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Atualizado: 1 hora 33 minutos atrás

A incrível descoberta de desenho de animal com 44 mil anos de idade em caverna

2 horas 27 minutos atrás

Especialistas dizem que pintura, encontrada na Indonésia, pode ser arte rupestre narrativa mais antiga do mundo. Ilustração pode ser a arte rupestre narrativa mais antiga do mundo Maxime Aubert/Pa Wire Uma pintura descoberta na parede de uma caverna na Indonésia data de 44 mil anos atrás — o que a torna, segundo pesquisadores, a arte rupestre narrativa mais antiga do mundo. O desenho parece representar a cena de um búfalo sendo caçado por criaturas híbridas — metade homem, metade animal — segurando lanças e possivelmente cordas. A descoberta foi publicada na revista científica "Nature" por arqueólogos da Griffith University, em Brisbane, na Austrália. Adam Brumm, um dos líderes da pesquisa, viu as fotos da pintura pela primeira vez há dois anos, quando um colega na Indonésia enviou para seu celular. "Essas imagens apareceram no meu iPhone", relembra. A ilustração não é, no entanto, a mais antiga do mundo. No ano passado, cientistas anunciaram ter encontrado o "desenho mais antigo da humanidade" em um fragmento de rocha na África do Sul, datado de 73 mil anos atrás. O que os desenhos mostram? Os desenhos foram encontrados em uma caverna chamada Leang Bulu'Sipong 4, no sul da ilha de Sulawesi, a leste de Bornéu. O painel tem quase cinco metros de largura e parece mostrar um tipo de búfalo chamado anoa, além de porcos selvagens encontrados em Sulawesi. Ao lado deles, estão representadas criaturas menores que parecem humanas — mas também possuem características de animais, como caudas e focinhos. Em uma parte da ilustração, um anoa é cercado por várias dessas criaturas segurando lanças. "Nunca vi algo assim antes", declarou Brumm. "Quer dizer, já vimos centenas de artes rupestres nessa região — mas nunca vimos nada parecido com uma cena de caça". Outros pesquisadores questionam, no entanto, se o painel representa uma narrativa única — e argumentam que poderia se tratar de uma série de imagens pintadas no decorrer de um período de tempo mais longo. "Se é uma cena é questionável", afirmou Paul Pettitt, arqueólogo e especialista em arte rupestre da Universidade de Durham, no Reino Unido, à revista "Nature". Como sabemos que tem 44 mil anos? Os pesquisadores analisaram as crostas de calcita que haviam se acumulado na pintura. 'Já vimos centenas de artes rupestres nessa região — mas nunca vimos nada parecido com uma cena de caça', diz arqueólogo Maxime Aubert/Pa Wire Como o urânio radioativo presente no mineral se decompõe lentamente em tório, a equipe mediu os níveis de diferentes isótopos desses elementos. E descobriu que a calcita no desenho de um porco começou a se formar há pelo menos 43.900 anos, enquanto as crostas em dois búfalos tinham pelo menos 40.900 anos. Há pelo menos 242 cavernas ou refúgios com imagens antigas somente em Sulawesi — e novos sítios arqueológicos são descobertos anualmente. Como o desenho se compara a outras artes pré-históricas? Pode não ser o desenho mais antigo do mundo, mas os pesquisadores dizem que pode ser a ilustração narrativa mais antiga já encontrada. "Até agora, artes rupestres encontradas em sítios arqueológicos europeus com idade entre 14 mil e 21 mil anos eram consideradas as obras de arte claramente narrativas mais antigas do mundo", informou a revista Nature. E pode ser que seja o desenho de animal mais antigo também. No ano passado, arqueólogos descobriram que uma pintura encontrada em uma caverna na ilha de Bornéu — considerada a mais antiga de um animal — tinha pelo menos 40 mil anos.
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Ser centenário: estamos a caminho da democratização desse marco?

13 horas 23 minutos atrás

Livro discute cenário no qual ultrapassar tal barreira se tornará corriqueiro Ganhar não apenas duas ou três décadas de expectativa de vida, e sim ultrapassar a barreira dos 100 anos como um fato corriqueiro – será que já estamos trilhando esse caminho? Para o escritor Jean-Pierre Fillard, autor do best-seller “Is man to survive science?” (“O homem sobreviverá à ciência?”), não há mais dúvidas sobre a questão. Ele acabou de lançar “Longevity in the 2.0 world: would centenarians become a commonplace?” (em tradução livre: “Longevidade no mundo 2.0: centenários se tornarão um lugar comum?”), que mostra a magnitude do impacto da era digital no perfil demográfico do planeta. Segundo o autor, os avanços tecnológicos entre os séculos 20 e 21, nas áreas de genética, biologia, inteligência artificial e “big data”, elevaram a saúde a um novo patamar, sendo que o fenômeno da longevidade mudará completamente o perfil da sociedade. Fillard dá um passo além e provoca: talvez estejamos no limiar de boa parte da população se tornar centenária, uma condição que, até agora, está restrita a poucos indivíduos, a maioria favorecida pela genética. Chegar aos 100 anos: autor afirma que cenário será corriqueiro https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Cynoth%C3%A9rapie.jpg Na introdução do livro, afirma que a obra não é médica ou científica e que seu objetivo é refletir sobre o panorama da longevidade no século 21, uma questão que, embora ainda não esteja no radar de países menos desenvolvidos, será crucial nas próximas décadas. Por enquanto, indivíduos que chegam aos 120 anos são considerados um “milagre” da natureza, como foi o caso da francesa Jeanne Calment, detentora do título oficial de pessoa mais velha – ela morreu com 122 anos. No entanto, Fillard prevê uma “democratização” do status de centenário, graças à ampliação do campo de pesquisas voltadas para retardar ou impedir o envelhecimento, embora reconheça que as chances não serão as mesmas em todas as regiões do globo. O que isso representará para as futuras gerações? Como uma expectativa de vida substancialmente maior impactará diferentes culturas? De que forma a inteligência artificial e as máquinas que aprendem numa velocidade bem superior ao nosso ritmo afetarão nosso envelhecimento? Na verdade, não estamos nem um pouco preparados para tantos questionamentos... O autor já tem uma outra obra, cujo lançamento será em março de 2020, sobre o transhumanismo, que busca, através do desenvolvimento da tecnologia, aumentar a capacidade física, intelectual e psicológica dos seres humanos. Pode isso, Arnaldo? "Longevidade no mundo 2.0": livro de Jean-Pierre Fillard Divulgação
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Como é a dermatoscopia, exame que identifica possível câncer de pele

14 horas 22 minutos atrás
Nesta quarta (11), presidente Jair Bolsonaro passou por exames para investigar "possível câncer de pele". Especialista explica que procedimento é simples e rápido. Nesta quarta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter passado por um exame para investigar "possível câncer de pele". "Não sei se vão fazer biópsia. Me cutucaram, furaram, deram anestesia”, disse o presidente logo após deixar o Hospital da Força Aérea Brasileira (HFAB) e se dirigir ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília. A oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Veridiana Pires de Camargo, explica que o exame que detecta um possível câncer de pele é um exame clínico e indolor chamado de "dermatoscopia". “A pessoa fica somente com roupas íntimas e o um dermatologista especializado em câncer de pele examina, com uma lupa, todas as pintas do corpo do paciente, assim como a região embaixo das unhas e o couro cabeludo”, explica Veridiana. Pessoas de pele clara como a do presidente, segundo a oncologista, devem fazer a dermatoscopia pelo menos uma vez ao ano. Já para acompanhamento de pintas e sinais suspeitos, com bordas assimétricas e coloração escura, o ideal é uma "dermatoscopia digital", em que o médico fotografa a região suspeita a cada seis meses para acompanhar possíveis mudanças. Entenda os tipos de câncer de pele 70% dos casos vêm de pintas que já existiam Câncer de pele é uma doença silenciosa; preste atenção nas pintas Veridiana também explica que homens de pele branca e com mais de 60 anos estão mais suscetíveis a terem um câncer de pele na região do nariz, testa e orelhas, principalmente aqueles que foram expostos ao sol ao longo da vida. No caso de Bolsonaro, a suspeita de câncer de pele é justamente na orelha. "Eu tenho a pele clara, pesquei muito na minha vida, gosto muito da atividade. Então, a posição de câncer de pele existe", disse o o presidente. A especialista explica que os tumores não doem. "Todos os pacientes chegam no consultório dizendo que é uma casquinha que eles cutucam, sangra e depois se forma novamente”, afirma Veridiana. Uma vez detectada uma pinta suspeita ou uma cicatriz suspeita, o dermatologista irá retirar o sinal e um patologista fará a biopsia do tecido. “Geralmente a retirada da pinta já resolve o problema do câncer de pele. Se não for um melanoma, o tipo mais agressivo, e não houver metástase, não se faz quimioterapia”, explica a especialista. “Não é um procedimento complexo. O paciente recebe uma anestesia local e não sente dor. É rápido. Depois é só fazer um acompanhamento uma vez no ano”. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, se diagnosticado e tratado precocemente, o melanoma não provoca metástases e tem enormes chances de cura. Dermatologista orienta sobre o câncer de pele Dezembro Laranja Para alertar a sociedade sobre a importância da prevenção ao câncer da pele e da visita regular ao dermatologista, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove, desde 2014, o Dezembro Laranja. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é um dos mais frequentes entre os brasileiros, com o registro de 180 mil novos casos no país a cada ano. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de pele é responsável por 33% de todos os diagnósticos da doença no país. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.
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'Este chocolate custa meia hora de caminhada': estudos sugerem mudanças em rótulos de alimentos

