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Atualizado: 5 minutos 39 segundos atrás

Mais Médicos: 18% das vagas não foram preenchidas e ministério abrirá nova chamada

ter, 15/01/2019 - 19:48

Restam 1,4 mil posições abertas para o programa no Brasil. Nova chamada ocorrerá nos dias 23 e 24 de janeiro para profissionais brasileiros formados no exterior. Médico do programa Mais Médicos durante atendimento Karina Zambrana /ASCOM/MS Foram preenchidas 7.057 vagas do Programa Mais Médicos desde que o governo de Cuba decidiu sair da cooperação com o Brasil – 82% de um total de 8.517 posições oferecidas pelo Ministério da Saúde. Com isso, os postos serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro destinada a profissionais brasileiros formados no exterior. Dentre os 1.707 médicos que se inscreveram na última chamada, 1.089 compareceram aos locais escolhidos. As vagas remanescentes foram somadas às 842 que haviam restado anteriormente – totalizando 1.460 posições em aberto. O ministério informa que, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas nesta próxima etapa, elas serão reabertas nos dias 30 e 31 de janeiro para médicos estrangeiros. Veja como está o preenchimento das vagas do programa: Total de vagas oferecidas na primeira etapa de seleção: 8.517 Quantos médicos se apresentaram na primeira etapa: 5.968 Quantas vagas ficaram disponíveis para a segunda etapa: 2.549 Quantos médicos se apresentaram até a quinta-feira (10): 1.089 Quantas vagas serão disponibilizadas nas próximas etapas: 1.460 Cronograma das próximas etapas: 22/1 - Validação dos documentos dos brasileiros formados no exterior 23/1 a 24/1 - Brasileiros formados no exterior escolhem vagas remanescentes 29/1 - Publicação da validação dos documentos dos médicos estrangeiros 30/1 a 31/1 - Médicos estrangeiros escolhem vagas remanescentes
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O homem que descobriu não ser o pai biológico dos três filhos ao ser diagnosticado com doença hereditária

ter, 15/01/2019 - 15:09

Quando Richard Mason foi diagnosticado com fibrose cística, descobriu que a doença o havia deixado infértil já na infância – até então, ele acreditava ser o pai biológico de seus três filhos. Richard fez o teste porque não estava conseguindo engravidar Emma, sua atual mulher Reprodução/Facebook O empresário britânico Richard Mason, com 54 anos, não acreditou quando recebeu a notícia de que tinha uma fibrose cística que havia provocado infertilidade durante toda a sua vida – afinal, ele tinha três filhos. "Pensei que o diagnóstico estava errado", disse Mason em uma entrevista ao programa BBC Radio 5 Live. Preocupado, ele questionou sua ex-mulher, Kate, se era o pai biológico dos três filhos do casal. Como ela garantiu que sim, Mason manteve a esperança de que os exames estivessem errados. Mas não estavam. O empresário de fato teve fibrose cística durante a vida toda. A doença hereditária é considerada grave e afeta diversos órgãos, em um processo obstrutivo causado pelo aumento da viscosidade dos mucos. Na maioria dos homens afetados, a doença leva à infertilidade. No Brasil, ela afeta uma em cada 10 mil pessoas. As irmãs de Mason já tinham a doença, e ele havia feito um teste para descobrir se também havia nascido com ela porque não estava conseguindo engravidar sua segunda mulher, Emma. Testes de DNA confirmaram: os gêmeos Ed e Joal, de 19 anos, e Willem, de 23 anos, não eram filhos biológicos de Mason. Fraude de paternidade Mason havia se separado de sua ex-mulher em 2007, depois de 20 anos de casamento. Ao descobrir que os três filhos nascidos durante o matrimônio não eram seus, resolveu processar a ex-mulher por fraude de paternidade. Kate foi condenada a devolver US$ 320 mil dos quase US$ 5 milhões que havia recebido no acordo de divórcio. A Justiça permitiu que ela mantivesse em segredo a identidade dos verdadeiro pai dos jovens. "Eu não sabia o que era real e o que não era. Foi como se eu tivsse vivendo em Matrix (o filme)", disse Mason ao jornal inglês The Daily Mail. "Durante muito não consegui pensar em outra coisa", contou o empresário ao BBC Radio 5 Live. "Em algum momento do futuro vou descobrir quem é o pai biológico, tenho certeza. Não sei se é um de meus amigos, pode ser alguém muito próximo de mim", disse Mason à BBC. "Quando você tem um mistério assim em sua vida e é afetado por ele dessa forma, qualquer pessoa gostaria de saber a verdade." Mason está oferecendo US$ 6,4 mil para quem o ajudar a descobrir quem é o pai biológico de seus filhos. A BBC tentou entrar em contato com Kate, a ex-mulher de Mason, mas não recebeu nenhuma resposta. Mason afirma que continua se sentindo o pai de seus três filhos Reprodução/Facebook Afastamento dos filhos Apesar de conseguir uma vitória no processo contra a ex-mulher, Mason não teve paz. Por causa da disputa legal, seus filhos decidiram cortar suas relações com ele. "Ver o que eles estão fazendo no Facebook me parte o coração. Meu mais velho se formou há pouco tempo e eu sequer fui convidado", disse Mason. Hoje só Ed, um dos gêmeos de 19 anos, mantém contato com ele. Em um programa do canal ITV, Mason mandou um recado para os filhos. "Não fiz nada de errado. Eu amo vocês e as portas estão abertas. Apenas venham, e lhes darei o maior abraço que já receberam na vida", afirmou. Joel, um dos filhos gêmeos, explicou ao The Daily Mail porque não fala com o pai de criação. "É um homem muito manipulador, não é o tipo de pessoa com quem você queira estar. Comecei a notar quando tinha 15 anos", disse Joel, que afirmou, no entanto, não ter a intenção de procurar seu pai biológico. "Richard continua sendo meu pai e não vou buscar a verdade. Duvido que (o pai biológico) sequer saiba que nós existimos", disse. Mason também diz sentir que os jovens continuam sendo seus filhos. "Eles são meus filhos. Você se sente traído, sente essa sensação de raiva que não se pode explicar. Mas eu sigo sendo o pai", disse Mason.
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Grávidas que respiram ar poluído têm maior risco de aborto espontâneo, diz estudo

ter, 15/01/2019 - 15:05

Segundo autor do estudo, no primeiro trimestre de gravidez o perigo oferecido pela poluição pode ser tão alto quanto fumar tabaco. Risco de aborto aumenta após pico de poluição no ar Free-Photos/Creative Commons Mulheres grávidas expostas a altos níveis de poluição do ar – mesmo que por um curto tempo – têm uma chance bem maior de sofrer aborto espontâneo do que quem respira ar puro, segundo um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicado no mês passado na revista científica "Fertility and Sterility" (Fertilidade e Esterilidade, em tradução livre). Os resultados mostram que altos níveis de um poluente chamado dióxido de nitrogênio (NO²) aumentam em 16% o risco de aborto espontâneo. Produzido pela queima de combustíveis fósseis, o NO² é um gás bastante presente em diversos lugares poluídos no mundo. No Brasil, a contaminação por NO² atinge diversos centros urbanos – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador –, segundo a Plataforma de Qualidade do Ar do Instituto de Energia e Meio Ambiente. Estudos anteriores já haviam analisado o risco de aborto em casos em que a exposição à poluição é prolongada. Mas essa é a primeira vez que um estudo é publicado com análise de exposição por um curto período. Nível de poluição no ar é oito vezes maior que o indicado pela OMS, segundo pesquisador Juan Diaz/Arquivo Pessoal "Notei um padrão aparente entre a perda da gravidez e a qualidade do ar e resolvi investigar a fundo", disse Matthew Fuller, um dos autores do estudo, ao divulgá-lo em dezembro. Na verdade, diz Fuller, respirar um ar muito poluído por um curto tempo no primeiro trimestre da gravidez gera o mesmo perigo de perda do bebê do que fumar tabaco. A pesquisa foi uma análise de casos de aborto entre 2007 e 2015 e envolveu 1,3 mil mulheres do estado americano de Utah. Os pesquisadores analisaram o risco de aborto em um período de três a sete dias depois de picos de concentração de poluentes do ar na região. Mas, segundo os autores dos estudos, os resultados podem valer para outros locais. "Os problemas que vivemos por aqui não são exclusivos. Conforme a população aumentar, a poluição atmosférica vai se tornar um problema maior tanto nos Estados Unidos quanto nos países em desenvolvimento", disse Fuller. A pesquisa foi feita de maneira que as mesmas mulheres foram analisadas em diferentes momentos (um tipo de estudo conhecido como cross-over), assim foi possível excluir outros fatores relativos ao risco de perda do bebê, como idade da mãe, por exemplo. Como analisou casos retrospectivos, o levantamento não foi capaz de analisar a idade do feto no momento do aborto, portanto não conseguiu apontar em que momento o feto fica mais vulnerável à poluição. A pesquisadora Claire Leiser, que coordenou o estudo, reconhece que os resultados são um retrato restrito do problema e afirma que a questão precisa ser analisada mais a fundo.
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Jason Padgett, o homem que se converteu em um gênio da matemática após sofrer um golpe na cabeça

