianças ainda suscetíveis à doença. Ao mesmo tempo, contava com uma vigilância epidemiológica intensiva dos casos suspeitos e com o diagnóstico de todo caso suspeito notificado, para que as autoridades de saúde pudessem se antecipar a eventuais surtos e terem tempo de agir para evitar uma piora do quadro. Um trabalho parecido foi feito com a rubéola, levando em consideração as particularidades da doença. A vacina era dada em conjunto com a do sarampo, com a dupla viral ou a tríplice viral, que também protege contra caxumba. O país recebeu o certificado de eliminação em 2016 — mas acabou perdendo três anos depois, em 2019, em parte pela queda expressiva da cobertura nacional. Em 2017, conforme os dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o percentual de imunizados nos grupos-alvo chegou a 83,8%. No ano seguinte, houve surtos em diversos Estados, com um volume total de mais de 10 mil casos. E, no meio do caminho, tinha uma pandemia... Enquanto o país tentava aumentar os índices de vacinação, que vinham caindo de forma quase generalizada nos anos anteriores, estourou a pandemia de Covid-19 — e a rotina de Marilda se transformou completamente. À frente do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo, de referência nacional, a cientista trabalhou no início para capacitar laboratórios em todas as regiões do país para que pudessem processar exames diagnósticos para a doença. Os únicos laboratórios de referência regionais eram o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Evandro Chagas, no Pará. Naquele momento, o esforço foi para capacitar os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens), distribuídos pelos diferentes Estados, para que processassem testes de PCR, e para desenvolver protocolos para o diagnóstico da doença. O Instituto Oswaldo Cruz, ao qual o laboratório de Marilda é vinculado, também ajudou no desenvolvimento do kit diagnóstico molecular do Instituto Biomanguinhos. As longas jornadas se tornaram extenuantes. Entre fevereiro e maio, a cientista trabalhou de forma ininterrupta. Hoje, a jornada vai geralmente 5h30 da manhã até perto de 22h — quando consegue, ela tira o domingo de folga. Passado um ano do início da pandemia, a situação no país teve uma piora significativa e, diante do surgimento de variantes preocupantes do coronavírus, há uma urgência de ampliação da chamada vigilância genômica — o trabalho de sequenciamento do genoma do vírus para entender quais linhagens estão se espalhando pelo país e com qual velocidade. Esse tem sido um dos focos do laboratório, por meio da rede genômica da Fiocruz, que conta com instituições em 11 Estados e analisa amostras de todo o país. Os laboratórios têm feito sequenciamento genético desde o início da crise sanitária, graças à expertise adquirida pela vigilância genômica do vírus influenza feita há anos pelo grupo e da experiência recente com a epidemia de H1N1, entre 2009 e 2010. O volume de amostras sequenciadas até então, contudo, era baixo, em parte devido à escala sem precedentes da crise sanitária, que fez com que os laboratórios tivessem muitas vezes que priorizar o processamento de exames diagnósticos de Covid. O Brasil contribuiu com 3,7 mil entre os mais de 660 mil genomas sequenciados compartilhados na plataforma pública Gisaid — um número elevado se comparado com outros na América Latina, mas ainda baixo se comparado com países que têm feito uma boa vigilância genômica. Esse acompanhamento produz dados importantes para embasar decisões de política pública que vão de lockdown a distribuição de vacinas e, por isso, é fundamental dentro da estratégia de controle da doença. É 'mais complexo' vacinar agora De volta à campanha de eliminação do sarampo, a cientista compara os dois momentos e diz acreditar que a estratégia de vacinação no caso da Covid-19 é "muito mais complexa". Um primeiro ponto, para ela fundamental, é a questão do acesso às vacinas, hoje ainda limitado. Mas o país enfrenta outros problemas que se colocam como obstáculo: uma desconfiança da população muito grande, a polarização política no país, "que também influencia", uma falta de organização e de estratégia melhor definida em todos os três níveis de governo — "não só de vacinação, mas estratégias de controle". "Em locais onde ainda há alta transmissibilidade, não deveríamos fazer um outro lockdown?", questiona. Para controlar a disseminação do coronavírus, diz a cientista, a participação da população é fundamental. Os brasileiros estão esgotados, mas é preciso entender o custo de não seguir as recomendações de distanciamento social, das aglomerações. "O individual interfere no coletivo. Essa noção tem que estar clara para as pessoas", diz ela. "Essa conscientização se perdeu um pouco no meio de tantas questões que começaram a surgir com a pandemia." Isso vale também para as vacinas, que são alvo de uma miríade de notícias falsas que desencorajam a população de se imunizar. Assim como no caso do sarampo, frisa Marilda, a ampla cobertura vacinal é fundamental para controlar o Sars-CoV-2. "O controle hoje — veja, não estamos falando de eliminação, mas de controle — depende basicamente de três fatores essenciais: as vacinas, as estratégias utilizadas pelos três níveis de governo e a aderência da população às estratégias corretas", destaca. "Sem esses três fatores vai ficar muito complicado. A gente vai ter um ano difícil se isso não acontecer." Veja os vídeos mais assistidos do G1
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Soro anti-Covid: entenda como anticorpos de cavalos podem ajudar em novo tratamento contra o coronavírus