qua, 11/12/2019 - 16:02

Pesquisadores defendem que saber quanto tempo seria necessário para "queimar" calorias levaria a escolhas melhores na alimentação. Pesquisa mostra a quantidade de exercício para queimar alimentos Reprodução GloboNews Embalagens de alimentos deveriam mostrar quanto tempo de exercício é necessário para queimar as calorias contidas no produto, de acordo com pesquisadores do Reino Unido. A ideia é que tais informações levem a uma maior consciência sobre escolhas alimentares por parte da população – por exemplo, saber que é preciso fazer quatro horas de caminhada para gastar as calorias de uma pizza, ou ainda 22 minutos de corrida para dar conta de uma barra de chocolate. A presença desse tipo de dado nos rótulos ajudaria consumidores a não cometerem exageros, indicam estudos. O objetivo seria encorajar hábitos alimentares mais saudáveis para combater a obesidade. Segundo os especialistas da Universidade de Loughborough, que se debruçaram sobre 14 estudos, rótulos nesses moldes poderiam diminuir em cerca de 200 calorias a ingestão média diária das pessoas. Quanto exercício é necessário para queimar calorias? BBC Pode não parecer muito, mas os responsáveis pela pesquisa afirmam, em artigo do Journal of Epidemiology and Community Health, que isso teria um impacto significativo nos níveis de obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, esses níveis chamam a atenção: a obesidade atinge um em cada cinco brasileiros. "Nós estamos interessados em formas diferentes de fazer com que a população tome boas decisões sobre o que come e também tentando tornar esse público mais fisicamente ativo", disse a professora Amanda Daley, principal responsável pela análise. Rotular os alimentos faria com que as pessoas entendessem mais facilmente o que estão consumindo e as encorajaria a tomar decisões melhores. Sobre calorias O tanto de energia contido em um alimento ou bebida é medido em calorias (kcal); Nosso corpo precisa delas para funcionar; Mas consumi-las em excesso, sem queimá-las, leva à obesidade; Comer demais todos os dias faz com que esse excesso seja armazenado pelo corpo como gordura; Homens precisam, em média, de 2.500 kcal por dia e mulheres, de 2.000 kcal. Para saber quantas calorias determinada atividade consome, basta aplicar uma fórmula simples. Deve-se multiplicar o peso (em quilos) do indivíduo, pelo tempo (em horas) de atividade física e pelo MET, o chamado equivalente metabólico da tarefa. O resultado deve ser comparado ao número de calorias de um prato determinado. Imagine a seguinte situação: uma mulher que tenha sobrepeso, marcando 80 quilos na balança, decide andar de bicicleta (atividade cujo MET equivale a 10) por uma hora. Como resultado, seu gasto calórico será de 800 kcal. O valor pode ser, então, comparado aos alimentos consumidos. Pensando na ceia de Natal, por exemplo, 100 gramas de peru correspondem a 163 kcal, de acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Adicionar uma porção similar de arroz integral somaria 124 kcal à conta. Se, para a sobremesa, a opção for chocolate ao leite, lá se vão 540 kcal, também pela porção de 100 gramas. Só com esses três itens, o valor total consumido já ultrapassou em 27 kcal o gasto calórico da hora de exercício. 'O bolo de chocolate vale a pena?' Daley afirma que muitas pessoas ficariam chocadas ao perceber de quanta atividade física precisariam para queimar calorias de certas guloseimas. "Nós sabemos que a população costuma subestimar o número de calorias contido nas comidas", afirma. "Se você compra um muffin de chocolate e ele contém 500 calorias, por exemplo, isso equivaleria a 50 minutos de corrida" A professora explica que não se trata de modelar dietas. "É educar o público sobre como, ao consumir alimentos, existe um custo em termos de energia, para que eles pensem 'eu realmente quero passar duas horas queimando as calorias desse bolo de chocolate? O bolo de chocolate vale a pena?'." A Royal Society for Public Health declarou apoio à inclusão dessas informações nos rótulos e acredita que a exigência teria apoio da maioria da população. "Esse tipo de rotulagem realmente coloca o consumo calórico individual contextualizado com o gasto de energia", declarou a entidade. "Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença no consumo de calorias e, em última análise, no ganho de peso." A professora Daley espera que alguma rede ou empresa de alimentos esteja disposta a testar embalagens do tipo em seus produtos, para que o sistema possa ser avaliado na "vida real". Entretanto, há quem faça ressalvas ao modelo. Tom Quinn, da organização de caridade Beat, que lida com transtornos alimentares é um deles. "Ainda que nós reconheçamos a importância de reduzir a obesidade, rotular alimentos dessa forma pode ser um gatilho terrível para aqueles que sofrem ou estão vulneráveis a transtornos alimentares." "Nós sabemos que muitas pessoas com transtornos alimentares acabam fazendo exercício de forma compulsiva, então dizer exatamente o tempo de exercício necessário para queimar calorias pode agravar esses sintomas."
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Nova Zelândia pede 120 metros quadrados de pele por causa de vítimas de vulcão da Ilha Branca

qua, 11/12/2019 - 12:40

Suprimentos do país estão sendo utilizados no tratamento das vítimas da erupção do vulcão da Ilha Branca. 27 pessoas estão internadas com queimaduras em até 95% do corpo. Imagem de satélite mostra vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, nesta quarta-feira (11) Imagem de satélite / HO © 2019 Maxar Technologies / AFP O hospital de Middlemore, na Nova Zelândia, pediu 120 metros quadrados de pele para os Estados Unidos porque seus suprimentos estão sendo utilizados no tratamento das vítimas da erupção do vulcão da Ilha Branca, no Pacífico Sul. Vinte e sete pessoas estão internadas na unidade de queimados em diferentes hospitais desde segunda-feira (9), quando o vulcão também chamado de Whakaari, lançou pedras, cinzas e muita fumaça. Quase 50 pessoas visitavam a ilha no momento da erupção. Seis pessoas morreram e oito permanecem desaparecidas – e são consideradas mortas pelas autoridades locais. VEJA FOTOS Veja antes e depois da erupção do vulcão Vinte e sete pessoas estão internadas com queimaduras na pele e nas vias respiratórias. De acordo com a mídia local, alguns dos pacientes tiveram de 90 a 95% do corpo queimados. Vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, entrou em erupção na segunda-feira (9) Lillani Hopkins via AP “Atualmente, temos suprimento [de pele], mas estamos fornecendo com urgência suprimentos adicionais para atender à demanda por curativos e enxertos de pele. Por isso, prevemos que vamos precisar de 1,2 milhões de centímetros quadrados [120 metros quadrados] adicionais de pele para as necessidades contínuas dos pacientes”, declarou Peter Watson, médico chefe do Conselho de Saúde de Manukau. O corpo humano tem em média entre um e dois metros quadrados de pele, de acordo com a CNN. O Dr. Peter Watson afirmou que os funcionários do hospital estão trabalhando 24 horas por dia para tratar os feridos na explosão e explicou que ácidos expelidos pelo vulcão tornam o tratamento mais complicado. As autoridades esperavam resgatar os corpos de oito pessoas desaparecidas nesta quarta-feira (11), porém o aumento na atividade sísmica está atrasando as operações. Vulcão na Nova Zelândia deixa cinco pessoas mortas e mais de 20 feridas Vulcão da Ilha Branca entra em erupção na Nova Zelândia Juliane Monteiro/ G1
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Saiba quais são os sinais de que o útero não está bem

qua, 11/12/2019 - 07:00

É fundamental que mulheres fiquem atentas ao próprio corpo e procurem ajuda médica sempre que perceberem algo fora do padrão. Dor na relação sexual e secreções vaginais anormais são sinais de que o útero não está bem. Foto: Shutterstock Nem sempre é fácil perceber que algo está errado com a saúde do útero. Alguns dos problemas que afetam o órgão são silenciosos e muitos apresentam sintomas inespecíficos – ou seja, que podem indicar diversas outras patologias. Além disso, é bastante comum que as mulheres considerem esses desconfortos normais. “Vejo muitas pacientes que acham normais situações como sangrar durante 10 dias ou ter muita cólica, principalmente porque conviveu com esses sintomas a vida inteira. É preciso quebrar algumas crenças equivocadas sobre isso”, alerta o ginecologista Marcos Messina, do Hospital das Clínicas de São Paulo. A recomendação, portanto, é consultar anualmente um ginecologista, ficar sempre atenta a qualquer alteração no corpo e procurar um médico quando perceber algo estranho. Veja algumas situações que merecem atenção: Secreções vaginais anormais: Não ignore secreções com sangue, que tenham odor ou que sejam purulentas. “Elas podem significar uma infecção vaginal ou uma infecção uterina”, diz Helga Marquesini, ginecologista do Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês. Dor no baixo ventre: Há muitos problemas que podem afetar a pelve e causam dor – a infecção urinária é uma delas. Mas a causa também pode ser uterina. Dor na relação sexual: Não é normal sentir dor durante o sexo. Isso pode significar, entre outras patologias, que o útero está com algum problema. Infertilidade: A dificuldade para engravidar pode indicar endometriose ou uma infecção por clamídia, por exemplo. Sangramentos: Sangrar fora do período menstrual deve ser sinal de alerta. Mesmo durante a menstruação, se o volume for muito grande, também se recomenda procurar um médico. “Se a mulher percebe que seu padrão de menstruação está mudando, pode significar algo. Há questões hormonais que também interferem nesse sentido, mas fica como alerta”, recomenda Helga. Aumento do volume abdominal: Pode ser um inchaço um pouco mais leve, que pareça um problema no intestino, um pequeno volume no pé da barriga ou mesmo um aumento mais significativo. “Há casos em que a mulher parece grávida, mas é um mioma, um tumor benigno”, descreve Messina. Principais doenças que afetam o órgão Há diversas patologias que podem atingir o colo do útero (parte mais baixa, que tem contato com a vagina) e o corpo do útero (parte mais alta). Conheça algumas: Endometriose: Ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero e deve ser eliminado a cada menstruação, acaba indo para fora da cavidade uterina. O problema pode causar sintomas como dores pélvicas na menstruação ou mesmo fora dela, cólicas fortes, sangramento na urina ou nas fezes e infertilidade. O tratamento pode envolver desde o uso de hormônios até a realização de cirurgias. Cervicites: São infecções que atingem o colo do útero, causadas normalmente por doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia e clamídia. Elas podem ser assintomáticas ou apresentar quadros como dor e alteração na secreção vaginal. Normalmente, o tratamento é feito por meio de antibióticos. Mioma: É um tumor normalmente benigno (só 0,1% dos casos são malignos) que pode causar dor, sangramento intenso e períodos menstruais prolongados. Há diversas formas de tratamento, que vão desde o uso de hormônios até cirurgia. Não há prevenção para o mioma: sabe-se que o problema afeta mais as mulheres negras e que tem um fator hereditário. A melhor forma de controlar é consultar regularmente o ginecologista e ficar atenta a qualquer alteração no corpo. Infecção por HPV e câncer do colo do útero: O contato com o papilomavírus (HPV) pode gerar lesões e até evoluir para o câncer no colo do útero. Se diagnosticado precocemente, há excelentes chances de cura. Porém, se o problema está mais avançado, podem ser necessários tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgia para remoção do útero ou mesmo de outros órgãos que tenham sido afetados. Atualmente, a melhor forma de prevenir a infecção por HPV é com a vacina, que entrou em 2014 no calendário brasileiro. Meninas de 9 a 15 anos e meninos de 11 a 14 anos devem tomar duas doses, com intervalo de seis meses entre cada uma. Além disso, mulheres dos 25 aos 64 anos devem fazer regularmente o exame Papanicolau, que detecta possíveis infecções pelo vírus. Quais os tratamentos pro mioma no útero?
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'Por que o meu filho gosta de ver mil vezes o mesmo desenho?'