ter, 15/01/2019 - 14:41

Quando jovem, ele só queria saber de 'garotas, festas e álcool'; mas tudo mudou em uma noite de 2002, quando dois homens o atacaram violentamente. Foi literalmente um golpe que fez Jason Padgett deixar de ser um jovem americano festeiro para se tornar um matemático obsessivo e ser reconhecido como um gênio na matéria — com uma habilidade pouco usual: ele pode "ver" números e geometria, não são meras abstrações. "Eu levava uma vida muito superficial. Só me interessavam as garotas, as festas e o álcool", contou Padgett ao programa Outlook, do serviço mundial da BBC, como parte da série especial "Sentidos extraordinários". "Fiquei para trás no anos 80... Seguia usando o corte de cabelo curto na parte de cima e grande atrás; também vestia casacos de couro sem camisa", lembra, envergonhado, da sua juventude no Alasca. "Minha vida consistia em sair para bares em busca de garotas, beber, ir ao trabalho no dia seguinte com ressaca... Eu fazia isso de seis a sete noites por semana". "Aquele estereótipo do idiota que você vê entrando em um bar... Este era eu", diz, rindo. Mas esta vida de "cabeça oca" terminou repentinamente na sexta-feira de 13 de setembro de 2002, na cidade americana de Tacoma, no Estado de Washington — para onde Padgett tinha se mudado havia pouco tempo. Como foi o ataque Naquela noite, ele foi com uma amiga e um sujeito com quem ela saía para um karaokê. O grupo se divertiu. Padgett, fiel aos anos 80, cantou Blaze of Glory, de Bon Jovi, artista que ele adorava imitar. Enquanto estava no palco, viu dois homens sentados no canto, mas não deu maior importância a isso. Ele não podia imaginar que aqueles desconhecidos mudariam sua vida para sempre. Quando ele e os companheiros de noite saíram do karaokê, Padgett sentiu e ouviu um forte e repentino golpe na cabeça, fazendo com que caísse de joelhos. "Vi uma luz branca, como se alguém tivesse tirado uma foto", lembra. Conforme os agressores continuavam agindo, sua amiga observava a cena em choque; seu par saiu correndo; e as pessoas dentro do karaokê observavam a cena pela janela, mas não faziam nada. Já Padgett tentava reagir mordendo a perna de um dos atacantes. "A coisa que mais me lembro é de pensar: 'Quero machucar esses caras antes de morrer'". "De repente, um deles me disse: 'Passa sua jaqueta'. Assim, percebi que era um assalto", conta. Padgett, então, cumpriu a ordem dos agressores e passou a jaqueta - que havia custado apenas US$ 99 e ficou danificada depois do ocorrido. Os atacantes saíram correndo, e Padgett teve a sorte de estar perto de um hospital. Ali, foi diagnosticado com uma concussão e sangramento no rim. Depois de ser tratado com uma injeção de analgésico, ele foi para casa. TOC O violento episódio do qual foi vítima deixou como consequência um transtorno obsessivo compulsivo (TOC). O medo do que aconteceu, e o fato de que ninguém o ajudou, levaram Padgett a ter medo de sair e estar perto de outras pessoas. Jason Padgett Jason Padgett/via BBC Ele passou a viver trancado em casa e desenvolveu uma obsessão pela limpeza. "Eu tinha um medo irracional de germes, lavava minhas mãos centenas de vezes por dia". Ele até desinfetou seu dinheiro, limpando cada cédula, uma a uma. O fato de estar longe da família e amigos fez com que seu distúrbio passasse despercebido: ele viveu três anos assim. Mas o trauma na cabeça deixou outra consequência.... Mudou, literalmente, a forma como via as coisas. "Tudo parecia ligeiramente pixelado, as nuvens, o sol... Observava a água escoar pelo ralo e via tangentes, com linhas como ondas, que se cruzavam". "Era lindo, mas ao mesmo tempo assustador", lembra. Fractais Padgett notou que todas essas formas pixeladas pareciam se mover dentro de uma grade. "Era como um videogame e parecia algo matemático." Curioso, ele foi à internet e lá aprendeu sobre a geometria fractal, uma abordagem matemática impulsionada pelo francês Benoit Mandelbrot. Os fractais foram descritos como blocos que constroem tudo o que existe no universo. São figuras que se repetem, para formar outras maiores. Padgett explica da seguinte maneira: "É como uma tela de televisão... Os pequenos quadradinhos de cor formam quadrados maiores, e é assim que o todo é formado". De repente, ele percebeu que tudo o que via "podia ser separado em pedaços menores, mas idênticos". Ele via padrões em tudo. Então, sua obsessão passou a ser desenhar estas figuras fractais. Mudança de vida Felizmente, seu interesse em entender o que via o levou a sair do isolamento. Padgett procurou ajuda psicológica para o TOC e se matriculou em um curso de matemática em uma universidade próxima. A guinada não só o fez sair de casa, mas também conhecer quem mais tarde se tornaria sua esposa. "Minha vida melhorou drasticamente", diz. Padgett conheceu sua futura esposa na universidade Jason Padgett/via BBC Outro episódio marcante foi quando Padgett viu na televisão uma entrevista com Daniel Tammet, um homem que tem Asperger (um transtorno do espectro do autismo) e é considerado um gênio da matemática e linguística. Pessoas como ele, com competências mentais extraordinárias, são chamadas de "savants". "Foi a primeira vez que alguém, além de mim, falou sobre como os números se parecem", diz Padgett. Ele decidiu então procurar um especialista para saber se ele também tinha a chamada síndrome do sábio - ou savant. Uma série de ressonâncias cerebrais confirmou isso. Ele também foi diagnosticado com sinestesia, como é conhecido o distúrbio em que os sentidos são misturados. Isso explicou como ele poderia "ver" a matemática. Para Padgett, o diagnóstico foi um alívio. Virada inesperada Padgett viajou o mundo contando sua história e escreveu um livro sobre suas experiências: Struck by genius (Algo como "Golpeado pela genialidade"). Sua fama teve uma consequência inesperada: um dos homens que o atacou — a quem Padgett jurou vingança por muitos anos — entrou em contato e demonstrou grande pesar pelo ocorrido, que atribuiu ao álcool e às drogas. O agressor disse que, como Padgett, também havia começado um nova estágio na vida, livre de violência. Padgett aceitou o pedido de desculpas e o parabenizou por ter mudado de vida. Embora o ataque tenha causado anos de dor e problemas, Padgett está satisfeito. "Passaria pela mesma coisa novamente para alcançar este despertar matemático. É mágico".
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China anuncia primeiro nascimento de broto de planta na Lua da história