sab, 06/03/2021 - 05:00

Nesta sexta-feira (5), Instituto Butantan anunciou que submeteu à Anvisa pedido para fazer testes em humanos. Produto deverá ser usado em pessoas infectadas e amenizar a gravidade da doença. Soro anti-Covid está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, em São Paulo Instituto Butantan/Divulgação O Instituto Butantan anunciou na sexta-feira (5) a submissão de um novo pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - desta vez, não é uma vacina, mas um potencial tratamento contra a Covid-19. O soro de cavalos já foi aprovado na Argentina, mas há pesquisas também em andamento no Rio de Janeiro. Entenda como a tecnologia pode ajudar a combater o coronavírus, em 4 pontos: Como funciona o soro anti-Covid desenvolvido pelo Butantan Quais deverão ser os próximos passos até a aplicação em pacientes Qual é a diferença em relação à iniciativa do Rio Conheça a experiência da Argentina com o tratamento Como funciona Assim como os humanos, se infectados com o coronavírus, os cavalos têm uma resposta do corpo e produzem anticorpos. Os cientistas do Butantan usaram um vírus inativado - mantém toda a estrutura, as proteínas, mas ele não tem capacidade de desenvolver a doença. Assim, o coronavírus foi injetado nos animais. Os cavalos geram anticorpos, que são muito potentes: até 50 vezes mais concentrados que os dos humanos. A partir disso, o plasma dos animais é extraído e "filtrado" para ficar apenas os anticorpos contra o vírus e, assim, possam ser injetado nos pacientes com a Covid-19. Como o material em mãos, os cientistas do Butantan já fizeram testes para ver como possivelmente podem reagir os pacientes com coronavírus que recebem o soro. Primeiro, infectaram camundongos com o Sars-CoV-2. Após dois dias, eles já passaram a apresentar alguns sintomas e, então, receberam o soro. "Um dia depois de [injetar] o tratamento, a gente avaliou os camundongos. Nós vimos uma diminuição da carga viral nos pulmões e, consequentemente, ao longo dos dias, a gente viu uma diminuição do processo inflamatório. Houve uma preservação da estrutura do pulmão. E isso dá uma esperança" - Ana Marisa Chudzinski, Diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do instituto paulista. Próximos passos Segundo a Anvisa, o "Dossiê Específico de Ensaio Clinico (DEEC)" não foi enviado pelo Butantan. O documento contém o protocolo de como irá ocorrer a primeira fase dos ensaios em humanos. Com essa atualização, e, depois, a possível avaliação positiva da agência reguladora, a Fase 1 de estudos poderá começar. Nesta primeira etapa, um número restrito de pacientes será selecionado e deverá receber o anticorpo gerado pelos cavalos. Os cientistas irão avaliar a segurança e qual é a dose ideal para a administração do soro. Em sequência, o Butantan poderá realizar as fases 2 e 3 dos ensaios, que buscam avaliar a eficácia contra a Covid-19. Segundo Chudzinski, o objetivo é usar o tratamento em pacientes que estejam infectados com o coronavírus e evitar que a doença se desenvolva para a forma grave e, portanto, reduzir as hospitalizações. Butantan desenvolve soro para ajudar no tratamento dos sintomas de Covid-19 Diferença em relação à iniciativa do Rio Em agosto de 2020, os pesquisadores do Instituto Vital Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciaram o desenvolvimento de um tratamento similar. A diferença está no que é injetado no cavalo antes de ele gerar os anticorpos. No caso do soro do Butantan, é o vírus inativado, mas mantém todas as proteínas, a estrutura inteira. O soro feito a partir dos cavalos no Rio de Janeiro utiliza apenas uma parte do vírus, a proteína spike (S), produzida em laboratório pela universidade fluminense. Essa estrutura fica localizada na coroa do coronavírus e é utilizada por ele para entrar nas células humanas. Ela é peça-chave para o desenvolvimento da doença. "No nosso caso [do Butantan], é uma solução de várias proteínas que compõe esse soro. A gente pode partir do princípio que não só um pedacinho do vírus seja responsável por tudo. Mesmo que exista toda uma discussão sobre como a spike é importante, mas a gente tem no soro outras proteínas que também estão lá", explicou Chudzinski. Experiência argentina Médicos atendem pacientes de Covid-19 em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital El Cruce Dr. Nestor Carlos Kirchner, nos arredores de Buenos Aires, Argentina Natacha Pisarenko/Reuters Além do Brasil, Argentina, México e Costa Rica também fazem pesquisas com o soro anti-Covid. Os argentinos, na verdade, começaram a aplicação em janeiro, logo após a aprovação pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat), como a Anvisa. A tecnologia criada pela Argentina é como a do Rio de Janeiro: utiliza a proteína spike para a geração dos anticorpos. Participaram 242 pacientes com idades entre 18 e 79 anos. De acordo com a Universidade Nacional de San Mantín, a necessidade de internação por UTI foi reduzida em 24%; a de suporte respiratório mecânico, em 36%; e a mortalidade em 45%.
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Estromatólitos: como a forma de vida mais antiga conhecida ajudou a tornar a Terra habitável