ter, 10/12/2019 - 18:15

A repetição é uma parte importante do aprendizado de crianças, sobretudo as menores. É assim que elas dão sentido ao que aprenderam - e encontram conforto e segurança. As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição e precisam ver e rever até consolidar seu entendimento Getty Images/BBC Logo ao acordar, Bruno, de quase três anos, invariavelmente pede para assistir ao desenho de Os Três Porquinhos. Depois, ele reencena a história com seus brinquedos, várias vezes por dia. Pedro, da mesma idade, adora ver os mesmos livros infantis de sua coleção, repetidamente. Ana Gabriela, de sete anos, chegou a pedir para ver o filme dos Detetives do Prédio Azul três vezes no mesmo dia. Como manter uma alimentação saudável na infância Estados precisaram racionar vacina BCG, aplicada em recém-nascidos Pais, às vezes irritados de ter de ver os mesmos desenhos e repetir insistentemente as mesmas brincadeiras, muitas vezes se perguntam: por que as crianças ficam obcecadas por alguns objetos, personagens e histórias? Será que elas não cansam? "As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição. Elas precisam de diversas reproduções para realmente aprender - na primeira vez que veem um desenho, por exemplo, vão prestar atenção às cores; na quarta vez talvez foquem sua atenção na história, na linguagem ou no arco narrativo", explica à BBC News Brasil Rebecca Parlakian, diretora-sênior de programas da organização americana Zero to Three, que promove políticas voltadas a crianças de zero a três anos. "É assim que as crianças vão consolidando seu entendimento em uma coisa única." "Para nós, adultos, é uma repetição. Para elas, crianças, é uma reelaboração", diz Patricia Corsino, professora-associada da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Infância, Linguagem e Educação da universidade. "Isso se manifesta também nas brincadeiras de ir e voltar, nos pedidos de 'de novo' aos adultos quando eles fazem algo que agrada as crianças", explica a professora. "Nem sempre isso é feito pelos mesmos motivos por cada uma delas, mas o objetivo costuma ser o de se apropriar daquilo ou de buscar o afeto que sentiram (durante a brincadeira), para elas entenderem a si próprias dentro deste mundo tão complexo." Entrar na brincadeira é bom... As duas especialistas explicam que, quanto mais os adultos entrarem no jogo, mais criarão momentos para afeto, para a interação com as crianças e até para a ampliação do repertório delas. 'As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade', diz professora Divulgação/Arquivo Parlakian começa lembrando que é bom limitar o uso de telas, mas ressalta que os pais podem, ao ver o mesmo desenho com as crianças, elaborar conversas e atividades a partir do que assistiram juntos. "'Vamos contar os números junto com o personagem?' ou então 'Como você acha que o personagem se sentiu naquele momento?'. Outra ideia é, depois de assistir, desligar a TV e fazer um jogo com base no desenho. Com isso, você transfere o que está na tela para a vida real, algo que normalmente não acontece com crianças pequenas se elas meramente assistirem ao desenho", diz a especialista. No caso de contos clássicos como Os Três Porquinhos, por exemplo, é possível ampliar o entendimento da criança contando a ela as diferentes versões existentes da história ou brincando de reencenar. "A exposição à mesma história com leves diferenças ajuda as crianças a consolidar o que aprenderam", diz Parlakian. "E reencenar as ajuda a entender como os personagens se sentem, o que as ajuda a desenvolver empatia." Mesmo sem mudar a história, mas escolhendo bons livros que possam ser lidos com prazer muitas vezes, os pais e cuidadores estarão dando grandes oportunidades para as crianças se desenvolverem, diz Patricia Corsino. "As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade." ... mas se encher da repetição é compreensível Não tem nada de errado, no entanto, se os pais cansarem de assistir ao mesmo desenho pela milésima vez. "É natural os pais falarem que não querem mais e estabelecerem seus próprios limites", diz Corsino. Outra ideia é buscar a variedade dentro do mesmo tema, para expandir os horizontes da criança e dar a elas mais informações a respeito das coisas que elas tanto gostam. Parlakian conta que, aos três anos, sua filha adorava brincar de montar mesa de piquenique. "Certa vez, eu fiquei tão entediada de vê-la fazer isso pela milésima vez que sugeri: 'vamos fazer um piquenique de verdade no quintal?' Meu filho também teve uma fase em que ficou obcecado por caminhões. Então busquei mais livros sobre o tema e fiz com ele um passeio até um lava-rápido." E a repetição continua Repetição também traz sensação de conforto e segurança BBC Embora a repetição seja mais visível ao redor da faixa etária de dois a quatro anos, a vontade de ver/ouvir o mesmo filme, desenho ou história continua ao longo da infância e da adolescência, em graus diferentes. Isso porque a repetição, além de reforçar o aprendizado, traz uma sensação de conforto e segurança. "Muitos leem os livros do Harry Potter diversas vezes, e até mesmo adultos gostam de assistir várias vezes ao mesmo seriado. Essa previsibilidade e consistência nos faz sentir bem", prossegue Parlakian. "Mas, do ponto de vista das crianças, isso é ainda mais forte, porque o mundo tem tantas coisas novas acontecendo o tempo todo, e tantas estão fora do controle delas." Para crianças pequenas, ao redor dos dois a quatro anos, às vezes é o caso de simplesmente querer exercer sua autonomia - por exemplo, quando ela sempre insiste em usar um determinado par de sapatos e entra em crise se ele estiver sujo. "Para crianças dessa idade, o poder de fazer essa escolha (da peça de roupa) é algo muito forte, o que explica a crise de birra quando ela não consegue fazê-la", agrega Parlakian. "Nesses casos, minha sugestão é explicar por que aquele determinado sapato não pode ser usado naquele momento, validar o sentimento da criança (ou seja, dizer a ela que você entende sua frustração) e dar a ela a chance de escolher: 'você tem duas ótimas opções: pode usar o sapato x ou y'. Como elas são muito movidas pelo desejo pela autonomia, oferecer-lhes opções às vezes lhes dá a sensação de controle." Pode ser um sinal de que há algo errado? Na imensa maioria dos casos, diz Parlakian, a repetição é parte perfeitamente saudável do desenvolvimento infantil, e em geral as crianças são bastante flexíveis - têm suas preferências por livros e filmes, mas topam assistir ou brincar de coisas diferentes com frequência. Parlakian só adverte a prestar atenção caso a criança não esteja tendo prazer na brincadeira ou se mostre extremamente inflexível, ou seja, apresente sinais de estresse durante a brincadeira e repita tudo exatamente do mesmo jeito, sempre -, já que esse tipo de comportamento é comum em crianças do espectro autista. Vale lembrar, porém, que um diagnóstico do tipo só pode ser confirmado em consultas individualizadas com especialistas.
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Mais da metade das pessoas que vivem com HIV já sofreram discriminação, aponta pesquisa

ter, 10/12/2019 - 16:55

Levantamento da UNAIDS revela que, das pessoas que vivem com o vírus, metade também foi diagnosticada com algum tipo de problema de saúde mental. Mais da metade das pessoas que vivem com HIV relataram já ter sofrido algum tipo de discriminação no Brasil, segundo o "Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS" lançado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). De acordo com Cleiton Euzébio de Lima, diretor interino do UNAIDS no Brasil, os dados trazem um "retrato importante e preocupante das situações de discriminações cotidianas a que estão expostas as pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil". A pesquisa aponta que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma discriminação por viverem com HIV ou com AIDS. Os comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% do grupo diz ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família. Muitas destas pessoas já passaram por outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e até mesmo agressões físicas (6,0%) por viverem com o vírus. O estudo já ouviu cerca de 100 mil pessoas em mais de 100 países. No Brasil, foi realizado em 7 capitais, escutando aproximadamente 1,8 mil pessoas. Cerca de 135 mil pessoas desconhecem que estão com HIV no país, diz Ministério da Saúde Por que o HIV ainda devasta regiões do país mais rico do mundo O pesquisador Angelo Brandeli, da PUC do Rio Grande do Sul, afirmou que, mesmo com todos os avanços tecnológicos e medicinais, para 81% das pessoas ainda é bastante difícil viver com o vírus. Segundo a pesquisa, essa dificuldade ocorre pelas diversas formas de estigma e discriminações, levando a consequências como assédio moral, exclusão social, agressão física e perda do emprego. Os entrevistados relatam ainda dificuldades em tornar público seus estados sorológicos positivo para o HIV, mesmo para pessoas próximas. "Ainda hoje, quase 20% das pessoas que vivem com HIV ou que vivem com AIDS não conseguem revelar a parceiros e parceiras fixas a sua condição por medo do estigma e da discriminação”, aponta o relatório. É importante lembrar que o Brasil conta com a pela lei 12.984/2014, que protege as pessoas que vivem com o vírus de sofrerem discriminações. A lei ainda garante que elas não podem ser demitidas por sua condição, nem de terem um emprego negado e, ainda, que a sua condição seja divulgada sem a sua permissão. Melhor maneira de evitar a contaminação pelo vírus HIV é adotar técnicas de prevenção, incluindo uso de preservativos e redução do risco de exposição Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde Saúde mental O medo e a vergonha por estar vivendo com o vírus afeta uma em cada três pessoas que responderam a pesquisa. “Estes dados do estudo demonstram que viver com HIV produz percepções e sentimentos que não afetam apenas a relação com os outros, mas também consigo mesmo”, afirma o estudo, que indica ainda que, no último ano, 47,9% das pessoas que vivem com o vírus foram diagnosticadas com algum tipo de problema de saúde mental. Brasil está na contramão da tendência de queda da Aids no mundo Serviços de saúde A relação com os serviços de saúde também foi um dos focos do estudo que revelou que 15,3% das pessoas entrevistadas disseram já ter sofrido discriminação por parte de algum profissional de saúde. Esse atos foram identificados como esquivamento do contato físico, sentido por 6,8% das pessoas entrevistadas, e a quebra do sigilo sem consentimento, indicada por 5,8% das pessoas. "Apesar de os relatos terem vindo de uma minoria participante do estudo, é importante ressaltar que os protocolos e as leis garantem que ninguém deveria passar por este tipo de constrangimento ou agressão. Estes dados contrastam com qualquer diretiva de atendimento humanizado preconizada no Sistema Único de Saúde (SUS)", aponta o estudo. Outro problema apontado pelo levantamento é que 24% das pessoas afirmaram que não tiveram autonomia completa para escolherem realizar o teste do HIV. O relatório ainda diz que "a questão da autonomia também pesa na área de exercício dos direitos sexuais e reprodutivos de pessoas vivendo com HIV. O Índice de Estigma Brasil mostrou que houve clara violação destes direitos para 8,9% das pessoas por terem sido pressionadas a renunciar à maternidade ou à paternidade". População negra é desproporcionalmente mais afetada pelo HIV nos EUA Getty Images via BBC Desigualdade As desigualdades, sejam elas sociais, de gênero ou racial, também interferem nos índices da pesquisa. Os dados relacionados à orientação sexual, identidade de gênero, por ser profissional do sexo e por ser uma pessoa que usa drogas demonstram que todos esse recortes sociais sofrem elevados níveis de discriminação, sendo que as trans e travestis são as que mais são afetadas. "90,3% das pessoas trans e travestis relataram já ter sofrido pelo menos uma das situações de discriminação avaliadas no estudo", revela o levantamento. O estudo foi todo aplicado por pessoas que vivem com HIV/ AIDS e foi aplicada em sete capitais: Manaus(AM), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
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Dinossauros com penas também tinham piolhos