ter, 15/01/2019 - 10:23

Sementes de algodão, levadas pela missão que pousou no lado escuro da Lua, começaram a germinar em um recipiente lacrado a bordo da sonda. Imagem mostra semente de algodão brotando embaixo de uma camada protetora CLEP As sementes levadas para a Lua pela missão chinesa Chang'e-4 germinaram, informou a CNSA, agência espacial chinesa. É a primeira vez que qualquer material biológico cresce na Lua, sendo um marco importante para a exploração espacial de longa duração. A Chang'e 4 é a primeira missão a pousar e explorar o lado escuro da Lua, aquele que nunca foi visto do nosso planeta, por estar posicionado de costas para a Terra. A sonda não-tripulada aterrissou no lado oculto da Lua no dia 3 de janeiro, equipada com instrumentos para analisar a geologia da região. Planta cresce na lua pela primeira vez na história Já foram cultivadas plantas na Estação Espacial Internacional antes, mas nunca na Lua. A capacidade de plantar no satélite será fundamental para missões espaciais de longa duração, como uma viagem a Marte, que levaria cerca de dois anos e meio. Isso significa que os astronautas poderiam colher seus próprios alimentos no espaço, reduzindo a necessidade de voltar à Terra para reabastecer. Em feito inédito, sonda chinesa pousa na face oculta da Lua Reprodução/JN A sonda chinesa que pousou na Lua transportava sementes de algodão e batata, leveduras e ovos de mosca-das-frutas. As plantas estão em um recipiente lacrado a bordo da sonda. As culturas vão tentar formar uma "minibiosfera" - um ambiente artificial e autossustentável. Nesta terça-feira, a imprensa estatal chinesa informou que as sementes de algodão começaram a brotar. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, tuitou uma imagem da semente germinada, dizendo que ela marca "a conclusão do primeiro experimento biológico da humanidade na Lua". Para Fred Watson, do Observatório Astronômico da Austrália, esta é "uma boa notícia". "Isso sugere que pode não haver problemas intransponíveis para os astronautas no futuro ao tentar cultivar suas próprias plantações na Lua em um ambiente controlado", afirmou Watson à BBC. "Eu acho que certamente há um grande interesse em usar a Lua como plataforma, principalmente para voos para Marte, porque é relativamente perto da Terra", avalia Watson. O professor Xie Gengxin, responsável pelo experimento, foi citado no jornal South China Morning Post: "Nós levamos em consideração a sobrevivência futura no espaço." "Aprender sobre o crescimento dessas plantas em um ambiente de baixa gravidade nos permitiria estabelecer as bases para a futura criação de uma base espacial", acrescentou Gengxin. Segundo ele, o algodão pode eventualmente ser usado para roupas, enquanto as batatas podem ser uma fonte de alimento para os astronautas, e a colza para produção de óleo. A agência de notícias chinesa Xinhua afirmou que as sementes foram "adormecidas", por meio de tecnologia biológica, durante a jornada de 20 dias da Terra à Lua. Eles só começaram a crescer quando o centro de controle da missão enviou um comando para a sonda regar as sementes. Ainda de acordo com a Xinhua, a sonda tirou cerca de 170 fotos até agora que foram enviadas de volta à Terra. Na sexta-feira, o programa chinês de exploração espacial divulgou várias imagens, incluindo fotos panorâmicas do local de pouso, assim como vídeos da aterrissagem.
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Mais de 500 cidades correm risco de surto de dengue nesse verão

ter, 15/01/2019 - 09:04
A situação é mais grave no Centro-Oeste, como mostrou o 'Bom Dia Brasil' desta terça (15). Mais de 500 cidades correm risco de surto de dengue nesse verão O verão com temperaturas acima da média e pancadas de chuva trouxe um alerta contra o mosquito da dengue: mais de 500 cidades correm risco de surto da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. A situação é mais grave na região Centro-Oeste, como mostrou o 'Bom Dia Brasil' desta terça (15). Agentes de saúde em Brasília estão observando um descuido na prevenção — em seguir aquelas regras básicas que todo mundo conhece — de não deixar água parada nos pratinhos de plantas, não deixar lixo acumulado. Chove, a água fica empoçada: lugar perfeito para focos de mosquito. A fase mais aguda da doença que Jeniffer teve já passou — mas as pintinhas e a coceira pelo corpo ainda incomodam. "Eles falam que é a última etapa, que é pintar o corpo todinho. E coça bastante também", diz. Leoni teve dengue hemorrágica. "Tem muito lixo, fica muito lixo. E tem muita gente que não cuida dos quintais. Tem que prestar mais atenção nessas coisas, porque o negócio é sério, eu fiquei ruim. Eu pensei que eu fosse morrer", conta. Jeniffer e Leoni fazem parte dos mais de 29 mil casos de dengue notificados pela Secretaria de Saúde de Goiânia no ano passado. Em Goiás, o aumento do número de casos de dengue foi de quase 32%. Foram 63 mil casos confirmados com 64 mortes no ano passado — contra 43 mil casos e 53 mortes em 2017. Febre amarela, dengue, zika e chikungunya: entenda as doenças do Aedes que afetam o Brasil De acordo com o Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste apresentou o maior número de casos suspeitos no ano passado: foram 93 mil. Em seguida, vêm as regiões Sudeste, com 68 mil casos, Nordeste, com 66 mil, Norte, com 16 mil, e Sul, com 2.900 casos. Em Bauru, interior de São Paulo, em todo o ano passado, foram registrados 132 casos de dengue. Neste ano, já são 62 casos da doença. A prefeitura até preparou uma estrutura extra, com salas de hidratação, só para as vítimas de dengue. Esse condomínio na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde moram 300 famílias, vive uma epidemia de zika e chikungunya. Na casa da dona Rosângela, a coisa ficou feia. "Ficou bastante. A minha família toda, todo mundo, aconteceu pegar chikungunya — minha mãe, que tá com 86 anos, tem a minha filha, o meu filho, o outro filho também. O meu neto. A minha neta", conta. No Pará, a maior preocupação é com a chikungunya. Em Belém, o número de vítimas em 2018 mais que triplicou em comparação com 2017. Três das quatro pessoas que moram na casa de dona Larissa pegaram a doença. "Muitas dores nas juntas, nos ombros, nos joelhos e nos pés. Até hoje ainda sinto nos pés", diz. Brasília está entre as 504 cidades do país com risco de dengue, chikungunya e zika. Agentes de saúde estão encontrando mais focos do mosquito nas casas. O lago Norte, uma das áreas mais caras de Brasília, está entre os locais onde mais foi encontrado o mosquito da dengue. Enquanto o índice de infestação predial no Distrito Federal ficou em 1,48% das casas visitadas, aqui o percentual chegou a 8,74% — o que já é considerado estado de risco quando se fala de infestação do mosquito. Para intensificar o combate ao mosquito, a secretaria de saúde vai contar com 350 agentes de vigilância ambiental e 400 bombeiros. O Ministério da Saúde informou que as ações de combate ao Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano com estados e municípios, e que dá apoio técnico e insumos — como larvicidas — para combate ao mosquito, além de veículos para realizar os fumacês e ainda teste para diagnóstico. Em dezembro, foram distribuídas mil caminhonetes para reforçar os serviços de vigilância. Esse calorão e a água parada atraem os mosquitos, mas o calor também chama resfriado — ainda mais com ar condicionado.
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O cientista ganhador do Nobel que perdeu seus títulos por causa de ideias racistas

ter, 15/01/2019 - 07:35

O americano James Watson, ganhador do prêmio Nobel de 1962, perdeu seus títulos honorários depois de fazer comentários racistas sobre raça e inteligência. James Watson AP Photo/Ivan Sekretarev O cientista americano James Watson, ganhador do prêmio Nobel de 1962, perdeu seus títulos honorários depois de fazer comentários racistas sobre raça e inteligência. Em um documentário de televisão que foi ao ar em 2 de janeiro, o pesquisador, pioneiro na pesquisa do DNA, repetiu opiniões segundo a qual a genética tem um papel nas notas que brancos e negros têm em testes de inteligência e de coeficiente intelectual. O laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, onde ele trabalhava, frisou que os comentários do cientista de 90 anos de idade são "infundados e imprudentes". Watson já tinha emitido opiniões similares em 2007, quando afirmou que os africanos eram menos inteligentes que os europeus, mas se desculpou depois. O pesquisador ganhou o Nobel de medicina de 1962 com os cientistas Maurice Wilkins e Francis Crick pela descoberta da estrutura de dupla hélice de DNA. O feito é considerado um dos momentos-chave da ciência moderna. As declarações racistas Em 2007, o cientista, que trabalhou no laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, disse ao jornal britânico Times que era "pessimista a respeito do futuro da África", porque "todas as nossas políticas sociais são baseadas na suposição de que a sua inteligência (dos africanos) é a mesma dos brancos, quando todas as provas indicam que não é assim". Watson disse ainda que, por mais que ele quisesse que todos fossem iguais, "as pessoas que tiveram que lidar com trabalhadores negros sabem que isto não é verdade". O acadêmico nascido em Chicago, nos EUA, também disse que as pessoas não deveriam ser discriminadas por sua raça, pois "há muita gente de cor que é muito talentosa". Depois, ele pediu desculpa pelos comentários. "A todos os que deduziram do que eu disse, que a África, como continente, é geneticamente inferior, a todos estes eu peço desculpas. Não foi o que eu quis dizer. Não há base científica para afirmar isso", disse. As consequências Depois de seus comentários de 2007, o laboratório de Cold Spring Harbor suspendeu o pesquisador de seus quadros. O cientista perdeu seu posto de reitor do laboratório, e foi destituído de suas funções administrativas. Initial plugin text Mas, por ter pedido desculpas à época, ele reteve seus títulos honorários de reitor emérito, de professor emérito e de membro honorário. Porém, depois das declarações dadas ao documentário televisivo "American Masters: Decoding Watson" ("Mestres americanos: decodificando Watson", em tradução livre), que foi ao ar este ano, o laboratório de Nova York retirou todos os títulos de Watson. À emissora pública americana PBS, autora do documentário, Watson disse que suas visões sobre raça e inteligência não tinham mudado. "As declarações de Watson são reprováveis e carecem de respaldo científico", disse o laboratório em nota. As novas declarações, disse o laboratório, revertiam as desculpas que o cientista já tinha pedido. Segundo a mídia dos EUA, Watson se encontra hoje numa enfermaria, recuperando-se de um acidente automobilístico, e tem consciência "mínima" do seu entorno. A venda da medalha Watson vendeu sua medalha de ouro do Nobel em 2014. Foi a primeira vez na história que um ganhador do prêmio se desfez do objeto. Segundo disse ele em um comunicado à época, a intenção era dedicar parte do valor da venda a projetos de pesquisa nas universidades e instituições científicas nas quais estudou e trabalhou ao longo de sua carreira. "Minha intenção é fazer doações filantrópicas ao laboratório Cold Spring Harbor, à Universidade de Chicago e ao Clare College de Cambridge, e assim seguir contribuindo para que o mundo acadêmico siga sendo um lugar onde predomine a decência e as grandes ideias", disse. Naquele mesmo ano, o biológo molecular disse que tinha sido excluído da comunidade científica por causa de seus comentários sobre raça e inteligência em 2007.
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Cidadania e justiça para combater a insegurança na velhice