sex, 05/03/2021 - 20:22

Há bilhões de anos, essas colônias de micro-organismos liberaram oxigênio na atmosfera da Terra, permitindo à vida prosperar e evoluir. Hoje, elas ainda resistem na costa da Austrália. Estromatólitos são fósseis vivos e as formas de vida mais antigas do nosso planeta Getty Images via BBC O teto solar e as janelas estavam abertas. Eu estava dirigindo na Indian Ocean Drive, algumas horas ao norte de Perth rumo ao Lago Thetis, na Costa dos Corais da Austrália. Como um desenho de Escher, a paisagem se metamorfoseava de plantações agrícolas em matagais com pedras calcárias, acompanhada de moinhos de vento que extraíam água do Aquífero Yarragadee formado durante a era Jurássica. Havia eucaliptos de troncos brancos e arbustos brotando aos montes, bandos de cacatuas negras alçando voos estridentes e, infelizmente, dezenas de cangurus que haviam sido atropelados. Uma viagem de carro ao longo da costa do continente mais antigo do planeta não podia deixar de ser repleta de mistérios. Enquanto eu passava por placas verdes e amarelas na estrada alertando para ficar atenta a cangurus, emas e equidnas, havia outra forma de vida rara que eu estava procurando — uma que remonta ao início dos tempos. Estromatólitos são fósseis vivos e as formas de vida mais antigas em nosso planeta. O nome deriva do grego, stroma, que significa "colchão", e lithos, que quer dizer "pedra". Estromatólito significa literalmente "rocha em camadas". A existência dessas rochas antigas corresponde a três quartos do caminho de volta às origens do Sistema Solar. Ao longo da Indian Ocean Drive, na Austrália, arbustos estilo punk brotam aos milhares Marrian McGuiness Do ponto de vista científico amador, os estromatólitos são estruturas rochosas construídas por colônias de organismos microscópicos fotossintetizantes chamados cianobactérias. À medida que sedimentos se acumulam em águas rasas, as bactérias crescem sobre eles, se vinculando às partículas sedimentares e construindo camadas milimétricas sobre camadas milimétricas até se tornarem montes. A construção deste império trouxe consigo seu papel mais importante na história da Terra. Eles faziam fotossíntese. Usando o Sol para obter energia, produziam oxigênio, e aumentaram assim o volume de oxigênio na atmosfera do planeta para cerca de 20%, permitindo à vida prosperar e evoluir. Estromatólitos vivos são encontrados apenas em algumas lagoas salgadas ou baías ao redor do mundo. A Austrália é internacionalmente reconhecida por sua variedade de habitats de estromatólitos, tanto vivos quanto fossilizados. Fósseis dos primeiros estromatólitos conhecidos, com cerca de 3,5 bilhões de anos, são encontrados perto de Marble Bar, na região de Pilbara. Como a Terra tem uma idade estimada de 4,5 bilhões de anos, é impressionante perceber que podemos testemunhar como o mundo se parecia no início dos tempos, quando os continentes estavam se formando. Antes das plantas. Antes dos dinossauros. Antes dos seres humanos. Segui em frente pela Indian Ocean Drive. De vez em quando, em meio ao matagal, eu conseguia ver uma parte da água azul turquesa. Em seguida, fragmentos das dunas de areia brancas da cidade de Lancelin. Este é um litoral de naufrágios e barracas que vendem lagosta, dos devastadores Roaring Forties (Vendavais da Latitude 40), ventos fortes que açoitam a zona a 40 e 50 graus de latitude a sul do Equador, e dos ventos Fremantle Doctor, conhecidos pelo alívio que trazem em uma tarde escaldante de verão. É uma costa selvagem encantada. Eu estava quase em Cervantes, a capital da lagosta na costa norte do Parque Nacional de Nambung. Após alguns quilômetros por uma estrada de terra, cheguei ao Lago Thetis, o lar dos estromatólitos. Há muito para ver perto do Lago Thetis e do Lago Clifton, incluindo o Parque Nacional de Nambung Marrian McGuiness O Lago Thetis é pequeno, raso e triangular. Uma trilha de arbustos serpenteava por flores de pétalas azuis e folhas grossas, juncos e salicórnias vermelhas. De vez em quando, os cangurus locais levantavam a cabeça para dar uma conferida na gente. Foi então que eu os avistei. Havia milhares de estromatólitos quase camuflados sob as ondulações, submersos como tartarugas antigas prendendo a respiração sob a água ligeiramente opaca. Fiquei de boca aberta. Tirando a área periférica e imaginando o céu laranja metano da atividade vulcânica, é assim que a vida se parecia no início dos tempos. O Lago Thetis tem pouco mais de 2 metros de profundidade e o dobro da salinidade do mar. O lago ficou isolado há cerca de 4,8 mil anos, quando o nível do mar caiu durante a última grande era glacial. As áreas costeiras recuaram, e as dunas do litoral retiveram a água no interior, criando o lago. Estima-se que esses doadores de oxigênio pedregosos estejam crescendo há cerca de 3,5 mil anos. Uma passarela de metal foi construída sobre o lago para que você possa ver os estromatólitos abaixo. Na caminhada de 1,5 km que dá a volta no lago, você pode olhar, mas não tocar, uma vez que muitas dessas relíquias antigas foram danificadas por pessoas que andaram sobre elas. Mas há uma outra parte da família dos estromatólitos que está presente neste trecho da costa. O progresso evolutivo há cerca de 1 bilhão de anos iniciou um processo de transição lento em que os estromatólitos em camadas foram desaparecendo, à medida que outra variação emergia. Eram seus primos mais novos: os trombólitos. Cerca de uma hora de carro ao sul de Perth, peguei a Old Coast Road no Parque Nacional de Yalgorup até o Lago Clifton, lar dos maiores trombólitos que vivem em lagos no hemisfério sul. Estima-se que os trombólitos do Lago Clifton tenham 2 mil anos Getty Images via BBC Quando Brian Cox, o carismático apresentador e professor de física da Universidade de Manchester, no Reino Unido, visitou os trombólitos para sua série de documentários Wonders of the Universe ("Maravilhas do Universo"), sua admiração pelas "estranhas bolhas rochosas nas águas rasas" inspirou muitos turistas a procurar o Lago Clifton para ver "a primeira forma de vida na Terra". Os trombólitos derivam da mesma raiz da "trombose", que significa "coágulo". Os trombólitos têm aparência coagulada, enquanto os estromatólitos são em camadas. De acordo com a falecida pesquisadora Linda Moore, da Universidade da Austrália Ocidental, os estromatólitos entraram em declínio no momento em que houve uma explosão de vida marinha mais avançada. O ecossistema deles foi abalado quando a ameba predadora e outros organismos unicelulares chamados foraminíferos usaram suas extensões semelhantes a dedos para engolfar os estromatólitos, transformando suas estruturas finas de camadas em aglomerados. Para sobreviver, os estromatólitos precisavam de água altamente salina que restringia outras formas de vida marinha concorrentes, enquanto os trombólitos se adaptaram. Eles sobreviveram e prosperaram em um ambiente menos salgado que o mar, e sua textura coagulada proporcionou um lar onde minúsculos animais poderiam coexistir. Com uma impressionante ancestralidade linear, estima-se que os trombólitos do Lago Clifton tenham 2 mil anos. Aqui, também, uma passarela passa sobre o lago, onde logo abaixo, os trombólitos podem ser observados. Olhando cuidadosamente, você pode ver minúsculos fios de oxigênio subindo para a superfície da água. Os trombólitos podem sobreviver em um ambiente menos salgado que o mar Getty Images via BBC Para o povo aborígene Noongar desta região, a história do Tempo dos Sonhos (mitos e crenças mantidas vivas pelos aborígenes australianos há mais de 40 mil anos) conta a origem dos trombólitos. Com a terra seca, os Noongars oraram ao mar para que a água se tornasse potável. Seu criador deixou o mar na forma da serpente Woggaal Maadjit. Ela passou pelas dunas de areia, criando uma enseada. Botou seus ovos (os trombólitos) e enrolou seu corpo para protegê-los (as dunas de areia protegendo o lago). Os filhotes de serpente que eclodiram dos ovos esculpiram rios e, quando morreram, abriram túneis no subsolo formando fontes subterrâneas em seu caminho de volta para o Tempo dos Sonhos. Essas fontes forneceram água potável para o povo Noongar. Do ponto de vista científico, os trombólitos microbianos usam a luz solar para fazer fotossíntese e obter energia e para precipitar o carbonato de cálcio (calcário) das nascentes de água doce que borbulham do aquífero subjacente. O fluxo de água subterrânea com baixo teor de salinidade e nutrientes e alto teor de alcalinidade é essencial para seu crescimento e sobrevivência; qualquer alteração desafia sua existência. O Lago Clifton é um ambiente frágil. Em 2009, os trombólitos foram listados como criticamente ameaçados de extinção e agora estão protegidos pela Convenção de Ramsar sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, colocando esta área na mesma categoria que o Parque Nacional Kakadu, Patrimônio Mundial da Humanidade — o maior parque nacional da Austrália, preservando a maior variedade de ecossistemas do continente. As ações para conservação do Lago Clifton incluem a construção da passarela para evitar que esmaguem os trombólitos; monitoramento da qualidade e níveis da água; proteção da reserva de vegetação nativa que ajuda a filtrar nutrientes e poluentes; monitoramento da saúde da comunidade de trombólitos; e articulação com proprietários de terras agrícolas e urbanas para gerenciar e proteger a qualidade da água. Eles precisam de proteção. A mudança no clima está afetando a salinidade do lago. A crescente urbanização aumentou o fluxo de nutrientes, causando a proliferação de algas que bloqueiam a luz solar e sufocam os trombólitos. Em pouco mais de cem anos de alterações induzidas pelo homem no lago, a sobrevivência desses organismos antigos é tênue. Como a serpente do Tempo dos Sonhos, Woggaal Maadjit, cabe a nós protegê-los. Vídeos: Ciência e Saúde
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Brasil registra 1.760 mortes em 24 horas, e total chega a 262,9 mil; médias de mortes e de casos são as maiores da pandemia