ter, 10/12/2019 - 14:51

Pesquisadores já sabiam que insetos se alimentavam do sangue dos dinossauros, mas agora afirmam ter achado parasitas que comiam as próprias penas dos animais. Âmbar com amostras de Mesophthirus engeli Divulgação/Nature Piolhos de 100 milhões de anos foram descobertos perto de penas de dinossauros, uma das quais mordiscada, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (10) na "Nature Communications". "Este novo inseto, chamado Mesophthirus engeli, apresenta uma série de caracteres morfológicos dos parasitas externos: um corpo minúsculo sem asas, uma cabeça com grandes peças bucais feitas para mastigar, antenas curtas e robustas", explicou à AFP Chungkun Shih, do Museu Nacional de História Natural de Washington. O especialista acrescentou que "o inseto não se alimentava de sangue, mas de penas de dinossauros". Os dez insetos e duas penas de dinossauros foram preservados em âmbar como resultado de secreções de plantas fossilizadas de cerca de 100 milhões de anos. Segundo o estudo, uma das penas foi danificada, aparentemente mastigada, como agora são as penas de pássaros infestados de piolhos. Âmbar com amostras de Mesophthirus engeli e detalhes do corpo do parasita. Divulgação/Nature Já era sabido que os insetos se alimentavam do sangue dos dinossauros, mas os pesquisadores jamais haviam encontrado parasitas que comem penas. E não foi fácil: "Verificamos cerca de mil penas pertencentes a colecionadores de âmbar", diz Chungkun Shih. A descoberta dos "insetos mais antigos que se alimentam de penas" permitirá que os especialistas saibam um pouco mais sobre a origem desses insetos. Mesmo que ainda não possam provar que esses piolhos sejam os ancestrais daqueles que infestam os pássaros de hoje. "Como não encontramos o Mesophthirus engeli associado a penas de pássaros, não podemos tirar conclusões formais sobre as relações evolutivas entre piolhos e dinossauros com penas", diz Chungkun Shih. VEJA VÍDEOS SOBRE DINOSSAUROS Mais antigo fóssil de dinossauro predador do mundo é encontrado no sul do Brasil Cientistas anunciam a descoberta de uma espécie única de dinossauro que viveu no Brasil
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Vício em exercícios físicos: como o esporte pode se tornar uma obsessão nada saudável

ter, 10/12/2019 - 13:37

O que fazer quando algo que faz bem ao corpo e à mente se torna um problema? E como os aparelhos e aplicativos que monitoram a atividade física podem contribuir para agravar essa situação? A corrida tornou-se uma obsessão na vida de Valeria e prejudicou seus relacionamentos BBC Correndo em um parque, Valerie Stephan parece estar em paz ao cumprir seu ritual matinal. "Quando corro, sinto que estou ficando mais rápida, mais forte. É como uma série de pequenas vitórias", diz a atleta amadora. Há dez anos, Valerie começou a correr para melhorar sua forma física. Ela se inscreveu em uma prova de 5 km. Depois, passou para as corridas de 10 km e conseguiu completar uma maratona. Precisamos realmente dar 10 mil passos por dia? 'Fui viciada em drogas, agora, sou viciada em corrida' Mas, então, ela começou a acordar cedo todas as manhãs para treinar e a priorizar o esporte acima de tudo. "O exercício me controlava, em vez de eu controlar o exercício. Isso rapidamente se tornou uma obsessão e prejudicou meu trabalho, minha família, todos os aspectos da minha vida", diz. À medida que o vício aumentava, ela se isolava cada vez mais, até mesmo de pessoas próximas. "Algumas pessoas simplesmente não entendiam por que eu tinha de me exercitar. Elas me achavam um pouco louca." Depois de anos forçando os limites do seu corpo e da sua mente, Valerie ficou deprimida e esgotada BBC Atrasar-se para os compromisso ou reagendá-los e cancelá-los tornou-se a regra. Valerie passou a combinar de se encontrar com os amigos com a condição de que fossem jogar squash ou nadar, relaxando apenas quando atingia seu objetivo no dia. "Eles pensavam que não queria vê-los. Eu queria, mas tinha de treinar muito antes para não me sentir culpada." Sua obsessão também afetou outros relacionamentos importantes. "Eu nunca conseguia descansar. Estava sempre correndo. Nunca queria passar um tempo em casa." Depois de anos forçando os limites do seu corpo e da sua mente, Valerie ficou deprimida e esgotada. Precisou parar com tudo para se recuperar e ficou quatro meses sem trabalhar. "Tudo o que eu queria era mostrar que era uma super-humana que tinha controle total. Não conseguia demonstrar o quanto aquilo era difícil emocionalmente para mim", afirma Valerie. O que é o vício em exercício? Psicólogos dizem que a dependência em exercício se enquadra em uma categoria de vício na qual um comportamento se torna compulsivo e causa problemas na vida de uma pessoa. Estima-se que isso afete cerca de 3% da população em geral, mas chegue a 10% entre os praticantes de corrida de alto desempenho. Normalmente, os mais propensos ao vício ​são os atletas amadores que, como Valerie, buscam na atividade física alívio para algum sofrimento interno, diz a psicóloga Chetna Kang, do Hospital The Priory, em Londres, no Reino Unido. Especialistas afirmam que o vício em exerícios não é comum, mas está se tornando mais frequente BBC "Muitas vezes, as pessoas chegam com problemas de relacionamento, ansiedade, depressão. Mas, quando você começa a analisar, percebe que o excesso de exercício é o motivo. Isso não é extremamente comum, mas está se tornando cada vez mais", diz Kang. Caz Nahman, psiquiatra de crianças e adolescentes especializada em distúrbios alimentares, diz que excesso de exercício é uma condição frequente entre seus pacientes. "O exercício geralmente é benéfico para a saúde mental. É uma ótima maneira de gerenciar a depressão leve ou a ansiedade severa. Mas o excesso pode ter um impacto negativo", afirma Nahman. Os sintomas incluem lesões como fraturas por estresse, tendinite e falhas do sistema imunológico. Em mulheres, pode levar à interrupção da menstruação, osteoporose e distúrbios alimentares. Nos homens, provoca redução da libido. Martin Turner, psicólogo de esportes da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, estuda atletas há dez anos e encontra regularmente pessoas que são dominadas por esse aspecto de suas vidas. Lidar com a falta da adrenalina e das endorfinas liberadas pelo esporte pode ser particularmente difícil BBC "Elas criam uma ideia de que o sucesso como atleta reflete seu valor como ser humano. 'Se falho como atleta, sou inútil'. Quando correr se torna um elemento central de quem a pessoa é, ela pensa: 'Se eu não correr, quem eu sou?'." Os estudos de Turner mostram que essas ideias estão geralmente associadas a um maior grau de dependência de exercícios, depressão, raiva, ansiedade e esgotamento. "Existem três razões principais pelas quais essas crenças não fazem sentido. Primeiro, impedem o bem-estar, em vez de contribuir para isso. Segundo, refletem uma motivação de curto prazo. As pessoas correm para evitar a culpa e não pela atividade em si. Terceiro, isso não condiz com a realidade: uma pessoa precisa respirar, comer, se hidratar e dormir, mas não precisa correr", diz o psicólogo. Sintomas de abstinência Enfrentar a abstinência da adrenalina e da endorfina liberadas pelo esporte pode ser particularmente difícil. Valerie tentou reduzir a carga de exercícios, mas isso teve um forte impacto sobre seu bem-estar, fazendo com que se sentisse mais inquieta. Ela diz que isso a manteve presa em um ciclo vicioso. "Fico ansiosa quando não consigo treinar. Não consigo dormir, tenho dores de cabeça. Se não sair para me exercitar, parece que estou em uma prisão." Especialistas apontam que aparelhos ou aplicativos que monitoram o volume de exercício praticado podem alimentar este vício, especialmente se a pessoa é motivada por conquistas e perfeccionismo. Usar esses dispositivos e compartilhar o desempenho pelas redes sociais faz com que essa prática se torne pública e competitiva, e torna ainda mais difícil reduzir a carga. Compartilhar o desempenho pelas redes sociais faz com que a prática de exercícios se torne pública e competitiva BBC Valerie diz que adora estes aplicativos e os usa todos os dias para monitorar seu ritmo de corrida, volume de treino e seu progresso. "Você recebe elogios e vê como melhorou e o que seus amigos estão fazendo. Mas, se tenho uma maratona chegando e meu amigo está treinando mais, me sinto pressionada." Turner diz que estas ferramentas podem aumentar a obsessão e prejudicar a recuperação. "Elas podem ser uma injeção de autoestima. O problema é se te dizem que você ficou aquém de alguma forma. Você não foi tão bom quanto da última vez, não foi tão bom quanto seu amigo. Você fica constantemente competindo com os outros", afirma o psicólogo. A situação pode piorar ainda mais se a autoestima de uma pessoa estiver diretamente atrelada às suas realizações na prática de exercícios, diz Turner. "Se o aplicativo te diz que você não foi tão bem e você pensa que isso te torna um fracasso completo, é algo pode ser ainda mais problemático." O caminho para a recuperação A treinadora de triatlo britânica Audrey Livingstone diz que estes aplicativos e aparelhos estimulam um comportamento doentio entre seus atletas. "Alguns deles ficam muito ocupados checando o que os outros estão fazendo. Digo a eles que só precisam fazer melhor do que fizeram da última vez. 'Concentre-se no seu próprio desempenho'", diz ela. Livingstone afirma que busca, nestes casos, reduzir a carga de exercícios dos seus atletas por uma semana. "Eles não gostam, questionam e lutam contra isso. Simplesmente, não entendem por que precisam descansar às vezes." A treinadora de triatlo Audrey Livingstone diz que aplicativos e aparelhos que monitoram exercícios estimulam um comportamento obsessivo BBC Como com qualquer outro tipo de vício, interromper o ciclo vicioso e dar os primeiros passos rumo à recuperação pode ser um processo demorado e complicado. Turner acredita que, antes, é preciso reconhecer que há um problema. "Uma das coisas que os atletas devem fazer é refletir sobre seus pensamentos, motivações e crenças. É importante ser realista e flexível e dizer 'se não treinar hoje, pode ser ruim, mas certamente não é a pior coisa do mundo' e reconhecer que só porque não treinou, isso não faz da pessoa uma perdedora." Para Valerie, buscar um equilíbrio entre exercícios e descanso é um desafio contínuo. Agora, com o apoio de parentes e amigos, acredita que está conseguindo se recuperar. "Entender que aquilo se tornou um vício levou muito tempo. Precisei aprender a abrir mão de me exercitar, não ficar obcecada com isso e que não posso controlar tudo, ao dizer para mim mesma: 'Você não precisa ser perfeita." Bem Estar dá dicas de exercícios e alerta para cuidados com a saúde Bem Estar dá dicas de exercícios e alerta para cuidados com a saúde
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Vacina contra gastroenterite pode ser eficaz contra câncer, mostra pesquisa