ter, 15/01/2019 - 06:00

Idosos precisam de programas especiais para garantir seus direitos “O que torna uma vida boa na velhice? Cidadania e justiça em sociedades que estão envelhecendo” (“What makes a good life in late life? Citizenship and justice in aging societies”) é um amplo estudo realizado ao longo de dois anos por pesquisadores ligados ao The Hastings Center. Embora retrate a sociedade norte-americana, seus fundamentos podem servir para qualquer país que, como o Brasil, ainda está longe de ter políticas públicas estruturadas para proteger os idosos. Nos Estados Unidos, uma em cada cinco pessoas terá mais de 65 anos em 2035. No Brasil, o número de idosos já ultrapassou a marca de 30 milhões e, em 2031, a previsão é de que o total de velhos supere o de crianças e adolescentes até 14 anos. Recentemente, a “Folha de S.Paulo” publicou reportagem mostrando que a profissão de cuidador de idosos é a que mais cresceu no país nos últimos dez anos: eram cerca de 5 mil em 2007 e, em 2017, 34 mil. Idosas almoçam em instituição: necessidade de criação de redes de proteção social e econômica voltadas para os mais velhos https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/60/Tavshe6.JPG Algumas perguntas nortearam a pesquisa, tais como: como proporcionar qualidade de vida a pessoas mais velhas com doenças crônicas e recursos limitados? De que tipo de serviços esses idosos precisam para viver com dignidade? Como estabelecer prioridades e fazer os investimentos necessários para atender a essas demandas? Como ficam os direitos de cuidadores, familiares ou profissionais numa sociedade que está envelhecendo? Que tipo de perspectivas devemos ter em relação a políticas envolvendo o fim da vida que não se limitem a decisões tomadas por profissionais da saúde? No ensaio “Envelhecimento precário: insegurança e risco na velhice” (“Precarious aging: insecurity and risk in late life”), que integra o estudo, Amanda Grenier e Christopher Phillipson abordam uma questão que também ocorre por aqui: a representação, feita pelos meios de comunicação, de uma velhice saudável e próspera que não corresponde à realidade. É verdade a geração que está na casa dos 60 e 70 teve mais oportunidades que a de seus pais e avós, mas a desigualdade persiste e seu efeito cumulativo está criando grupos de idosos que viverão mais, mas em situação de grande precariedade. Há urgência na criação de redes de proteção social e econômica voltadas para este segmento, ou crescerá o risco de assistirmos a uma escalada de casos de abandono e todo tipo de abuso contra os mais velhos. Países ricos como os EUA, Canadá e Austrália têm visto crescer o número de velhos sem-teto. Trata-se de uma questão moral que não pode desaparecer do horizonte ético da sociedade. No entanto, não há apenas notícias ruins. A Sociedade Americana de Geriatria (American Geriatrics Society) criou um programa voltado para o treinamento de lideranças na área geriátrica. Chama-se Elia (Emerging Leaders in Aging) e seu objetivo é praticamente fazer uma revolução: dar prioridade ao cuidado focado no paciente, para garantir sua independência, autonomia e qualidade de vida. Tudo o que queremos preservar no envelhecimento. Esse blog estará de férias entre 17 e 31 de janeiro, retornando dia 3 de fevereiro.
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Equipe da UFPA desenvolve aplicativo para ajudar idosos no tratamento de Alzheimer

seg, 14/01/2019 - 19:53

A ferramenta, chamada "MemoryLife", possibilita que os usuários trabalhem suas funções cognitivas e pode ser baixado gratuitamente. Equipe da UFPA desenvolve aplicativo para ajudar idosos no tratamento de Alzheimer Divulgação / UFPA Uma equipe da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveu um aplicativo de celular para auxiliar idosos no tratamento do Mal de Alzheimer. A ferramenta, chamada "MemoryLife", possibilita que os usuários trabalhem suas funções cognitivas e pode ser baixado gratuitamente. O aplicativo tem o objetivo de ajudar os idosos a manterem as suas funções cognitivas por mais tempo, retardando a evolução da doença, mantendo-os mais independentes nas suas atividades diárias, além de incluí-los digitalmente. “Acredito que, primeiro de tudo, é a oportunidade de colocar o idoso em contato com este tipo de tecnologia, incluindo-o digitalmente. Percebemos que muitos deles têm interesse de se apropriar deste tipo de tecnologia, ou já até utilizam, mas com outros fins. Além disso, o aplicativo é uma tecnologia relativamente barata e acessível à população, tendo um maior alcance”, ressalta a professora Kátia Omura. O "MemoryLife" é uma iniciativa da professora Kátia Omura, da aluna Alanna Ferreira, da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (FFTO) e do estudante Ailson Freire, do curso de Engenharia da Computação. Jogos inspirados no cotidiano O aplicativo conta com jogos de memória e lógica, com diferentes níveis, para treinar os aspectos cognitivos mais afetados pela doença. Todos os jogos remetem ao cotidiano dos usuários, relacionados a atividades diárias dos idosos. Uma atualização do MemoryLife será testada por idosos da Unidade de Atendimento à Pessoa Idosa Nosso Lar Socorro Gabriel e por integrantes da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz-PA). A nova versão contará com avaliação cognitiva dentro do aplicativo, para que o usuário e seu familiar possam acompanhar a evolução do idoso.
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Dorme menos de 6 horas por noite? Estudo indica que você tem mais chances de ter problemas de saúde