sex, 05/03/2021 - 20:00

País contabilizou 10.871.843 casos e 262.948 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Casos e mortes apresentam tendência de alta. Média de mortos por Covid bate recorde pelo sétimo dia seguido O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta sexta-feira (5). O país registrou 1.760 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas - segundo dia de ligeira queda em relação aos dois recordes desde o início da pandemia, batidos na terça e quarta-feira - chegando ao total de 262.948 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.423, esta ainda em alta e com novo recorde - é a maior desde o começo da pandemia. A variação foi de 35% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Já são 44 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 8 dias acima de 1,1 mil, e pelo sexto dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram sete recordes seguidos de sábado até aqui. Veja a sequência da última semana na média móvel: Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde) Terça-feira (2): 1.274 (recorde) Quarta-feira (3): 1.332 (recorde) Quinta-feira (4): 1.361 (recorde) Sexta-feira (5): 1.423 (recorde) Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.871.843 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 75.337 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.150 novos diagnósticos por dia -- o maior número registrado desde o começo da pandemia. Isso representa uma variação de 27% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos. Dezessete estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 5 de março Total de mortes: 262.948 Registro de mortes em 24 horas: 1.760 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.423 (variação em 14 dias: +35%) Total de casos confirmados: 10.871.843 Registro de casos confirmados em 24 horas: 75.337 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.150 por dia (variação em 14 dias: +27%) Estados Subindo (17 estados mais o Distrito Federal): PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AC, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE Em estabilidade (8 estados): ES, MG, RJ, AP, PA, RO, RR e PE Em queda (1 estado): AM Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta sexta-feira (5) aponta que 7.941.173 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,75% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 2.611.071 pessoas (1,23% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 10.552.244 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estado com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +67% RS: +142% SC: +169% Sudeste ES: +8% MG: +11% RJ: -11% SP: +25% Centro-Oeste DF: +70% GO: +20% MS: +48% MT: +18% Norte AC: +53% AM: -25% AP: +5% PA: +7% RO: +11% RR: +10% TO: +124% Nordeste AL: +21% BA: +60% CE: +240% MA: +128% PB: +60% PE: -11%% PI: +102% RN: +84% SE: +51% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Média de mortos por Covid bate recorde pelo sétimo dia seguido
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STF tem maioria para prorrogar lei que autoriza governos locais a traçar medidas contra a Covid-19

sex, 05/03/2021 - 19:24
Plenário virtual deve confirmar decisão individual de Lewandowski, que manteve em vigor lei de 2020 para que prefeitos e governadores possam agir no combate à pandemia. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (5) para estender, enquanto durar a pandemia da Covid-19, a autorização para que governadores e prefeitos determinem medidas de combate ao coronavírus. Os governos locais podem determinar, diante da particularidades de cada local, medidas como: isolamento, quarentena, restrição à locomoção, uso de máscaras, exames médicos, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas, vacinação, investigação epidemiológica, tratamentos médicos específicos, requisição de bens e serviços, exumação, necropsia, cremação e manejo de cadáveres. Ministro Ricardo Lewandowski já havia prorrogado vigência da lei; relembre A decisão que deve ser confirmada em plenário também libera que os governos de estados e municípios decidam sobre importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área da saúde sujeitos à vigilância sanitária sem registro na Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate da pandemia. As regras devem ficar em vigor até que nova lei seja aprovada pelo Congresso. Em janeiro, o STF emitiu nota para esclarecer que, ao contrário do que vinha dizendo o presidente Jair Bolsonaro, o tribunal nunca proibiu que a União também estabeleça medidas de combate à Covid-19. O tema é julgado em plenário virtual, mas já tem decisão provisória do ministro relator Ricardo Lewandowski – que deve ser confirmada pela maioria dos magistrados. O voto do relator Lewandowski diz no voto que, apesar de a lei que autoriza a adoção dessas medidas locais estar ligada ao decreto de calamidade pública, vencido em dezembro, é preciso assegurar a atribuição dos governos enquanto durar a crise sanitária. Segundo Lewandowski, quando o legislador atuou a favor de governadores e prefeitos, ainda não era possível saber o tempo de duração da pandemia – portanto, não seria adequado impor uma limitação. “Ocorre que a pandemia, longe de ter arrefecido o seu ímpeto, na verdade dá mostras de encontrar-se em franco recrudescimento, aparentando estar progredindo, inclusive em razão do surgimento de novas cepas do vírus, possivelmente mais contagiosas”, escreveu o ministro. Ainda de acordo com Lewandowski, a análise tem que levar em conta a "conjectura segundo a qual a verdadeira intenção dos legisladores tenha sido a de manter as medidas profiláticas e terapêuticas extraordinárias, preconizadas naquele diploma normativo, pelo tempo necessário à superação da fase mais crítica da pandemia, mesmo porque à época de sua edição não lhes era dado antever a surpreendente persistência e letalidade da doença”. Estados e municípios adotam novas medidas diante do avanço do coronavírus no Brasil "Por isso, a prudência - amparada nos princípios da prevenção e da precaução, que devem reger as decisões em matéria de saúde pública - aconselha que as medidas excepcionais abrigadas na Lei n° 13.979/2020 continuem, por enquanto, a integrar o arsenal das autoridades sanitárias para combater a pandemia", diz Lewandowski na decisão individual. Seguiram este entendimento os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Rosa Weber e Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. O ministro Marco Aurélio divergiu por entender que não cabe uma intervenção do Judiciário no caso, para não representar interferência no Legislativo. Initial plugin text
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Cientistas encontram água e compostos orgânicos em asteroide pela primeira vez

sex, 05/03/2021 - 18:24

Acredita-se que estes compostos possam ter ajudado no surgimento da vida na Terra. Além disso, estudos anteriores indicavam que asteroides rochosos do tipo S eram secos. Cientistas identificam, pela primeira vez, água e compostos orgânicos em poeira de asteróide. JAXA Um estudo da Royal Holloway, da Universidade de Londres (RHUL), publicado na revista Science Advances, afirma ter encontrado, pela primeira vez, água e compostos orgânicos em um asteroide. A presença dos elementos é importante porque acredita-se que estes compostos podem ter ajudado no surgimento da vida na Terra. Sonda japonesa Hayabusa2 inicia segunda descida a asteroide para colher amostras Toyota e agência espacial japonesa vão desenvolver veículo para rodar na Lua O asteroide em questão é o Itokawa, que viaja próximo ao nosso planeta. A poeira de sua superfície foi coletada pela sonda Hayabusa, da Agência Espacial Japonesa (JAXA), que voltou à Terra em 2010. Segundo os cientistas, o material pode fornecer informações sobre a origem do sistema solar. Algumas partículas analisadas continham o mineral piroxena, que possui água em sua estrutura cristalina. Já a matéria orgânica se trata de grafite nanocristalino e carbono poliaromático desordenado. Os pesquisadores afirmam que as substâncias teriam se formado no próprio asteroide, depois de receber elementos de fora e combiná-los em sua superfície por bilhões de anos. Ele teria incorporado a água e os compostos orgânicos da mesma maneira que a Terra fez. O Itokawa é um asteroide rochoso classificado como corpo celeste do tipo S. O mais provável é que ele integrava um asteroide maior, mas que se fragmentou após ele tenha um impacto, gerando corpos celestes menores. Estudos anteriores afirmavam que meteoritos que se separam dos asteroides do tipo S eram secos, por isso a empolgação dos cientistas com a descoberta de água no corpo celeste. Vídeos sobre Ciência e Saúde
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Ministério da Saúde espera fechar compra de 13 milhões da vacina contra Covid da Moderna para 2021