ter, 10/12/2019 - 13:29

O estudo, realizado por um grupo de cientistas franceses do Centro de Pesquisa em Cancerologia de Lyon, mostrou que a vacina usada para prevenir a gastroenterite em crianças pode provocar a morte de células cancerígenas e também ser associada à imunoterapia. Cientistas franceses descobriram que vacina contra rotavírus pode matar células cancerígenas Reprodução/Molecular Oncology/Arquivo O câncer é a segunda causa de morte no mundo e a busca por tratamentos mais eficazes, com menor custo e efeitos colaterais é objeto de pesquisas de cientistas em todo o mundo. Em 2018, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,6 milhões de pessoas morreram vítimas da doença, 70% delas em países de baixa renda. Nos últimos anos, a imunoterapia – técnica que consiste em ativar o sistema imunológico contra as células cancerígenas, surgiu como uma alternativa revolucionaria no tratamento de pacientes com metástases de cânceres do pulmão ou da bexiga, por exemplo. O problema é que a taxa de sucesso ainda é baixa: entre 10% e 25% dos doentes são resistentes à terapia. Vacina contra o câncer de pele desenvolvida no Brasil é testada com sucesso em cobaias Avanços em 5 pesquisas: de vacina contra câncer de pele a tratamento para câncer na próstata Uma equipe de pesquisadores franceses estuda maneiras de vencer essa resistência. Os cientistas realizaram testes em laboratório, in vitro, e descobriram que a vacina usada contra os rotavírus, que provocam a gastroenterite, pode matar as células cancerígenas. Em ratos, associada à imunoterapia, ela ajudou o sistema imunológico a vencer o tumor. Os resultados estarreceram a equipe, explica a pesquisadora Sandrine Valsesia-Wittmann, uma das responsáveis pelo estudo. Ao todo foram usadas na pesquisa 14 vacinas de vírus vivos. Divulgação No total, 14 vacinas fabricadas de vírus vivos, previamente diluídas, foram usadas na pesquisa. Os vírus foram separados dos excipientes. “Testamos todas as vacinas disponíveis em modelos de células e observamos a capacidade delas. Temos um sistema no laboratório que permite verificar se elas se ativam ou não”, explica. Na verdade, a ideia de ativar artificialmente o sistema imunológico, da mesma maneira quando pegamos um resfriado, por exemplo, já existe e foi colocada em prática em pesquisas similares nos Estados Unidos. As moléculas, entretanto, são obtidas através de um processo complexo de síntese genética em laboratório, longo e oneroso. A originalidade do estudo francês é o custo e a simplificação do processo. “Nossa originalidade foi se questionar se as vacinas poderiam atuar da mesma maneira. Um laboratório já havia tentado com a BCG, a vacina contra a tuberculose”, explica. Das vacinas testadas na pesquisa, três usadas contra a gastroenterite tiveram resultados satisfatórios em ratos. “Primeiramente testamos em um modelo pediátrico, e tivemos resultados espetaculares. Percebemos que as vacinas tinham uma função oncolítica, ou seja, matavam especificamente as células tumorais, ativando excessivamente o sistema imunológico. Os vírus foram injetados diretamente nos tumores. “É uma terapia intratumoral. A palavra de ordem é tratar localmente para ter um efeito sistêmico. Na execução do estudo, a equipe usou camundongos transgênicos. Em laboratório, os pesquisadores fizeram com que o animal desenvolvesse um tumor, a partir de dois modelos de neuroblastoma, um câncer infantil extracraniano que atinge as células do sistema nervoso simpático. Em termos fisiológicos e de imunidade, explica a cientista, o modelo utilizado é muito próximo do tumor humano, o que deixa a equipe ainda mais otimista. Tratamento curou camundongos com câncer Os mesmos testes, ressalta, com os mesmos efeitos, também foram observados em modelos de cânceres humanos em adultos, o que deverá facilitar a obtenção de fundos para os testes clínicos – o recrutamento de crianças é extremamente difícil. Cerca de 30 cânceres diferentes foram testados e todos reagiram ao tratamento. Entre eles, o do colón, linfomas e o do seio. Após três injeções, os camundongos estavam curados. Uma das barreiras para dar início aos testes clínicos, diz francesa, é o retorno do investimento, que deve compensar o custo da pesquisa. Uma dura realidade quando se trata da vida de pessoas que poderiam ser salvas e resistem à imunoterapia. “Recebi muitas ligações de pacientes, que tiveram recaídas. Para mim é difícil, lutamos para isso. Estamos ao lado do hospital, vemos as crianças...” Outra questão é que a vacina é autorizada no mercado para um tipo específico de prescrição para as crianças, que é a via oral. Na pesquisa, a equipe de Sandrine injetou a substância diretamente no tumor. “A autorização que existe, nesse caso, não é válida, e vamos ter que trabalhar nessa autorização. É o que estamos fazendo atualmente.” A boa notícia é que uma versão injetável da vacina está prestes a chegar ao mercado, o que vai facilitar o trabalho da equipe. “Isso fará com que diminua o prazo para obter a autorização para os testes.” VÍDEOS SOBRE CÂNCER Veja vídeos do Bem Estar sobre oncologia Perguntas sobre o câncer: o câncer é contagioso? Perguntas sobre o câncer: o que é o câncer? Perguntas sobre o câncer: o câncer é de família? Perguntas sobre o câncer: o câncer sempre volta?
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Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15 mil pessoas para prever e tratar doenças

ter, 10/12/2019 - 13:00

Liderada pela geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, iniciativa 'DNA do Brasil' quer identificar o que diferencia o brasileiro de outros povos do mundo e chegar a novas respostas de diagnóstico e tratamento. Cientista brasileira Lygia da Veiga Pereira, da USP, fala durante lançamento do projeto DNA do Brasil Filipe Domingues/G1 Um projeto liderado por uma cientista brasileira vai identificar as principais características genéticas dos brasileiros para prever doenças e antecipar tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os primeiros resultados. "O desafio é entender quais variações genéticas estão associadas a quais características das pessoas", disse a pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O genoma é a receita do nosso corpo." Além da geneticista, estão envolvidos na parceria o Ministério da Saúde, que oferecerá dados epidemiológicos da população brasileira por meio do projeto ELSA Brasil; e organizações privadas como a Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil amostras; a Illumina, que vai fornecer os insumos; e a Google Cloud, que fará o armazenamento e proteção dos dados. Simulação de molécula de DNA Pixabay Inovação nos tratamentos As descobertas que os cientistas fizerem poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de pesquisa genética quanto nos diagnósticos e tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão, o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas doenças raras. Por exemplo, ao descobrir que determinada proteína presente no corpo de uma pessoa permite manter o colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente para imitar o comportamento dessa proteína. Um caso bem conhecido, e citado no evento de lançamento, é o da atriz Angelina Jolie. Após descobrir que o câncer de mama de sua mãe poderia ter origem genética, resolveu remover as mamas e fazer implantes, para evitar a manifestação da doença no futuro. Angelina Jolie chega ao BAFTA, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters/Arquivo O estudo dos genes permite descobrir quais são as variantes genéticas associadas a determinadas características ou doenças. Entretanto, segundo a professora Lygia, é preciso compreender os elementos e riscos genéticos de cada população. Por isso, ela defende que é preciso realizar o sequenciamento do povo brasileiro, que é fruto da grande mistura de povos indígenas, europeus e africanos. O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana, lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua associação com as características da população brasileira pode permitir avanços em "terapêutica gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam diretamente nos genes – o mais famoso deles é o CRISPR, a técnica de edição do DNA. "O primeiro desafio é conhecer melhor a genética da população, um povo extremamente heterogêneo", disse Campana. "Esse projeto é um marco da genética populacional no Brasil." Parceria com o setor privado Após o sequenciamento, será possível cruzar os dados sobre o DNA das pessoas com os dados sobre sua saúde. É aí que entra a parceria com o ELSA Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), consórcio de diferentes instituições públicas que levanta dados epidemiológicos de mais de 15 mil pessoas de todo o país. "Quero sequenciar pessoas sobre a quais eu conheça a saúde. É a combinação dos dados clínicos com dados genômicos que é poderosa", disse Lygia da Veiga Pereira. "O ELSA é um banco de dados clínicos, morfológicos e sociais. Vamos agora somar a eles os dados genômicos." A empresa Dasa prevê investir US$ 2,5 milhões na primeira fase do projeto, que envolve a construção de uma plataforma para realizar o sequenciamento e a realização de 3 mil amostras. As outras 12 mil amostras também serão processadas pela Dasa, a um custo mais baixo que o de mercado, de US$ 650 por genoma. Ainda está em andamento o processo de busca de um segundo financiador para essa segunda etapa do projeto. De acordo com a companhia, com o sequenciamento do genoma, os brasileiros "poderão usufruir dos avanços da pesquisa genética no dia a dia". Além disso, "será possível reconstruir a sua história evolutiva e entender melhor as origens dos componentes ameríndio e africano." Políticas públicas Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Danizar Vianna, as parcerias público-privadas prevalecem nos modelos de trabalho existentes pelo mundo na área de medicina preditória (aquela que busca prever as probabilidades das pessoas terem uma doença). "Temos que nos preparar para o desafio genômico. O primeiro passo é esse mapeamento. Depois, temos que pensar em estratégias de intervenção na população", afirmou o secretário no lançamento do projeto. Ele mencionou que as descobertas podem orientar novas políticas públicas de saúde. "No Nordeste, por exemplo, há uma incidência maior de doenças raras, por causa dos casamentos entre parentes de primeiro grau. Há várias lacunas em políticas públicas nessas áreas", declarou Vianna. Uso dos dados Assim como vários outros setores que se desenvolvem com o avanço da tecnologia, a genética também esbarra em alguns dilemas éticos. Questionados pelo G1 sobre como o projeto dialoga com as tendências atuais – como o uso e proteção dos dados pessoais daqueles que tiverem seu genoma sequenciado – participantes do lançamento disseram que tanto o consentimento quanto a segurança dos dados estarão garantidos. VÍDEOS SOBRE GENOMA Cientistas britânicos fazem descoberta para agilizar o diagnóstico da tuberculose Chinês afirma ter criado bebês geneticamente editados para torná-los imunes ao HIV Entenda o que é o Crispr
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23% dos alimentos analisados pela Anvisa têm resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos para cultura