seg, 14/01/2019 - 17:49

Quem dorme menos de 6 horas tem maior risco de aterosclerose, afirma pesquisa. Quem dorme menos de 6 horas por noite tem maior risco de aterosclerose - um acúmulo de placas nas artérias por todo o corpo, diz pesquisa C_Scott/Pixabay Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pode tirar ainda mais o sono de quem já dorme pouco. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas por noite tem maior risco de aterosclerose – um acúmulo de placas nas artérias por todo o corpo – em comparação com aqueles que têm sono considerado normal, ou seja, de sete a oito horas por noite. A pesquisa foi publicada no "Journal of American College of Cardiology". Doença vascular crônica e progressiva, que geralmente aparece em adultos e idosos, a aterosclerose é uma inflamação da camada mais interna das artérias, também chamada de túnica íntima – justamente a parte que fica em contato direto com o sangue. Essa inflamação ocorre como consequência do acúmulo e oxidação de lipoproteínas nas paredes arteriais. "Este é o primeiro estudo a mostrar que o sono objetivamente medido é independentemente associado à aterosclerose em todo o corpo, não apenas no coração", afirma o professor e nutricionista José Ordovás, pesquisador do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares Carlos III, de Madri, e diretor de nutrição do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana Jean Mayer USDA Envelhecimento na Universidade Tufts, em Massachussetts. Ele lembra que estudos anteriores já mostraram que a falta de sono aumenta o risco de doenças cardiovasculares, bem como favorecem os fatores de risco para problemas cardíacos – como alterações nos níveis de glicose, pressão arterial, inflamações e obesidade. Considerados os fatores de risco tradicionais para doenças cardíacas, o estudo mostrou que os que dormem menos de seis horas têm 27% mais chance de ter aterosclerose em todo o corpo do que aqueles que dormem de sete a oito horas. E aqueles que têm um sono de má qualidade estão 34% mais propensos a ter a doença em comparação aos que dormem bem – o estudo avaliou a qualidade do sono considerando quantas vezes por noite a pessoa acordou e a frequência de movimentos enquanto estava dormindo. "É importante destacar isso: um sono mais curto, porém de boa qualidade, pode superar os efeitos prejudiciais de sua menor extensão", comenta o cardiologista Valentin Fuster, diretor-geral do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares Carlos III e editor-chefe do "Journal of American College of Cardiology". "Há duas coisas que costumamos fazer todos os dias: comer e dormir. Sabemos há muitos anos a relação entre boa nutrição e saúde cardiovascular; no entanto, não sabemos tanto a relação entre o sono e a saúde cardiovascular", acrescenta Ordovás. Metodologia Os pesquisadores monitoraram a rotina de 3.974 adultos espanhóis, todos empregados em uma mesma instituição bancária – ou seja, com rotinas profissionais semelhantes. O cardiologista Fuster realizou exames de imagem para detectar a prevalência e as taxas de progressão de lesões vasculares. Os participantes da pesquisa tinham idade média de 46 anos e todos nunca haviam sido diagnosticados com problemas cardíacos. Dois terços eram homens. Todos utilizaram um aparelhinho para monitoramento constante de atividades e movimentos, durante sete dias. Este dispositivo mediu a rotina de sono deles de uma maneira objetiva e precisa - ao contrário de pesquisas que se baseiam em questionários declaratórios. Eles foram divididos em quatro grupos: os que dormiam menos de seis horas, os que dormiam de seis a sete horas, os que dormiam de sete a oito horas e os que dormiam mais de oito horas. Todos os participantes realizaram um check-up do coração: ultrassonografia cardíaca 3D e tomografia computadorizada cardíaca. Segundo os pesquisadores, a maneira como foram determinados os participantes deste estudo é o grande diferencial em relação a outras pesquisas relacionando sono e saúde do coração. Primeiramente, pelo tamanho da amostragem, maior do que o usual. Outra característica interessante foi o fato de que este estudo focou uma população originalmente saudável, enquanto pesquisas assim costumam selecionar pessoas com apneia do sono ou outros problemas. Outras conclusões Se dormir pouco pode ser ruim, exagerar também não é um bom hábito. Embora entre os participantes fosse pequeno o número daqueles que dormem mais de oito horas, os pesquisadores concluíram que esse comportamento também estaria associado ao aumento na aterosclerose, sobretudo no caso das mulheres. O estudo também concluiu que consumo de álcool e cafeína estão ligados a um sono de má qualidade. "Muitas pessoas acham que o álcool é um bom indutor de sono, mas há um efeito que precisa ser levado em conta", afirma Ordovás. "Se uma pessoa toma bebidas alcoólicas, ela pode acordar depois de um curto período de sono e ter dificuldade em voltar a dormir. E, quando consegue, geralmente é um sono de má qualidade." O café, por sua vez, é daquelas substâncias que ora aparecem como vilãs, ora como benéficas para a saúde. De acordo com Ordovás, mesmo que algumas pesquisas mostrem que ingerir a bebida pode trazer efeitos positivos ao coração, tudo depende da maneira como a pessoa o metaboliza. "Dependendo da genética, se você metabolizar o café mais rapidamente, isso certamente não afetará seu sono", comenta. "Mas se você metabolizá-lo lentamente, a cafeína pode afetar o sono e aumentar as chances de doenças cardiovasculares." "A medicina está entrando em uma fase fascinante. Se até agora tentávamos entender as doenças cardiovasculares, estudos como este nos ajuda a começar a entender a saúde cardiovascular", compara Fuster.
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Dengue: a corrida pela vacina que envolve pesquisadores brasileiros, japoneses e americanos

seg, 14/01/2019 - 15:54

A dengue é endêmica em mais de 120 países, causando 400 milhões de infecções e quase 20 mil mortes a cada ano. A dengue é transmitida pelo Aedes aegypti, que também dissema outras doenças Paulo Whitaker/Reuters Cerca de 3,9 bilhões de pessoas em todo o mundo – mais da metade da população do planeta – correm o risco de contrair dengue, uma das doenças virais transmitidas por mosquitos que se espalham mais rápido. Hoje, a dengue é endêmica em mais de 120 países, causando 400 milhões de infecções e quase 20 mil mortes a cada ano. No Brasil, no ano passado, entre 1º de janeiro e 10 de dezembro, houve 159.718 casos confirmados, com 141 mortes. Para diminuir esses números e evitar uma nova epidemia, como a de 2015, quando houve 1,6 milhão de casos e 972 mortes, instituições públicas de pesquisa e empresas, como o Instituto Butantan, em São Paulo, a companhia japonesa Takeda e a americana Merck Sharp & Dohme (MSD) vêm trabalhando para desenvolver vacinas. A única já em uso no mundo contra a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti é a Dengvaxia, produzida por uma multinacional de origem francesa. Indicada para prevenir a dengue causada pelos quatro vírus da dengue (1, 2, 3 e 4), a vacina foi liberado para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 28 de dezembro de 2015, para pessoas de 9 a 45 anos, residentes em áreas endêmicas. Ela é vendida em clínicas particulares e cada pessoa deve receber três doses, com intervalo de seis meses entre elas. Posteriormente, estudos do próprio fabricante indicaram que ela apresentava riscos para pessoas que nunca tiveram contato com nenhum dos vírus da dengue. Elas poderiam desenvolver formas mais graves da doença. Por isso, a Anvisa resolveu contraindicar o imunizante para essas pessoas. Antes disso, também pesava contra a Dengvaxia sua relativa baixa eficácia, com média de 66% contra os quatro vírus. Vacina da dengue é contraindicada para quem nunca teve a doença, diz Anvisa Vírus atenuado A história do desenvolvimento da nova vacina do Butantan começou em 2007, quando o instituto obteve licença para pesquisar os quatro vírus da dengue. O National Institutes of Health (NIH), a instituição pública de pesquisa em Saúde dos Estados Unidos, havia conseguido atenuá-los geneticamente (deixá-los capaz de provocar uma resposta imune do organismo humano, mas não a doença). Com eles, os americanos criaram uma espécie de protótipo de imunizante, tetravalente (para os quatro vírus ao mesmo tempo), líquido, que tinha de ser mantido congelado. Foi esta formulação que foi usada para realizar os primeiros testes em seres humanos. Com a licença obtida, o Butantan trouxe o protótipo para o Brasil e a transformou numa vacina propriamente dita. Também tetravalente, ela é liofilizada, ou seja, em pó, que precisa ser diluída antes de ser aplicada nas pessoas. Instituto Butantan assina acordo de R$ 389 milhões para produzir vacina contra a dengue "Com isso, ela pode ser mantida em refrigeradores comuns, presentes em qualquer local de vacinação", diz o pesquisador Alexander Roberto Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto. "Fizemos testes mostrando que o resultado do nosso produto era equivalente ao da solução americana, o que nos possibilitou pular a fase 1 (testes em animais) e ir direto para a segunda, que verifica a segurança dela em humanos." Depois de concluída com sucesso a fase 2, o Butantan solicitou à Anvisa, em 2013, aprovação do estudo de fase 3, que foi concedida em 2015. "Nessa etapa, continua o monitoramento da segurança da vacina, mas o objetivo principal é demonstrar a eficácia dela, se realmente ela protege, ou seja, se a reposta imunológica gerada é capaz de imunizar contra os quatro vírus da dengue", explica Precioso. Após a aprovação na Anvisa, o Instituto começou, em 2016, um estudo que vem sendo feito por 16 centros de pesquisa clínica nas cinco regiões do país, avaliando se a vacina realmente protege contra dengue, em 17 mil voluntários. Eles estão divididos em três faixas etárias: crianças de 2 a 6 anos, um grupo intermediário de 7 a 17, e adultos de 18 a 59. O objetivo é que o produto imunize a população de 2 anos a 59 anos. Instituto Butantan Marcos Santos/USP Imagens Testes finais Outra vacina que também está passando pela fase três de testes é a TAK-003, desenvolvida pela japonesa Takeda. Segundo seu vice-presidente e chefe do programa global de dengue, Derek Wallace, o produto já passou pelas fases de 1 e 2 com bons resultados. "Ela induziu respostas imunológicas contra todos os quatro sorotipos de vírus da dengue em diferentes grupos etários, tanto em indivíduos soropositivos [que já foram infectados por um dos vírus] quanto nos soronegativos", diz. A vacina da Takeda está sendo testada em 20.100 crianças e adolescentes saudáveis (com idades de 4 a 16 anos), em oito países endêmicos, inclusive no Brasil. "Nós esperamos poder analisar os dados de avaliação e publicá-los em uma revista científica revisada por pares ainda no início de 2019", revela Wallace. "Resultados adicionais são esperados a posteriori neste ano, juntamente com os de outros estudos de fase 3." Se é uma boa notícia que dois imunizantes contra a dengue estejam em estágio avançado de desenvolvimento, a má é que ainda não há prazo definido para elas estarem disponíveis e entrar em programas de vacinação. Na verdade, isso pode demorar um pouco. "Atualmente, nós estamos focados no desenvolvimento clínico do nosso imunizante contra dengue, por isso é prematuro comentar em relação a quando o produto estará disponível", diz Wallace. A vacina do Butantan também ainda não tem data para estar pronta. Nem o recrutamento dos 17 mil voluntários foi concluído. Ainda faltam cerca 1,5 mil, principalmente crianças de 2 a 6 anos, devido a dificuldade de obtenção de autorização de ambos os pais para que elas possam participar do estudo. O prazo inicial para completar o grupo delas era dezembro de 2018, mais foi prorrogado para junho de 2019. Como cada pessoa que recebe o produto experimental deve ser acompanhada por cinco anos, os testes para esta faixa etária irão até junho de 2024. Para os primeiros que receberam o imunizante, eles terminam em 2021. O fato de o país estar passando por um período com relativamente poucos casos de dengue poderá, paradoxalmente, atrasar a conclusão dos estudos. "Não é possível afirmar, com certeza, quando a vacina estará disponível na rede pública, pois a demonstração da sua eficácia depende da circulação dos vírus, que tem sido pequena nos últimos anos", explica Precioso. "No entanto, se ela voltar a ser significativa, poderemos mostrar que o imunizante funciona a qualquer momento, pois temos um grande número de voluntários já vacinados." De acordo com ele, se os casos de dengue aumentarem na população em geral e, nos voluntários, principalmente entre os que receberam placebo - e não a vacina -, o Butantan pode providenciar a documentação necessária e solicitar à Anvisa o registro do produto para aquele grupo etário específico. Acordo Brasil-EUA O que também poderá acelerar a disponibilidade da vacina é um acordo, assinado, no dia 12 de dezembro, entre o instituto brasileiro e a MSD. Em 2014, essa empresa obteve licença para usar os mesmos vírus atenuados do NIH, utilizados pelo Butantan, para desenvolver um imunizante para ser comercializada nos Estados Unidos, Canadá, China, Japão, União Europeia e outros países, com exceção do Brasil. Como as pesquisas da MSD começaram depois, os testes dela ainda estão na fase 1. O acordo estipula que o Butantan repasse para a MSD as informações sobre os testes clínicos que está realizando até que os estudos de ambos os parceiros se nivelem. Depois disso, cada um poderá produzir sua própria vacina. O termo também prevê o licenciamento exclusivo de patentes do produto desenvolvido pelo Butantan para a MSD. Este item tem mão dupla, se a MSD obtiver patentes do seu próprio imunizante, o instituto brasileiro terá acesso gratuito a elas. Além disso, a empresa americana não poderá comercializar no Brasil a vacina que vier a desenvolver e pagará ao Butantan royalties sobre as vendas dela no exterior. Por enquanto, como o desenvolvimento de seu imunizante está mais adiantado, o instituto brasileiro receberá da MSD, nessa primeira etapa do acordo, US$ 25 milhões e poderá obter mais US$ 75 milhões, à medida que a empresa norte-americana avance no desenvolvimento e comercialização de seu produto. "O acordo é excelente para o Butantan e para o Brasil", assegura Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto. "Primeiro, porque demonstra o nível de excelência que os nossos pesquisadores e servidores atingiram no desenvolvimento de uma vacina inédita no mundo. Segundo, porque aponta o caminho que a biotecnologia brasileira deve perseguir: desenvolver produtos e processos inovadores para resolver problemas concretos do país e do mundo." De acordo com Covas, normalmente a lógica nessa área é o país ser importador de tecnologia. O acordo inverte isso: o Brasil exporta conhecimento. "Além disso, a parceria poderá acelerar o desenvolvimento da vacina, na medida em que o Butantan fornece conhecimentos que impulsionarão o produto da MSD e ao mesmo tempo terá acesso à tecnologia produtiva e experiência da empresa americana, com a possibilidade de testar o imunizante em outros países com epidemiologia diferente da que ocorre no Brasil", diz.
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Rússia perde o controle de seu único radiotelescópio espacial