sex, 05/03/2021 - 16:35

Se firmado o contrato, doses serão entregues em diferentes lotes entre julho e dezembro de 2021. Vacina da Moderna REUTERS/Eduardo Munoz O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (5) que espera fechar a compra de 13 milhões de doses da vacina contra Covid-19 produzida pelo laboratório Moderna para 2021. Segundo nota da pasta, expectativa é que o acerto seja firmado até a próxima semana, já que a compra está "praticamente na fase final de negociações". Ministério da Saúde divulga novo cronograma para entrega de vacinas em março Levantamento aponta falta de transparência do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid Se firmado o contrato, as doses deverão ser entregues até o final do ano, com previsão de chegada do primeiro lote com 1 milhão de vacinas em julho. “A confirmação dessas informações, agora, entre outros dados, nos ajuda a ter segurança para acelerarmos a assinatura do contrato que queremos para agilizar e fortalecer a nossa ação de imunização de todos os brasileiros contra a Covid-19”, disse secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, conforme a nota. Que vacina é essa? Moderna "Vamos iniciar as aplicações de mais essa vacina tão logo cheguem e tenham aprovação da Anvisa, aval que também condiciona o pagamento que será realizado após a chegada de cada remessa", afirmou Elcio. De acordo com a agência de notícias Reuters, o Ministério e a Moderna também negociam outras 50 milhões de doses da vacina para janeiro de 2022. Intenção de compra Esta semana, o Ministério da Saúde formalizou a intenção de compra de 38 milhões de doses da vacina da Janssen e outras 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer -- este último o único que, até o momento, já possui registro definitivo de uso na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa da pasta é de receber até o final do ano, em contratos firmados, compras futuras e negociações em curso, 575,9 milhões de doses de vacinas até o final do ano, segundo a Reuters. Até o momento, a campanha de vacinação brasileira conta apenas com duas vacinas, a CoronaVac e a Oxford-AstraZeneca e a imunização segue lenta: cerca de 3,5% da população nacional foi imunizada. Vídeos: novidades sobre as vacinas contra Covid-19
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Nalleli Cobo, a jovem asmática que enfrentou as petroleiras que a estavam 'envenenando' — e ganhou

sex, 05/03/2021 - 16:30

Aos 9 anos, ela começou a ter crises de falta de ar, palpitações e sangramentos nasais sem saber por quê. Foi o início de uma batalha contra um poço de petróleo em frente à sua casa em Los Angeles. Nalleli Cobo cresceu a poucos metros de um poço de petróleo em Los Angeles CHRISTIAN MONTERROSA/BBC Nalleli Cobo tinha 9 anos quando começou a sofrer de asma, sangramentos nasais e fortes dores de cabeça. Esse foi o início de uma batalha de anos contra um campo de petróleo localizado em frente a sua casa no sul de Los Angeles, nos Estados Unidos. O ambientalista de 11 anos que recebe ameaças de morte por atuação na pandemia Ela e a mãe perceberam que alguns vizinhos também estavam adoecendo e promoveram um movimento que levou ao fechamento da instalação petrolífera. Mas Cobo não parou por aí. Junto a outros jovens de bairros predominantemente latinos e negros, ela abraçou o ativismo e processou a cidade de Los Angeles para exigir mais regulamentação sobre a extração de petróleo. E ganhou. Ela foi comparada a Greta Thunberg, embora seu nome seja conhecido localmente há mais de uma década. Nalleli Cobo e Greta Thunberg se uniram em campanhas de ativismo ambiental CORTESIA NALLELI COBO/BBC Cobo precisou fazer uma pausa no ativismo no início de 2020, após ser diagnosticada com câncer aos 19 anos. Seus médicos não sabem por que ela ficou doente. Recuperada após três cirurgias e tratamentos, Cobo contou recentemente sua história para a BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. Eu cresci no centro-sul de Los Angeles, a dez metros de uma instalação de extração de petróleo de propriedade da AllenCo (que adquiriu o local em 2009). Eu morava em um apartamento com sete outros parentes: minha mãe, minha avó, meus bisavós e meus três irmãos. Minha mãe é do México, e meu pai é da Colômbia. Meu pai foi deportado quando eu tinha 2 anos, e minha mãe me criou. O ano era 2010, e eu tinha 9 anos. De repente, comecei a me sentir mal, com dor de estômago, náuseas, e espasmos tão fortes no corpo que eu não conseguia andar e minha mãe tinha que me carregar porque eu ficava paralisada como uma planta. Eu tinha sangramentos nasais tão fortes que precisava dormir sentada para não engasgar com meu próprio sangue durante a noite. Também me deu asma. Um assassino silencioso estava me envenenando em minha própria casa. Mas não fui a única. Minha mãe começou a ter asma aos 40 anos, o que é bastante incomum, e minha avó começou a sofrer da mesma coisa aos 70 anos, algo ainda mais raro. Meu irmão também. As mães do bairro, que se chama University Park, começaram a falar sobre o que estava acontecendo e a perguntar como seus filhos estavam. Começou então a se espalhar a notícia de que algo estranho estava acontecendo. Pudemos perceber pelo cheiro. Quando não cheirava a ovo podre, havia um intenso aroma artificial de goiaba ou laranja que cobria o mau cheiro. Uma vez que o cheiro podre invadia a casa, não ia embora, mesmo se fechássemos as janelas, ligássemos os ventiladores ou tapássemos as frestas das janelas. A princípio, pensamos que talvez o problema fosse causado por um vazamento no prédio, até que um grupo de toxicologistas veio falar com nossa comunidade. Eles nos explicaram que, na extração de petróleo, são utilizadas certas substâncias químicas e são liberadas emissões que podem ser prejudiciais à saúde em caso de exposição prolongada. Isso fez com que a gente começasse a se organizar para exigir que as autoridades verificassem o que estava acontecendo. Criamos uma campanha que chamamos de People Not Pozos ("Pessoas, não poços"). Minha mãe já tinha muita experiência como promotora de saúde comunitária de uma organização e isso ajudou muito a impulsionar o movimento. Fomos de porta em porta pedindo aos vizinhos que apresentassem queixas junto ao órgão governamental que cuida da qualidade do ar e também participamos de audiências com a prefeitura. Foi muito importante como nos unimos, uma comunidade predominantemente de língua espanhola que geralmente não era levada em consideração. Eu era uma menina, mas não tinha medo de falar com as autoridades nessas sessões. Sempre fui muito tímida, menos para falar em público. O momento em que realmente recebemos a atenção que buscávamos foi depois que o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem que foi lida pela então senadora da Califórnia, Barbara Boxer. Ela foi até a nossa comunidade e deu uma entrevista coletiva em frente ao meu prédio para exigir que a operação da AllenCo fosse interrompida. Boxer trouxe pesquisadores da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), que adoeceram de imediato enquanto faziam uma avaliação no local e tiveram que sair. E eu frequentei a escola que fica a duas quadras dali. Durante anos. (Depois que as investigações federais e locais foram iniciadas, a empresa concordou em suspender as operações.) O fechamento do poço foi uma ótima notícia, mas levou tempo. Começamos a nos organizar em 2010, e foi fechado temporariamente em 2013. Queremos que feche de forma permanente. (A cidade de Los Angeles entrou com uma ação contra a empresa e, em 2016, conseguiu por ordem judicial que a AllenCo cumpra regulamentos rígidos se retomar a operação.) Quando começamos a trabalhar nisso, percebemos que não éramos a única comunidade afetada. Há 580 mil moradores de Los Angeles vivendo em um raio de 800 metros ou menos de um poço ativo de petróleo ou gás. A grande maioria é de comunidades de baixa renda, negras e latinas. Toda vez que vou a algum lugar para falar sobre isso e as pessoas descobrem que sou de Los Angeles, ouço comentários do tipo: "Ah, que maravilha, Calçada da Fama, Hollywood, celebridades..." Mas em Los Angeles também está localizado o maior campo de petróleo urbano dos Estados Unidos. É por isso que eu e vários jovens nos juntamos e fizemos parte de um grupo de organizações que processou a cidade por violar a lei de qualidade ambiental da Califórnia. Nós ganhamos, o que significa que para abrir ou ampliar poços, há um novo processo que inclui um novo formulário e outras diretrizes. Embora tenha me mudado da casa onde morava em University Park anos atrás, estou focada em uma campanha para colocar uma barreira separando a área onde o petróleo é extraído das casas onde as pessoas vivem. Sou uma garota normal, obcecada por maquiagem, adoro dançar, viajar, e estou cursando direito na universidade. A única coisa que me torna diferente é que descobri minha paixão muito cedo na vida. Fui diagnosticada com câncer em 15 de janeiro de 2020. Não falei sobre isso publicamente por um tempo porque era muito assustador sequer processar essa palavra. Lembro de não entender porque minha família sempre dizia que devemos ser gratos pela nossa saúde. Agora entendo. As contas também nos assustaram, como poderíamos pagar tantos tratamentos? Felizmente, uma campanha que lançamos na internet levantou fundos suficientes para cobrir despesas importantes. Acho que o mais difícil emocional e fisicamente foi passar por uma histerectomia (retirada do útero) radical. Levei seis semanas para sair da cama. Minha mãe tinha que me ajudar com absolutamente tudo e tomava dezenas de comprimidos por dia. Meus médicos ainda não sabem por que tive câncer. O que eles puderam concluir a partir dos exames é que não é genético. Em janeiro deste ano, venci o câncer. Isso me deixa super emocionada e feliz. Initial plugin text Estar isolada de quase toda a minha família devido à pandemia e do meu diagnóstico foi a coisa mais desafiadora que já me aconteceu na vida. Mas estou aqui. Quero ser advogada de direitos civis e depois entrar na política. Para mim, justiça ambiental é ser capaz de respirar ar puro, independentemente da minha idade, gênero, raça, condição socioeconômica ou código postal. É lutar, para proteger minha comunidade e meu lar. VÍDEOS mais vistos do G1
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'Agora não é a hora de o Brasil relaxar', diz OMS sobre combate à pandemia