ter, 10/12/2019 - 12:39

Programa concluiu que 0,89% das amostras apresentaram potencial de risco à saúde para consumo esporádico e nenhuma representou risco crônico. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encontrou resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos para cultura em 23% dos alimentos avaliados entre 2017 e 2018. Os resultados fazem parte do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos (Para) e foram divulgados nesta terça-feira (10). Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos Em 77% das análises foi constatada ausência de resíduos de agrotóxicos ou a presença de ingredientes ativos dentro do limite permitido pela agência, ou seja, seguras para consumo. Das 23% onde foram vistas inconformidades, 17,3% das amostras tinham resíduos de ingredientes ativos não permitidos para aquela cultura. As demais apresentaram ingrediente ativo acima do limite permitido (2,3%), ingrediente ativo proibido no país (0,5%) ou amostras com mais de um tipo de inconformidade (2,9%). Anvisa divulgou resultados do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos Reprodução/YouTube Na rodada anterior do programa, divulgada em 2016, de 12.051 amostras analisadas entre 2013 e 2015, o percentual das que foram consideradas insatisfatórias foi de 19,7%. A Anvisa diz que não é possível a comparação porque a metodologia mudou. Desta vez, a agência avaliou 4.616 amostras de 14 tipos de legumes, cereais e frutas encontrados em supermercados de 77 municípios em todo o Brasil — exceto no Paraná, que optou por não fazer parte do programa a partir de 2016. Foram pesquisados 270 agrotóxicos em abacaxi, alface, arroz, alho, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva. Segundo a Anvisa, esses alimentos representam cerca de 30% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira. Avaliação de risco A Anvisa também verificou o risco à saúde de acordo com dois critérios: agudo (para consumo esporádico) e crônico (consumo prolongado). Entre as amostras, 0,89% apresentaram potencial de risco agudo, ou seja, podem causar, em um período de 24 horas, reações como dor de cabeça e náusea após o consumo de uma grande porção de um alimento com nível elevado de resíduo de agrotóxico. Os maiores percentuais apareceram em amostras de laranja, goiaba e uva. Neste caso, a Anvisa fez a comparação com a rodada anterior, informando que, em 2016, esse índice era de 1,11%. Nenhum agrotóxico apresentou potencial de risco crônico para o consumidor, relatou a Anvisa. Foi a primeira vez que o Para considerou esse tipo de dano. Neste caso, foram considerados os dados de mais de 15 mil amostras de 28 alimentos, coletadas no período de 2013 a 2018. Como reduzir ingestão "Não há nenhum alarde. Os alimentos estão seguros, dentro do que a gente esperava", diz Bruno Rios, diretor adjunto da Anvisa. "O nosso monitoramento acontece desde 2001, então a gente vem acompanhando e o principal foco da agência não está na dieta, no consumo dos alimentos, e sim no risco ocupacional daquelas pessoas que aplicam os agrotóxicos no campo." LISTA: os agrotóxicos mais vendidos no Brasil e como eles agem Rios sugere que o consumidor prefira alimentos cuja procedência é informada. "É importante que todos exijam a origem desse alimento, do produtor, para que a gente consiga rastrear até o fim e isso garanta a segurança de toda a cadeia", aconselha. "Também é importante que os alimentos sejam lavados e que seja usada uma bucha específica pra essa finalidade, para retirar qualquer resíduo que porventura estejam na casca desses alimentos." Veja a lista de alimentos com agrotóxicos que apresentaram risco agudo para saúde Reprodução/YouTube De acordo com a Anvisa, o agrotóxico carbofurano foi o principal responsável pelo risco agudo. O uso deste agrotóxico está proibido pela Anvisa desde abril de 2018. Segundo Rios, não há uma medida imediata a ser tomada com base nos novos resultados. "Esses dados são públicos e essas informações são repassadas para todas as vigilâncias sanitárias nos estados e municípios, no Ministério da Agricultura, e por serem dados de monitoramento, eles não implicam de imediato em ação ou numa medida", afirma. "Mas eles servem para que a gente saiba onde os problemas estão ocorrendo, para que a gente possa chegar até lá, e para que os próximos monitoramentos possam ter resultados ainda melhores do que agora." O Para existe desde 2003 e já monitorou mais de 35 mil alimentos, em ciclos. De 2013 a 2015 foram 25 tipos. No atual, que seguirá até 2020, serão 36%. Agrotóxicos mais encontrados nos alimentos avaliados pela Anvisa Luciana de Oliveira/G1 Initial plugin text
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A história da única pessoa do mundo a ser atingida e ferida por um meteorito

ter, 10/12/2019 - 12:38

O caso da americana Ann Hodges foi o único registrado oficialmente de alguém que tenha sido acertado por uma rocha do tipo, que tenha vindo do espaço. Ann Hodges levou um susto - e saiu com um enorme machucado - com a queda do meteorito que mudou sua vida. Divulgação/University Of Alabama Museums/BBC "Você tem mais chances de ser atingido por um tornado, um raio e um furacão, todos ao mesmo tempo, do que de ser atingido por um meteorito". Essa foi a fala do astrônomo Michael Reynolds, quando consultado pela revista National Geographic, sobre o quão possível era ser acertado por uma rocha vinda do espaço. O motivo não está na falta de meteoritos que cheguem à Terra. Na verdade, de acordo com um estudo uruguaio citado pela revista Cosmos, por volta de 17 meteoritos chegam à superfície terrestre todos os dias. Buraco negro inexplicável por ser 'grande demais para existir' intriga astrônomos A descoberta do novo planeta que pode dar pistas sobre a morte do Sol Entretanto, a maioria deles cai nos oceanos ou em regiões afastadas. Isso explica por que a probabilidade de morrer pelo impacto de um meteorito é de 1 em 1.600.000. Também está por trás da afirmação de Reynolds, autor do livro "Estrelas cadentes: um guia sobre meteoros e meteoritos" (Falling Stars: A Guide to Meteors and Meteorites, no original em inglês), de que é mais provável ser acertado por um raio, um furacão e um tornado ao mesmo tempo. Mas uma pessoa teve essa "sorte". O nome dela era Ann Hodges e entrou para a história por protagonizar o único caso registrado oficialmente de alguém atingido por um meteorito. Ann Hodges segurando o meteorito que atravessou o teto de sua casa e a atingiu em seguida Divulgação/University Of Alabama Museums/BBC O que aconteceu? Hodges tirava um cochilo em sua casa, em Sylacauga, uma região rural no Alabama, no sudeste dos Estados Unidos, na tarde de 30 de novembro de 1954, quando acordou de repente. Sentiu uma pancada forte no quadril e, quando abriu os olhos, viu que sua casa estava cheia de fumaça e de escombros. Depois do susto inicial, ela e sua mãe, que também estava na casa, descobriram que havia um grande buraco no teto. Seu aparelho de rádio também estava destroçado. Então descobriram o que havia causado todo o dano: uma rocha preta, do tamanho de um melão, que havia entrado pelo buraco, ricocheteado no rádio para depois atingir Ann, que tinha 31 anos à época. A Força Aérea analisou o objeto e confirmou que se tratava de um meteorito Getty Images/BBC As mulheres ligaram para a polícia e para os bombeiros, que chamaram um geólogo do governo, que trabalhava em uma escavação próxima. O especialista logo chegou ao lugar para identificar a rocha. Ele identificou que se tratava de um meteorito, o termo que define qualquer rocha que venha do espaço. As autoridades decidiram entregá-lo à Força Aérea para inspeção. Afinal, ainda estavam na Guerra Fria, e era necessário descartar qualquer possibilidade de um complô soviético. "Uma bola de fogo" Depois disso, a pequena cidade ficou em polvorosa. Muitos viram o objeto no céu antes que ele caísse na casa dos Hodges. Segundo os depoimentos preservados no Museu de História Natural do Alabama, alguns disseram ter visto "uma luz avermelhada brilhante, como uma vela romana soltando fumaça". Outros relataram ver "uma bola de fogo" e ouvir uma grande explosão, seguida de uma nuvem marrom. Com o tempo, soube-se que o meteorito tinha 3,8 quilos e era, na verdade, a metade maior de um meteorito que se partira pouco antes de se chocar contra a Terra. Um vizinho dos Hodges, que era agricultor, encontrou um pedaço menor enquanto lavrava a terra e o vendeu, ganhando uma pequena fortuna, de acordo com fontes locais. Entretanto, Ann não teve a mesma sorte. Enviado por Deus Transformar-se na única pessoa do mundo a ser oficialmente reconhecida como vítima da queda de um meteorito trouxe muita fama, mas não muita fortuna para Ann Hodges. A notoriedade foi súbita: quando seu marido, Eugene, chegou do trabalho naquele 30 de novembro, havia tanta gente na entrada da casa que demorou até que ele conseguisse alcançar a porta. "Hoje tivemos um dia bastante emocionante", disse Ann à agência de notícias Associated Press. "Não consegui dormir desde que fui atingida". Apesar do machucada, a mulher não foi levada a um hospital até o dia seguinte, cercada pela multidão. O médico confirmou que só se tratava de um hematoma. Mas o golpe mais forte sentido por Ann não foi físico, e sim emocional. Ela estava convencida de que o meteorito pertencia a ela. "Sinto que é meu. Creio que Deus tinha a intenção de que chegasse a mim. Afinal, foi a mim que ele acertou", afirmou, segundo os depoimentos mantidos no Museu de História Natural. A casa onde viviam os Hodges, em Sylacauga, no Alabama, atraiu muita atenção na época Divulgação/University Of Alabama Museums/BBC Entretanto, ela não era dona da casa onde vivia. Ela e o marido alugavam o imóvel de uma mulher chamada Birdie Guy, que era viúva. Quando a Força Aérea confirmou que se tratava de um meteorito e quis devolver o objeto ao seu dono, começou a batalha judicial para definir quem teria direito a mantê-lo. Ainda que Guy tenha ganhado o pleito, o público à época tomou partido dos Hodges, cujo sobrenome fora usado para batizar a pedra espacial. Guy acabou aceitando 500 dólares para entregar o meteorito. O Smithsonian, um museu americano de prestígio, ofereceu-se para comprar o famoso objeto extraterrestre dos Hodges, mas Eugene estava convencido de que poderia obter mais dinheiro e recusou a oferta. Sua aposta não deu certo. No fim das contas, ninguém demonstrou interesse em comprar o meteorito e os Hodges acabaram doando o objeto para o Museu de História Natural do Alabama, em 1956 - onde está até hoje. Anos mais tarde, Ann sofreu um colapso nervoso e, em 1964, separou-se do marido. Acabou internada em uma clínica e, com apenas 52 anos, faleceu de insuficiência renal em 1972. Segundo Eugene, ela "nunca se recuperou" de toda a loucura gerada pelo meteorito. "Os Hodges eram pessoas simples do campo", destacou o diretor do museu, Randy Mecredy. "E realmente acredito que toda a atenção levou à sua ruína". Outros casos Ainda que Ann Hodges seja o único caso confirmado, houve outras situações em que pessoas asseguraram ter sido acertadas por meteoritos. Um dos casos mais notórios ocorreu há quase uma década, em 2009, quando um adolescente alemão de 14 anos, chamado Gerrit Blank, disse ter sido ferido por uma pedra espacial. Ele teria machucado a mão com o objeto, que teria o tamanho de uma ervilha. Também há casos documentados de automóveis que teriam sofrido o impacto de objetos espaciais. Mas os astrônomos dizem que as principais vítimas parecem ser os animais, em especial o gado. VÍDEOS SOBRE METEORITOS Meteorito resiste ao incêndio no Museu Nacional Exposição de meteoritos esteve em cartaz no Ibirapuera Meteoritos do Museu Nacional estão em exposição no Museu de Astronomia Forte clarão no céu do Acre assusta e imagens se espalham em redes sociais Pesquisadores detectam abalo sísmico em Marte
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Fibra óptica artesanal é produzida pela primeira vez na UFJF