seg, 14/01/2019 - 15:29

Spektr-R, conhecido como 'Hubble russo', estuda buracos negros, estrelas de nêutrons e campos magnéticos. Lançamento do radiotelescópio russo ocorreu em 2011 STR/AFP A agência especial russa Roscosmos anunciou nesta segunda-feira (14) que perdeu o controle do radiotelescópio espacial Spektr-R. Os cientistas trabalham para restabelecer o contato – o telescópio não responde às instruções do centro de controle terrestre desde a quinta-feira (10). Apesar disso, uma estação de rastreamento dos EUA recebeu sinais do radiotelescópio, o que significaria, ainda segundo a agência espacial russa, que os sistemas operam de forma autônoma. O Spektr-R, também chamado de "Hubble russo" – em referência ao telescópio espacial americano – foi lançado em 2011 para estudar buracos negros, estrelas de nêutrons e campos magnéticos. Câmera principal do telescópio Hubble está quebrada, diz Nasa "Não se pode enterrar um satélite que permanece, sem qualquer dúvida, vivo", disse o diretor do projeto, Yuri Kovalev. A Rússia planeja lançar outro radiotelescópio este ano, o Spektr-RG, cuja missão será "completar o mapa do universo".
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Hantavírus: o que é a doença que já matou mais de 10 pessoas na Argentina