sex, 05/03/2021 - 14:07

Fala é do diretor de emergências da entidade, Michael Ryan. Diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação do país é 'séria' e 'muito preocupante'. Equipe do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, transfere corpos de pacientes vítimas da Covid-19, no dia 3 de março. Diego Vara/Reuters O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou, nesta sexta-feira (5), que o Brasil e outros países não podem relaxar no combate à pandemia. A fala foi proferida depois de líderes da entidade serem questionados sobre o aumento de internações entre jovens pela Covid-19 no país. "Houve um aumento nacional no Brasil [em número de casos], e isso é de norte a sul. As medidas de saúde pública, sociais e comportamentais param todas essas cepas e variantes. Agora não é a hora de o Brasil ou qualquer outro país, aliás, relaxar", disse Ryan. Covid-19 avança nos estados brasileiros Ryan continuou o alerta dizendo que a chegada de vacinas é um momento de "grande esperança", mas que também pode fazer com que as pessoas percam o foco no combate à pandemia. "Se eu acho que vou receber a vacina nas próximas semanas, talvez eu não seja mais cuidadoso. Talvez eu ache que já superei. Você não precisa que muitas pessoas comecem a pensar isso para dar uma chance ao vírus de se espalhar. Nós vimos isso na Europa até o Natal", lembrou. "Mudanças pequenas num grande número de pessoas podem levar a uma grande mudança na epidemiologia deste vírus. Acho que já aprendemos isso a esta altura", disse. 00:00 / 23:29 Situação 'preocupante' Familiares choram em enterro de vítima de Covid em cemitério em Manaus REUTERS/Bruno Kelly O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação do país é "séria" e "muito preocupante". "A situação no Brasil é muito, muito preocupante. Quando vimos muitas tendências de queda, em muitos países, nas últimas seis semanas, a situação no Brasil ou tinha aumentado ou atingido um platô – mas, é claro, com uma tendência maior de aumento. Eu acho que o Brasil tem que levar isso muito, muito a sério", afirmou Tedros. "Sem fazer coisas para impactar a transmissão ou suprimir o vírus, não acho que vamos conseguir ter, no Brasil, a tendência de queda", alertou o diretor-geral. Covid com alta recorde e lotação de UTIs: especialistas listam motivos para parar o país por ao menos 2 semanas Brasil tem 30.484 mortes por Covid-19 em fevereiro, 2º maior número em toda a pandemia "Eu gostaria de sublinhar isso: a situação é muito séria, muito preocupante. As medidas de saúde pública que o Brasil deveria adotar deveriam ser agressivas – enquanto, ao mesmo tempo, distribui vacinas", recomendou o diretor. Michael Ryan também afirmou que a OMS está preocupada com a variante P.1 – identificada pela primeira vez em Manaus mas que já se espalhou para vários estados brasileiros e ao menos outros 24 países. "Estamos muito preocupados com a P.1. Ela carrega muitas mutações específicas que dão vantagens ao vírus, principalmente na transmissão. Não há dúvidas de que uma proporção desses casos que estão ocorrendo agora são reinfecções, potencialmente devido à perda de imunidade, potencialmente devido ao fato de que novas variantes estão evadindo o potencial imunológico da imunidade natural – o que, por si só, significa que precisamos ser muito cuidadosos com vacinas, para ter certeza de que as vacinas funcionam contra essas cepas", alertou. O diretor lembrou da necessidade das medidas de prevenção. "As coisas que te protegem da cepa original ainda protegem você e sua comunidade da cepa P.1. ou qualquer outra", frisou Ryan. "Infelizmente ou felizmente, ainda está em nossas mãos. Nosso risco ainda está em nossas mãos". Tedros destacou, ainda, que a preocupação da entidade não é só com o Brasil. "Os vizinhos do Brasil são quase a América Latina inteira. Muitos países. O que significa que, se o Brasil não for sério, vai continuar a afetar toda a vizinhança lá e além. Não é só sobre o Brasil. É sobre toda a América Latina e até além. A aplicação de medidas de saúde públicas sérias é muito, muito importante", declarou. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil:
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'Honjok': o que podemos aprender com os sul-coreanos que defendem a solidão