ter, 10/12/2019 - 11:27

Filamento obtido a partir do vidro é capaz de transportar informações a diferentes distâncias. Fibra óptica artesanal UFJF Diogo Rúbio Sant’Anna/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou na segunda-feira (9), que produziu pela primeira vez, de uma forma artesanal, uma fibra óptica. O filamento é flexível, transparente, com diâmetro pouco maior do que um fio de cabelo humano, obtido a partir do vidro, que é capaz de transportar informações a diferentes distâncias. Segundo o Centro de Pesquisa em Materiais (Cepem), estas características contribuem para a capacidade de transmissão e não interferência eletromagnética peculiar do vidro na expansão da tecnologia da fibra óptica. Ainda conforme a UFJF, atualmente são conhecidos dois tipos de fibras ópticas: as monomodo e as multimodos. “A monomodo apresenta um único caminho possível de propagação e é a mais utilizada em transmissão de longas distâncias – devido a baixas perdas de informações. Já a fibra multimodo, permite a propagação da luz em diversos modos e é a mais utilizada em redes locais (LAN), devido ao seu custo moderado”, explicou o doutorando em física que integra o projeto de produção da fibra óptica, Diogo Rúbio Sant’Anna. Fibra óptica do Cepem De acordo com a universidade, esta foi a primeira fibra óptica feita pelo Cepem. O estudo analisou o comportamento do material, como as variações a diferentes condições de temperatura, a resistência e o rendimento. “A fibra produzida apresentou um comportamento interessante no que diz respeito à dependência com a temperatura. Foi possível observar, através de uma medição preliminar, uma variação no sinal quando a temperatura dela aumenta, podendo ser utilizada como sensor de temperatura. Como a pesquisa ainda está no início, ainda fica difícil estipular um custo”, destaca Sant’Anna. Para a UFJF, a pesquisa abre caminhos com possibilidade de novas parcerias na universidade Sant’Anna, que já desenvolve em colaboração com o professor da Engenharia Elétrica, Alexandre Bessa, um sensor óptico de baixo custo para monitoramento de deformações mecânicas. “A ideia de você ter um material que apresente sempre melhor rendimento pelo menor custo é o que motiva a ciência, mais especificamente a área de materiais, a fim de tornar essas tecnologias mais acessíveis”, afirmou o pesquisador. Bessa acrescentou que o projeto tem boas perspectivas de continuidade, inclusive com parcerias dentro da instituição, como o apoio do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT) para solicitação de patente, por exemplo.
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A importância de zelar pela saúde mental quando se tem uma doença crônica

ter, 10/12/2019 - 07:01

Apoio psicológico ajuda a lidar com os momentos de ansiedade e desânimo que podem comprometer o tratamento Doenças crônicas são sinônimo de uma condição que nos acompanha por toda a vida, às vezes com limitações severas. Quem lida com enfermidades como doença cardiovascular, diabetes ou problemas respiratórios sabe que é preciso disciplina e força de vontade para seguir as recomendações médicas. Em muitos casos, quem enfrenta o desafio precisaria de um atendimento complementar, para lidar com os momentos de ansiedade e desânimo que podem comprometer o engajamento no tratamento, mas nem sempre é o que acontece – e não somente no Brasil. Na Austrália, 11 milhões de pessoas, o equivalente à metade da população, têm pelo menos uma doença crônica. Claire Adams, psicóloga e doutoranda da Edith Cowan University, realizou um estudo, que durou um ano e meio, com 107 pacientes com esse perfil e descobriu que, embora utilizassem com frequência o sistema de saúde, muitos não procuravam apoio psicológico. “É preocupante porque esses indivíduos têm mais chances de apresentar um quadro de ansiedade e depressão que outros adultos sem uma condição crônica”, afirmou. Claire Adams, psicóloga e doutoranda da Edith Cowan University Divulgação: Julia Turner Fazendo uma projeção a partir do estudo, mais de 40% dos idosos australianos com doença crônica não recorreriam a ajuda para problemas emocionais ou psíquicos mesmo que precisassem dela. Os mais relutantes em procurar auxílio tinham algumas características em comum: eram céticos em relação aos benefícios de qualquer suporte para garantir sua saúde mental; ressentiam-se da falta de apoio de amigos e familiares para buscar esse amparo; e achavam que não conseguiriam ter acesso a esse tipo de serviço. Na avaliação da pesquisadora, há ainda uma dificuldade extra para se detectar a necessidade de acompanhamento psíquico, dada a sobreposição de sintomas físicos e mentais quando se tem uma doença crônica, além dos efeitos colaterais dos medicamentos. “Pacientes com dificuldade respiratória podem achar que sua condição está pior quando, na verdade, podem estar enfrentando um quadro de ansiedade que interfere na respiração”, explicou a psicóloga. Aqueles que já tinham buscado assistência eram os mais propensos a usar novamente esse suporte, o que, segundo a psicóloga, mostra que o assunto precisa ganhar espaço nos consultórios dos especialistas, para derrubar preconceitos e desconfianças. “É preciso encorajar as pessoas a participar de grupos de apoio, compartilhar seus problemas e, assim, se sentir confiantes para seguir em frente com o tratamento e ter uma vida normal. Não há saúde sem saúde mental”, resumiu.
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O que é o assoalho pélvico e por que é importante exercitá-lo

ter, 10/12/2019 - 06:01

Cuidar dessa estrutura evita problemas como a incontinência urinária e aumenta o prazer sexual. Práticas como o pilates ajudam a fortalecer a estrutura pélvica Shutterstock Para manter a saúde em dia, muita gente procura a academia para tonificar bíceps, tríceps, quadríceps, glúteos e o que mais o preparador físico recomendar. Mas existe uma parte do corpo que precisa ser exercitada pelas mulheres desde a adolescência e que não está na ficha do treino: o assoalho pélvico. O que é o assoalho pélvico? O assoalho pélvico é um conjunto de estruturas formado por músculos, ligamentos e fáscias [tecidos que envolvem os músculos] que serve para segurar os órgãos da pelve como útero, bexiga, reto e próstata. Nos homens, o enfraquecimento desse conjunto não é comum, mas, nas mulheres, a presença do orifício do canal vaginal deixa o assoalho mais frágil. Assoalho pélvico é a musculatura responsável por segurar os órgãos abdominais Sem o devido cuidado, os órgãos que deveriam ser sustentados por essa estrutura podem se deslocar ou mesmo cair. A consequência são problemas que costumam ser muito desconfortáveis e até constrangedores, como incontinência urinária e fecal, bexiga hiperativa e dor na relação sexual. “São lesões que ocorrem no longo prazo e normalmente aparecem depois da menopausa, já que a queda dos níveis de estrogênio aceleram o enfraquecimento muscular e a perda de colágeno”, afirma o ginecologista Rodrigo de Aquino Castro, do Hospital Samaritano Higienópolis. “Quanto mais pressão você tem na barriga, mais risco. Isso inclui fatores como obesidade, tosse crônica, exercícios físicos muito intensos e várias gestações, independentemente do tipo de parto. Tudo isso aumenta a pressão na barriga e pode empurrar os órgãos para baixo se você não tem um fortalecimento adequado dessas estruturas”, explica a uroginecologista Lilian Fiorelli, da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. O parto normal é uma das principais causas de lesão no assoalho pélvico, mas isso não significa que as mulheres precisam optar pela cesariana para evitar o problema. Um preparo adequado, com exercícios de fortalecimento, reduz os riscos de prejudicar as estruturas. Cuidar bem do assoalho pélvico não serve “apenas” para evitar a queda e o deslocamento dos órgãos. Essa prática contribui muito para a qualidade da vida sexual das mulheres – e, consequentemente, de seus parceiros. “Vejo um aumento muito grande na satisfação sexual das mulheres que passam a preparar bem o assoalho pélvico. A sensibilidade na região aumenta, pois há mais circulação sanguínea no local, a lubrificação fica melhor e a mulher consegue englobar mais o pênis, o que aumenta o prazer. Isso tudo faz muito bem para a libido e o desejo”, relata Lilian. Mulheres que querem engravidar devem fortalecer o assoalho pélvico Como malhar seu assoalho pélvico Falar com seu treinador e pedir para incluir o assoalho pélvico na lista de exercícios não é o caminho para cuidar da saúde dessa estrutura. O primeiro profissional que você deve procurar é o ginecologista, que poderá avaliar se você tem consciência corporal e consegue contrair o local certo. “Sair fazendo exercício sem a devida orientação pode até ser prejudicial, pois a mulher pensa que está contraindo o assoalho pélvico mas está exercitando outros músculos que pioram o prolapso vaginal e a incontinência”, alerta Lilian Fiorelli, do Albert Einstein. Depois dessa orientação inicial, a mulher pode procurar um fisioterapeuta pélvico, que é o profissional especializado nesse tipo de cuidado. Outra alternativa são práticas como ioga e pilates, que englobam exercícios para fortalecer o local. É possível até contar com a ajuda de aplicativos e jogos no celular: dispositivos conectados ao aparelho são colocados na vagina, e a mulher interage no game contraindo o assoalho pélvico. O pompoarismo, técnica que tem como objetivo fortalecer os músculos do assoalho pélvico, também é recomendado, mas costuma exigir um pouco mais de experiência e consciência corporal para ser aplicado. 'Pílula de Bem Estar': como fortalecer o assoalho pélvico
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Morre Pete Frates, que se tornou símbolo do 'desafio do balde de gelo'