seg, 14/01/2019 - 13:31

Uma única festa de aniversário no sul da Argentina pode ter sido o ponto de partida para a morte e contágio de diversas pessoas por hantavirose. Hantavírus é transmitido por roedores Reprodução/RBS TV A hantavirose é uma doença viral grave transmitida por roedores. É comum que sejam registrados casos de contágio por hantavírus a cada ano em países da América do Sul, inclusive o Brasil. Mas um surto fatal da doença no sul da Argentina tem chamado a atenção. De dezembro do ano passado até o último sábado (12), dez pessoas morreram. Uma delas era uma mulher chilena de 29 anos que contraiu o hantavírus na Argentina, segundo a imprensa local. De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde de Chubut, região no sul da Argentina, 28 pessoas foram contagiadas até o momento. O que preocupa em relação a este surto não é só o alto número de vítimas fatais, mas a suspeita de que todos os infectados contraíram a doença de outras pessoas. O mais comum é que o contágio ocorra diretamente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres - não pelo contato com outros humanos infectados. Por isso, os casos da doença costumam ser isolados. Diferentemente dos seres humanos, roedores, como ratos e ratazanas, podem carregar o hantavírus por toda a vida sem adoecer. No Brasil, de 2007 a 2015, segundo levantamento dos pesquisadores em epidemiologia Lidsy Ximenes Fonseca, Stefan Vilages de Oliveira e Elisabeth Carmen Duarte, "foram notificados 13.181 casos de hantavirose, dos quais 8% foram confirmados e 410 evoluíram para óbito". O que surpreende no caso da Argentina, é a alta concentração de casos da doença numa mesma localidade e com grande número de mortos num curto espaço de tempo. Um surto afeta a pequena localidade de Epuyén, na Patagônia argentina Google Maps As pessoas que morreram lá conheciam umas às outras e muitas delas eram integrantes da mesma família. O que aconteceu? Todos os casos de morte e contaminação ocorreram na cidade de Epuyén, na província de Chubut, na Patagônia argentina. As autoridades sanitárias da cidade conseguiram rastrear a origem do surto: foi numa festa de aniversário celebrada no dia 24 de novembro. Acredita-se que um homem presente à festa tenha contraído a doença antes, quando limpava um galpão em desuso. No local, possivelmente havia saliva, urina ou fezes de ratos. Os casos mais frequentes de contágio se dão pela inalação do pó produzido pela urina seca de roedores, em locais fechados. Raios de sol e desinfetantes matam o vírus, por isso não é comum que muitas pessoas sejam infectadas ao mesmo tempo. Mas o hantavírus também pode ser transmitido entre humanos durante os primeiros dias de contágio. Isso é raro, mas as autoridades sanitárias afirmam que é o que ocorreu em Epuyén. A hantavirose gera sintomas parecidos com uma gripe: febre, dores musculares, calafrios, dores de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia. Mas, depois de alguns dias, o quadro se agrava e surgem dificuldades respiratórias que desembocam na chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Neste caso, as pessoas passam a ter febre, dificuldade de respirar, respiração acelerada, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca, pressão baixa, e edema pulmonar não cardiogênico. É possível, neste caso, que o paciente evolua para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório. Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade dessa doença é de 38% e não há um "tratamento específico" para ela. A festa fatal O Instituto Malbrá, em Buenos Aires, que é o laboratório onde são analisados possíveis casos de contágio por hantavirose, confirmou à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC), que o surto se originou na festa de aniversário de uma jovem que completava 14 anos. "Foram analisadas 400 amostras, dentre as quais as de todos os presentes no aniversário", detalhou o laboratório ligado ao Ministério da Saúde da Argentina. Segundo a imprensa local, cerca de 50 pessoas que estiveram na festa permanecem de quarentena, em suas casas. A primeira vítima fatal do surto foi a própria aniversariante. A jovem de 14 anos morreu no dia 3 de dezembro, dez dias após festa. O homem que teria originado o contágio e a esposa dele, que também ficou doente, se recuperaram. Seis pessoas que estiveram na festa morreram entre dezembro e os primeiros dias de 2019. Na semana passada, o governo de Chubut anunciou que duas mulheres e um adolescente de 16 anos se somaram à lista de mortos. Os três estavam internados num hospital de Esquel, cidade próxima ao local onde a festa foi realizada. José Antonio Vergara, médico da Unidade de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Los Lagos, no Chile, foi quem anunciou a morte de mais uma mulher, de 29 anos, no sábado. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, não existe um tratamento específico para as infecções por hantavírus, e as "medidas terapêuticas são fundamentalmente de suporte". Preocupação Embora por hora acredite-se que todos os casos de contágio surgiram em Epuyén – inclusive o da mulher chilena que morreu – as autoridades estão em alerta para a possível disseminação do vírus. Além do caso no Chile, há também duas pessoas contaminadas nas cercanias de Chubut. As autoridades locais suspenderam três celebrações tradicionais que ocorreriam na região. Também avaliam estabelecer um "isolamento obrigatório" de cerca de 60 vizinhos dos infectados. Além disso, o Instituto Malbrán avalia a possibilidade de o vírus ter sofrido mutações e se tornado mais perigoso. O cenário que mais preocupa agora é que o hantavírus possa ser disseminado pelo vapor da saliva, o que facilitaria a propagação da doença. No entanto, o médico Jorge Elias, diretor da Área Programática de Saúde Noroeste, do Ministério da Saúde de Chubut, fez um apelo para que a situação seja colocada sob perspectiva e que não haja pânico. "Em Epuyén vivem cerca de 2,5 mil pessoas, das quais 24 casos deram positivo. Não devemos alarmar a comunidade", afirmou.
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Peste bubônica: entenda o que é a doença causada por bactéria identificada no Rio de Janeiro

seg, 14/01/2019 - 13:22

Bactéria responsável pela doença foi diagnosticada em uma mulher em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, neste domingo (13). É o primeiro caso descrito no Brasil desde 2005. Neste domingo (13), uma infecção pela bactéria Yersinia pestis foi confirmada em São Gonçalo (RJ). A bactéria causa a peste, doença que pode que pode aparecer em duas formas: a bubônica ou a pneumônica. Entre 2010 e 2015, foram 3.248 casos reportados em todo o mundo — mas, no século 14, a peste chegou a matar 50 milhões de pessoas na Europa, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, a maior parte dos casos, segundo a OMS, está no Congo, Madagascar e Peru. No Brasil, o último caso foi registrado em 2005, no Ceará, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Entenda o que é a doença, como é transmitida, qual o tratamento e como se prevenir: O que é a peste? Existem duas variações da doença: a bubônica e a pneumônica. Todas são causadas pela mesma bactéria, a Yersinia pestis, que está presente em pequenos mamíferos, como o rato, e em suas pulgas. Na forma bubônica, os linfonodos — pequenos conjuntos de células do sistema de defesa espalhados pelo corpo — ficam inflamados, formando o que se chama de "bubão pestoso". Em fases avançadas da infecção, os linfonodos inflamados podem se transformar em feridas abertas, com pus. "A peste afeta os roedores. É a mortalidade dos ratos que é o prenúncio da peste. A pulga não é um parasita habitual do ser humano, é acidental. A peste é sempre uma doença da baixíssima condição social. Para ter casos de peste, é preciso ter uma condição social muito baixa, uma pobreza extrema. É o que acontecia naqueles aglomerados na Idade Média. E tem que faltar água, não ter como lavar a mão", diz Kléber Luz, infectologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Se não for tratada, a peste bubônica pode se agravar e se transformar em peste septicêmica. Nesse caso, a bactéria cai na corrente sanguínea e a infecção se espalha por todo o corpo. A peste também pode aparecer nos pulmões — é a forma pneumônica da doença, a mais grave. Esse é o tipo que, se não for tratado, pode ser fatal entre 18 e 24 horas depois de aparecerem os primeiros sintomas, de acordo com a OMS. Quais os sintomas? Os primeiros sintomas da peste costumam aparecer entre um e sete dias após a infecção — é o chamado período de incubação. Os sinais podem ser: Formação de bubões que podem soltar pus Febre alta Calafrios Dores na cabeça e no corpo Fraqueza Vômito e náusea Confusão mental Taquicardia (coração batendo rápido demais) e hipotensão (pressão arterial baixa) Hemorragias No caso da peste pneumônica, a pessoa pode cuspir sangue e sentir dor no tórax. Como é transmitida? A doença é passada de um animal para o outro por meio de pulgas infectadas. Normalmente atinge pequenos mamíferos, como ratos. Em humanos, a transmissão se dá de três formas: pela mordida de pulgas infectadas; por contato direto com materiais contaminados ou com fluidos corporais de alguém doente; pela inalação de gotículas respiratórias de pacientes contaminados com a peste pneumônica. quando a transmissão é feita pela pulga, normalmente a pessoa desenvolve a versão bubônica da doença. Já a transmissão entre humanos normalmente leva à forma pneumônica da infecção. Qual o tratamento? O tratamento é feito com antibióticos, de preferência nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde. Como prevenir? É recomendado evitar contato com roedores, tomar cuidados com mordidas de pulgas e não manusear carcaças de animais, além de evitar contato com tecidos e fluidos corporais contaminados. Também é preciso instituir o controle das pulgas, que são as vetoras das bactérias, e investigar lugares com muitas mortes de pequenos animais.
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Documentário mostra casos de brasileiros que sofrem hoje os impactos das mudanças climáticas