sex, 05/03/2021 - 10:12

As 'tribos de um só' surgiram na Coreia do Sul como tendência contracultural transformada em propósito de vida. Exploramos o conceito com a psicoterapeuta Francie Healey, estudiosa do movimento Na Coreia do Sul, muitos jovens, especialmente as mulheres, escolheram a solidão como alternativa às normas sociais Getty Images via BBC Depois da alegria, vem a solidão, segundo escreveu o poeta Mario Benedetti. Mas o que vem depois da solidão? O isolamento imposto pela pandemia de coronavírus está levando muitas pessoas a uma "epidemia da solidão", segundo organizações como a United Health Foundation e a AARP (dedicada ao bem-estar de pessoas com mais de 50 anos), nos Estados Unidos. Apesar das dificuldades que estar só pode trazer, há também maneiras construtivas de viver assim, segundo a psicoterapeuta americana Francie Healey. Um ano antes do início da pandemia, Healey começou a pesquisar um fenômeno da Coreia do Sul chamado de "honjok", que significa algo como "tribos de um só". A autora do livro Honjok: The Art of Living Alone ("Honjok: a arte de viver sozinho", em tradução livre) explica que este movimento nasceu da contracultura. Muitos jovens, especialmente mulheres, decidiram criar sua própria "tribo" — rejeitando os valores coletivistas da sociedade sul-coreana e abraçando o individualismo emergente para formar "famílias" de uma pessoa. "O honjok é um convite ao desfrutar da solidão e à reflexão sobre quem realmente somos, para além das normas sociais e culturais estabelecidas", diz a escritora, que estudou 15 pessoas de diferentes idades que praticam o honjok. Antes da pandemia, psicoterapeuta americana Francie Healey fez uma imersão na contracultura honjok Francie Healey/Arquivo Pessoal Nesta entrevista à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC), a psicoterapeuta mostra como a filosofia dessa tribo pode ajudar, especialmente em tempos de pandemia. BBC News Mundo - O honjok é pouco conhecido no Ocidente. Quando o descobriu? Francie Healey - Ouvi o termo honjok pela primeira vez em 2019. Se você buscar na internet, verá que não há muitas informações disponíveis, então resolvi investigar e descobrir o que podemos aprender com ele. Quando estava fazendo minha pesquisa, a pandemia ainda não tinha chegado, mas eu estava intrigada com essas pessoas que buscam dar sentido às suas vidas através da solidão. Isso começou em 2017, como um movimento liderado por jovens sul-coreanos que começaram a usar a hasghtag #honjok para definir quem eles eram e como viviam, desafiando as pressões sociais historicamente estabelecidas e as normas que os levam a se casar e constituir uma família. Essas normas determinam que os homens tenham empregos bem-sucedidos em empresas de prestígio que lhes permitam sustentar uma família; e que as mulheres sempre priorizem a família, por mais que tenham um nível alto de formação acadêmica ou uma carreira. Elas também precisam atender às expectativas dos exigentes padrões de beleza. Em resposta à frustração com essas fortes pressões sociais e culturais, os honjok escolheram viver sozinhos, encontrando maior liberdade. Solidão pode ser oportunidade de cultivar de forma mais profunda o mundo interior, defende psicoterapeuta Getty Images via BBC BBC - Pode-se dizer que o honjok é um estilo de vida? Healey - É mais do que isso... é uma forma de estar no mundo. "Hon" significa estar sozinho e "jok" é uma tribo, então honjok significa "tribos de um só". É um belo conceito porque se traduz em uma decisão consciente de explorar suas próprias preferências e interesses em profundidade, de cultivar seu verdadeiro mundo interior. Muitas vezes os honjok são rotulados como "solitários" — com todas as conotações negativas que essa palavra carrega. No entanto, são pessoas que tomaram a decisão consciente de viver sozinhas e de passar o tempo desfrutando de atividades sozinhas. São, digamos, solitários de sucesso. Conversando com elas, aprendi que essa solidão realmente permite que tenham relacionamentos mais frutíferos e positivos com outras pessoas. Francie Healey escreveu o livro 'Honjok: The Art of Living Alone' ('Honjok: a arte de viver sozinho', em tradução livre) Libros Cúpula BBC - É interessante que você descreva essa solidão como uma decisão consciente. O que podemos aprender sobre a solidão escolhida pelos honjok em tempos de solidão imposta (pela pandemia)? Healey - É uma pergunta muito boa para a época que vivemos agora. O National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, tem mostrado que a solidão causada pelo isolamento social contribui para o aumento de problemas físicos e mentais, como depressão, doenças cardíacas e até mesmo Alzheimer, além de comprometer o sistema imunológico. Portanto, estamos passando por uma crise. Mas estar sozinho não é o mesmo que se sentir sozinho. A solidão pode ser vista como uma oportunidade de realmente estar com nós mesmos e de explorar onde encontramos sentido em nossas vidas. Isso nos oferece a oportunidade de trabalhar nossa identidade além de como nos relacionávamos com os outros e interagíamos com o mundo antes da pandemia. O honjok pode ser uma forma de entender que quando você se permite viver com a solidão, mesmo que seja desconfortável no início, você cultiva uma autoconsciência mais profunda. Por meio de atividades contemplativas e da curiosidade em relação ao seu mundo interior, você pode sentir uma verdadeira riqueza espiritual estando com você mesmo. Muitos existencialistas falaram deste convite a conhecer-se que a solidão nos oferece. Portanto, tudo depende de como a abordamos. Acredito que devemos ensinar as pessoas a fazer um trabalho interior mais profundo para se encontrarem. Agora nos sentimos incomodados com a solidão, mas isso não significa que não possamos tirar proveito dela para nos sentirmos conectados conosco. A pandemia nos obrigou a buscar outras maneiras de sermos nós mesmos, e esta pode ser uma oportunidade de aprender a nos conhecer realmente. 'O honjok é um convite ao desfrutar da solidão e à reflexão sobre quem realmente somos', diz Healey Getty Images via BBC BBC - Você diz que o honjok é a arte de viver na solidão. De que maneiras específicas podemos aplicá-lo em nossas vidas? Healey - Uma honjok da Coreia do Sul na faixa dos trinta anos me disse que foi por muito tempo uma pessoa muito sociável e extrovertida, mas começou a adotar o honjok e teve uma espécie de iluminação espiritual. Ela passou a praticar atividades de meditação e técnicas de mindfulness e desenvolveu interesses criativos e artísticos — coisas que ela estava adiando porque tinha outras distrações. Pode ser um bom exemplo de como aplicar o honjok em nossa vida. Recomendo dedicar algum tempo, começando com alguns minutos por dia, a coisas tão simples como prestar atenção à respiração, cultivar a criatividade, procurar formas de ativar outras partes do cérebro, desenvolver hábitos ou padrões de comportamento diferentes, que proporcionem mais diversidade para nós mesmos. Também é muito interessante escrever um diário, ou simplesmente anotar nossos pensamentos, porque isso nos ajuda a ser reflexivos e a trabalhar a autoconsciência, principalmente quando estamos sofrendo por estresse ou ansiedade. É importante tratar essas atividades não como lazer, mas como algo tão urgente quanto outras coisas que fazemos na vida. Entrevistei pessoas honjok que descobriram ser mais fortes, solidários e bondosos do que pensavam ao viajar sozinhos ou passar um tempo sozinhos na natureza. O impacto para o despertar dos nossos sentidos pode ser enorme. Me senti muito privilegiada por conhecer essas pessoas e suas histórias, o que me ajudou a afastar meus próprios preconceitos. As pessoas com quem conversei tinham orgulho de levar a vida desta forma e estavam dispostas a aproveitar ao máximo a oportunidade de viver sozinhas. "Antes da pandemia do coronavírus já existia a pandemia da solidão" diz infectologista BBC - Estamos falando de pessoas que moram na Coreia do Sul, mas existem "honjok" em outras partes do mundo? Healey - Bem, mesmo que não se denominem como honjok, é certamente uma tendência crescente que estamos vendo em outras partes do mundo, não apenas na Coreia do Sul. Na Suécia, cerca de 40% dos lares são compostos por uma única pessoa. Nos Estados Unidos, estima-se que haja 28% dos lares com uma única pessoa. No Japão e em outras partes do mundo, mais e mais pessoas estão escolhendo a sologamia (casar-se com si mesmo). São distintas "tribos de um", e eu diria que elas vão aumentar. Muitas mulheres escolheram seguir o honjok como forma de libertação, relata Healey em seu livro Getty Images via BBC BBC - Você diz em seu livro que "estar sozinho na vida requer coragem". Por que temos tanto medo da solidão? Healey - Acho que temos muito medo de ficar sozinhos porque nos assusta a possibilidade de não gostar do que podemos descobrir. É um ajuste de contas com as partes dentro de nós onde nos sentimos insuficientes. Quando estamos em comunidade, no mundo, podemos pensar que somos as atividades que neles desenvolvemos; que nossa identidade é nosso trabalho, o dinheiro que ganhamos ou o que fazemos com ele. É preciso muita coragem para desmontar tudo isso e descobrir o que está por trás. É preciso coragem para enfrentar o desconforto de estar conosco e arriscar sentir a vulnerabilidade de não gostarmos de tudo o que vemos — para então reconhecer que existem alguns vazios em nós que devemos cultivar mais. Por isso é corajoso estar conosco e com nossa verdadeira identidade. Quando você reconhece isso e cultiva a tolerância, através de pequenas mudanças positivas ao longo do tempo, pode descobrir a riqueza de sua própria essência. Essa descoberta permite estar mais conectado, definir melhor seus limites e aceitar a si mesmo. É uma parte de nós que temos que trabalhar muito, e que os honjok priorizaram. BBC News Mundo - Você também escreve em seu livro sobre a ligação entre solidão e autoestima, e a importância de "fazer amizade conosco". Qual é a conexão? Healey - Tenho um consultório particular de psicoterapia e o foco principal do meu trabalho é a autoavaliação. O que tenho visto em meu trabalho, e também no processo de escrever este livro, é que quando começamos a cultivar a autoestima e o autoconhecimento, podemos lidar melhor com a desolação que a solidão nos causa inicialmente — e a pandemia pode nos ajudar, pois nossa maneira de nos relacionar com o mundo e conosco mudou. Então, chegamos a um ponto em que nos sentimos confortáveis em estar com nós mesmos. Vejo a solidão, ou melhor, a solitude, que é um termo mais amplo e positivo, como uma forma de construir e cultivar nossa autoestima. É nela que podemos ver quais são os nossos verdadeiros valores, qual é o nosso eu autêntico e o que realmente nos motiva. Isso nos permite fazer as perguntas certas, descobrir quais são nossos talentos únicos e como queremos usá-los no mundo e em nossa comunidade. Estar sozinho pode nos levar a buscar maneiras de ser mais assertivos, criativos e conscientes. Trata-se de cultivar um estado de espírito que nasce da curiosidade de nos descobrirmos, no qual nos tornamos líderes de nossas próprias vidas e recuperamos o controle. É por isso que o honjok é, afinal, uma busca para retornar à nossa própria essência. VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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Brasil registra 1.786 mortes em 24 horas; total chega a 261 mil