seg, 09/12/2019 - 22:21

Ex-jogador de beisebol morreu em decorrências de complicação da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença para a qual o desafio do balde do gelo chamou a atenção de diversas celebridades. Pete Frates, ex-jogador de beisebol, em evento em Boston em 2017. Morto nesta segunda-feira (9), ele virou símbolo do 'desafio do balde de gelo' Charles Krupa/AP Photo O atleta norte-americano Pete Frates morreu nesta segunda-feira aos 34 anos em decorrência das complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Ele foi símbolo do "desafio do balde de gelo", criado para chamar a atenção sobre esse doença degenerativa. ENTENDA: O que é a ELA? Doença atingiu também o cientista Stephen Hawking Em 2012, Frates foi diagnosticado com a Esclerose Lateral Amiotrófica, que paralisa progressivamente os músculos. O amigo dele Corey Griffin — morto em 2014 em um acidente de mergulho — ajudou a popularizar o desafio. Morre Pete Frates criador do desafio do balde de gelo O desafio do balde fez muito sucesso nas redes sociais, com milhares de pessoas participando, incluindo muitas celebridades. De Oprah Winfrey a Jeff Bezos, passando por LeBron James, Bill Gates, Steven Spielberg e Mark Zuckerberg, todos publicaram vídeos do desafio. Ex-jogador de beisebol, casado e pai de uma menina, Frates faleceu em casa, segundo a família. Esclerose Lateral Amiotrófica A Associação americana da ELA, que apoia os portadores e a pesquisa desta doença, estima que as doações geradas por este desafio chegaram a 115 milhões de dólares. Não existe hoje em dia uma cura para esta doença que mata o portador em três a cinco anos após o diagnóstico, em média.
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O que é o Círculo do Fogo do Pacífico, onde fica vulcão que matou turistas na Nova Zelândia

seg, 09/12/2019 - 18:29

Nesta região de cerca de 40 mil km de extensão, estão localizadas as extremidades de uma das maiores placas tectônicas do planeta. Ali, ocorreram cerca de 90% dos terremotos e alguns dos piores desastres naturais já registrados no mundo. Imagem aérea mostra vulcão da Ilha Branca em erupção George Novak / New Zealand Herald / via AP Photo Um vulcão entrou em erupção na Nova Zelândia nesta segunda-feira (9), deixando ao menos cinco mortos. Estima-se que cerca de 50 turistas de Austrália, China, Estados Unidos, Malásia e Reino Unido estivessem visitando a Ilha Branca, onde fica o vulcão, das quais 31 pessoas foram resgatadas, algumas delas com queimaduras graves. Voos de reconhecimentos não identificaram sinais de mais sobreviventes, e autoridades afirmam ser difícil encontrar mais alguém com vida. Turistas foram vistos caminhando dentro da cratera do vulcão momentos antes da erupção, que ocorreu às 14h11 do horário local (22h11 de domingo, no horário de Brasília). Vulcão na Nova Zelândia entra em erupção; FOTOS Veja antes e depois da erupção do vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia Brasileiros visitaram vulcão minutos antes de erupção O vulcão da Ilha Branca, também chamada de Whakaari, é o mais ativo do país e apresenta variados graus de atividade desde 2011. A mais recente erupção se deu há três anos, mas ninguém ficou ferido na ocasião. Apesar disso, trata-se de um destino turístico popular no país. Agências oferecem excursões diárias e voos panorâmicos para a Ilha Branca, que fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. Vulcão entra em erupção na Nova Zelândia e deixa cinco mortos O que é o Círculo de Fogo? Esta região foi batizada assim porque há ali, no fundo do oceano, uma grande série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas que coincidem com as extremidades de uma das maiores placas tectônicas do planeta. Cerca de 90% dos terremotos já registrados em todo o mundo aconteceram ali. A área de cerca de 40 mil km de extensão tem formato de ferradura e abrange toda a costa do continente americano no Pacífico, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul. Mais de 450 vulcões, incluindo três dos quatro mais ativos do mundo — o Monte Santa Helena, nos Estados Unidos, o Monte Fuji, no Japão, e o Monte Pinatubo, nas Filipinas — estão no Círculo de Fogo. Esta é a área de maior atividade sísmica do mundo. Em média, os sismógrafos captam algum tipo de abalo no Círculo de Fogo a cada cinco minutos. Círculo de Fogo do Pacífico, onde fica vulcão que matou turistas na Nova Zelândia BBC Alguns dos piores desastres naturais já registrados aconteceram em países localizados na região. Um deles foi o tsunami de dezembro de 2004, que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico, após um tremor de magnitude 9,1. Outros dois desastres famosos na área ocorreram no Chile: o primeiro, em 1960, foi um terremoto de magnitude 9,5, o pior já registrado na história e que matou 2 mil pessoas. Outro tremor, em 2010, deixou 800 mortos e cerca de 20 mil desabrigados. Placas tectônicas Nos anos 1960, cientistas apontaram a existência das placas tectônicas para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala. A superfície da Terra é como uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam por cima do núcleo quente e líquido do planeta. As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo-se entre um e dez centímetros por ano, uma velocidade equivalente à do crescimento de unhas humanas. Assim, o fundo do oceano é constantemente alterado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida do centro da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Placas tectônicas BBC Quando as placas tectônicas se movem, geram intensa atividade geológica em suas extremidades. Elas podem se afastar umas das outras, abrindo um espaço e criando uma superfície maior no fundo do mar. Ou se aproximar, encobrindo uma à outra. Também podem "roçar" umas nas outras, gerando tremores de menor intensidade, como ocorre geralmente na Falha de San Andreas, na região de San Francisco, nos Estados Unidos. No entanto, quando uma placa se move e é forçada para dentro da Terra, ela encontra altas temperaturas e pressões que são capazes de parcialmente derreter a rocha sólida, formando o magma que é expelido pelos vulcões. As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude. Monitoramento de risco Na região do vulcão da Ilha Branca, a empresa de monitoramento GeoNet transmite regularmente informações sobre a atividade do vulcão às agências turísticas e à polícia, mas cabe aos turistas tomar suas próprias decisões sobre se irão ao local. Os visitantes recebem capacetes e máscaras de gás para se proteger contra o vapor sulfuroso e devem usar calçados adequados para fazer o passeio. Os proprietários da empresa White Island Tours, com sede em Whakatane, são os guardiões oficiais da ilha, que foi declarada uma reserva privada em 1952. Combinação de imagens mostra o vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, antes da erupção, em imagem de satélites, e depois, em foto desta segunda (9) Google Earth/Maxar Technologies; George Novak/New Zealand Harald via AP De acordo com o jornal New Zealand Herald, a White Island Tours alerta em seu site que os visitantes "devem estar cientes de que sempre há um risco de erupção, independentemente do nível de alerta", ao mesmo tempo em que afirma seguir um "plano de segurança abrangente que orienta" suas atividades na ilha. Na terça-feira (3), a GeoNet alertou para um nível elevado de atividade no site, mas também disse que "o nível de atividade não representa um risco direto para os visitantes". O presidente da empresa, Paul Quinn, disse que o evento desta segunda-feira foi uma "terrível tragédia" e que os "pensamentos e orações da empresa estão com todos que foram afetados".
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França retira permissão de venda de 36 herbicidas com glifosato

seg, 09/12/2019 - 14:00

Atualmente, são comercializados 69 produtos à base do agrotóxico no país. O glifosato é um dos herbicidas mais usados no mundo Benoit Tessier/File Photo/Reuters A Agência Francesa de Segurança Sanitária (Anses) anunciou nesta segunda-feira (9) que vai retirar do mercado 36 produtos à base de glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo e suspeito de efeitos cancerígenos e problemas genéticos. Glifosato é o agrotóxico mais vendido do mundo Nos EUA, Justiça de São Francisco associou glifosato a câncer Há 11 anos, Anvisa está reavaliando o produto "Por decisão da Anses, 36 produtos serão retirados do mercado e não poderão ser utilizados a partir do final de 2020 devido à insuficiência ou falta de dados científicos para descartar qualquer risco genotóxico" (suscetível de danificar o DNA ou causar mutações), informou a agência em comunicado. Atualmente, na França, 69 produtos à base de glifosato são comercializados e os 36 retirados do mercado responderam por três quartos da tonelagem desse tipo de herbicida distribuído em 2018. Em 2017, a União Europeia estendeu por cinco anos a permissão para essa substância, e a Anses "começou a revisar as autorizações de introdução no mercado na França e lançou uma avaliação comparativa das alternativas disponíveis". Mas, sem esperar o final do processo atualmente em andamento, "a Anses notificou a retirada das autorizações para 36 produtos à base de glifosato", acrescentou. Ao mesmo tempo, a agência rejeitou pedidos de autorização para quatro dos onze novos produtos com essa substância. A agência especifica que "apenas produtos à base de glifosato que atendem aos critérios de eficiência e segurança definidos a nível europeu (...) e que não podem ser substituídos satisfatoriamente" podem entrar no mercado francês. O glifosato tem sido central na revolução agrícola que aumentou exponencialmente as culturas de cereais e oleaginosas geneticamente modificadas nos Estados Unidos, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Initial plugin text
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