qui, 04/03/2021 - 19:59

País contabilizou 10.796.506 casos e 261.188 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Casos e mortes apresentam tendência de alta. Brasil bateu novo recorde na média de óbitos no dia em que ultrapassou os 260 mil mortos por Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (4). O país registrou 1.786 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas - uma ligeira queda em relação aos dois dias anteriores, que foram recordes desde o início da pandemia - chegando ao total de 261.188 óbitos desde seu começo. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.361, esta ainda em alta. A variação foi de 30% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Já são 43 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 7 dias acima de 1,1 mil, e pelo quinto dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram seis recordes seguidos de sábado até aqui. Veja a sequência da última semana na média móvel: Sexta-feira (26): 1.148 Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde) Terça-feira (2): 1.274 (recorde) Quarta-feira (3): 1.332 (recorde) Quinta-feira (4): 1.361 (recorde) Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.796.506 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 74.285 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 57.517 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 27% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos. Dezesseis estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, AC, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 4 de março Total de mortes: 261.188 Registro de mortes em 24 horas: 1.786 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.361 (variação em 14 dias: +30%) Total de casos confirmados: 10.796.506 Registro de casos confirmados em 24 horas: 74.285 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 57.517 por dia (variação em 14 dias: +27%) Estados Subindo (16 estados mais o Distrito Federal): PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, AC, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE Em estabilidade (8 estados): ES, MG, RJ, MT, PA, RO, RR e PE Em queda (2 estados): AM e AP Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (4) aponta que 7.671.525 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,62% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 2.463.894 pessoas (1,16% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 10.135.419 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com tendência de alta na média de mortes Arte G1 Estados com tendência de estabilidade na média de mortes Arte G1 Estados com tendência de queda na média de mortes Arte G1 Sul PR: +55% RS: +138% SC: +165% Sudeste ES: -4% MG: +6% RJ: -9% SP: +18% Centro-Oeste DF: +69% GO: +2% MS: +43% MT: +13% Norte AC: +34% AM: -27% AP: -26% PA: +6% RO: +3% RR: +11% TO: +135% Nordeste AL: +20% BA: +70% CE: +104% MA: +113% PB: +56% PE: -10%% PI: +90% RN: +118% SE: +33% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19:
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