seg, 14/01/2019 - 10:32

Se não bastassem os alertas dados pelos cientistas, se não bastassem os apelos da comunidade internacional para o Brasil não abandonar o Acordo de Paris, que em 2015 acordou planejamentos produtivos no sentido de baixar as emissões de gases do efeito estufa. Se não bastassem os sinais evidentes de dias mais quentes ou muito frios, secas que tornam solos inviáveis para a agricultura, tempestades e furacões que devastam tudo e tiram vidas humanas. Há quem ainda se dê o direito de negar o impacto das atividades humanas sobre as mudanças climáticas. Atribuir ao Sol a maioria dos problemas, remontar a eras passadas que já testemunharam o avanço do gelo sobre a superfície terrestre, é a opção dos negacionistas. Alta de 1,5ºC na temperatura vai aumentar desigualdades e afetar mais pobres, dizem cientistas brasileiros Estes preferem deixar tudo como está, sem mudanças de paradigma. Fecham os olhos e ouvidos às evidências que já submetem milhares de pessoas a uma vida cheia de privações por não conseguirem chamar a atenção de autoridades, ou mesmo da sociedade civil como um todo, para suas tragédias. Cada vez estão mais perto de nós os casos que mostram que aquele “amanhã” anunciado nos anos 80, por exemplo, pelo famoso Relatório Brundtland, também chamado de “Nosso Futuro Comum”, já chegou. É dever de todos, nem que seja por uma atitude solidária, dar atenção a esses relatos. Com este objetivo, sete organizações da sociedade civil fizeram um documentário de 24 minutos chamado “O Amanhã É Hoje”, mostrado em dezembro, na Polônia, durante a Conferência das Partes sobre o Clima (COP24) convocada pelas Nações Unidas. Os efeitos das mudanças do clima sobre a vida de brasileiros, expostos na tela, são capazes de tirar o fôlego até dos menos sensíveis. Para começar, falemos sobre desmatamento. Por mais cético que seja o cidadão, é impossível não perceber que o verde faz falta, mesmo nas cidades. Havia um descontrole sobre árvores derrubadas que chegaram a registrar 27 mil quilômetros quadrados/ano de desmatamento em 2004. O efeito de um bom patrulhamento e de informações sobre a necessidade, para os humanos, de manter a floresta em pé, sem visar somente ao lucro produzido pelas madeiras, acabou dando resultado. Até que, em 2012, comemorou-se uma baixa, dos 27 mil para 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Ricardo Abramovay, professor titular de economia da FEA/USP, um dos entrevistados para o documentário, lembra que depois deste gol o país voltou a mostrar um desmatamento preocupante: “De 2012 para cá, já estamos com 7 mil quilômetros quadrados de desmatamento. De julho a novembro de 2018 as queimadas na Amazônia cresceram 36%. E o Brasil, apesar do progresso que viveu (em termos ambientais) entre 2004 e 2012, hoje já é o sétimo maior emissor de gases do efeito estufa”, disse ele. O cenário é triste, devastador. Um pequeno grupo de indígenas Krikati formou uma brigada voluntária contra incêndios e tem tido muito trabalho. O fogo se alastra com uma facilidade aterrorizante, estimulado pela falta de chuvas e pelo desmatamento. Isto, quando não é criminoso, como costuma acontecer também no Maranhão, mas em outra parte, onde as quebradeiras de coco babaçu ficam sem sua principal fonte de renda quando as palmeiras são queimadas por quem as considera apenas um entrave ao gado e à monocultura. Esta história é contada com detalhes nesta reportagem. Em 2017 o país registrou mais de 275 mil incêndios, sendo 132 mil só na Amazônia. Celiana Krikati, a única mulher da brigada de sua aldeia, fala para a câmera do documentário e não consegue segurar as lágrimas, principalmente quando se lembra da precariedade de ferramentas de que dispõem para combater o fogo: “O fogo estragou áreas de cultivo, de caça, de pesca. A gente combatia o fogo com chinelos, chiteiras. A gente ainda não tem todo o material completo, estamos lutando por isso. Não recebemos recursos, a brigada é constituída por pais de família e está sendo protetora da terra indígena. Tudo isso é um trabalho que é do estado porque esse risco também é para a comunidade." A Terra Indígena Krikati sofre com as queimadas há tempos. Incêndios levaram embora, de 2009 a 2011, 60% das aldeias. De Norte a Sul, os impactos das mudanças climáticas já alcançam os brasileiros. Esta é a principal mensagem do documentário, que foi também ouvir a agricultora Maria José Rocha, de São José do Egito, no sertão de Pernambuco. Ela sobreviveu a seis anos de uma seca cruel, que levou dali as chances de bons cultivos. Havia árvores frutíferas, cabras... “A gente via os animais morrendo sem poder fazer nada. Tentávamos dar, mesmo de graça, mas ninguém queria porque ninguém tinha condições de alimentá-los ou dar-lhes água. Isso foi em 2012, quando felizmente, ao menos, as crianças não morreram. Tínhamos o dinheiro do Bolsa Família que nos ajudava a comprar água”, disse ela. Da seca às enchentes. Ouve-se também o drama de quem viveu a tormenta em Nova Friburgo, cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro, que em 2011 foi devastada por temporais que deixaram centenas de mortos. No litoral catarinense, os produtores de ostras dão conta mudanças no nível do mar que põem em risco seus negócios. “A situação mais gritante (que dá conta de mudanças climáticas) é a não presença do vento Sul. Antigamente, há cerca de três décadas mais ou menos, a gente costumava dizer que quando o vento Sul batia, ficava três, quatro dias ventando, e isso era bom para o nosso negócio”, disse Leonardo Cabral. No litoral de São Paulo, cidade de Santos, moradora conta seu desespero com uma ressaca que invadiu seu prédio, levou-lhe dois carros e a fez subir ao ponto mais alto do edifício, com o filho no colo e muito medo de uma tsunami. O mar entrou também com força e tirou mais de 600 metros de terra da Comunidade Nova Enseada, em São Paulo. Como se vê, não é preciso ir longe para mostrar os efeitos que as mudanças climáticas já estão causando. O Brasil, que nos anos 70 era considerado quase imune a essas questões, já que tinha bens naturais em profusão, está na rota das dificuldades. Vale a pena repetir aqui a reflexão de Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima (OC): “Continuar debatendo se isso (as mudanças climáticas causadas pelas ações humanas) existe ou não é imoral”. Amélia Gonzalez Arte/G1
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A rotina dos trabalhadores que passam quase um terço do dia no transporte em SP

seg, 14/01/2019 - 09:40

Pesquisa de 2018 revelou que tempo médio de deslocamento dos paulistanos é de 2h43 por dia; urbanista diz que, além de expandir redes de transporte, poder público deveria incentivar ida de empresas para a periferia. Passa da meia-noite. A Lua é a única fonte de luz sobre as ruas de terra e a passarela que cruza um pequeno rio em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo. O coaxar de sapos, barulhos indecifráveis em meio à escuridão e a incerteza do que pode surgir da mata aceleram o batimento cardíaco e apertam o passo de Sidinéia Aparecida Chagas, de 27 anos. À noite, o caminho de 1 km do ponto de ônibus até sua casa parecer muito mais longo que de dia, diz ela. Esse é o último trecho do caminho da gestora de uma biblioteca comunitária após um dia de trabalho e faculdade, intercalados por uma saga de 5 horas dentro de seis ônibus diferentes antes de rever o marido e o filho de 9 anos. "A sensação é de desespero. Mulheres foram estupradas neste caminho e a minha irmã já foi assaltada. Ontem mesmo ouvi um barulho vindo da mata e saí correndo desesperada até chegar em casa", conta. Ela disse que o marido não vai buscá-la no ponto de ônibus porque prefere que ele fique em casa cuidando do filho. "Fizemos este acordo porque entendemos que é mais perigoso uma criança ficar em casa sozinha do que eu andar na escuridão. Sem opção, eu não ligo o celular para não chamar a atenção e torço para que pelo menos tenha alguém para me acompanhar. Se alguma coisa acontecer, não tem sinal de celular para pedir ajuda nem pessoas perto para pedir socorro. A única saída é fugir para o mato". Durante uma semana, a BBC News Brasil acompanhou o trajeto diário de três trabalhadores que passam até um terço de suas vidas dentro de ônibus ou trem. Uma pesquisa feita em parceria pelo Ibope e a Rede Nossa São Paulo em setembro de 2018 revelou que o tempo médio de deslocamento dos paulistanos é de 2h43 por dia. Mas a rotina do zelador Ludovico Jesus Tozzo, de 58 anos, se descola desses números. Ele conta que quase nunca vê a luz do dia ao lado da mulher, de seus dois filhos e netos porque passa cerca de 7h de seu dia no trajeto de ida e volta do trabalho. Quando há um acidente, chove ou é época escolar, passa facilmente das 8h - um terço da vida sendo enxergada por meio de uma janelinha de ônibus. Às 4h40, ele dá um beijo na mulher, guarda a marmita na mochila e anda apressado pelas ruas sem calçada do Jardim do Sol, em São Mateus (extremo leste de São Paulo), em direção ao ponto de ônibus. Em 15 minutos, ele chega à primeira das três conduções que usa em seu trajeto até a Vila Andrade, na zona sul. São 40 km que separam a casa do zelador — três horas para ir e outras quatro para voltar. Logo no primeiro micro-ônibus, ele se junta a dezenas de outros trabalhadores rumo à estação Itaquera do metrô — da casa dele. Até lá, são 40 minutos em pé no transporte. Desde o último domingo, as pessoas que moram longe enfrentam ainda mais uma barreira no transporte público paulistano. Desde então, as passagens de Metrô, trens e ônibus passaram de R$ 4 para R$ 4,30. A integração entre os modais, usada por quem mora longe, foi de R$ 6,96 para R$ 7,48. Horas perdidas O urbanista especializado em trânsito Flamínio Fishman diz que os trabalhadores entrevistados pela reportagem "são como escravos", pois o tempo que eles gastam com trabalho e transporte praticamente os impede de ter lazer e cultura. Para Fishman, entretanto, a melhor solução para resolver o problema da mobilidade não é investir prioritariamente em transporte público, mas, sim, em reduzir a distância entre o empregado e o emprego. "Temos sim que aumentar nossa malha de trem, metrô e corredores de ônibus, mas isso só vai remediar temporariamente. A solução é aproximar as empresas e o comércio do domicílio, mudar o uso do solo. Isso porque a gente está com uma cidade muito grande, que passou do limite. É necessário levar o trabalho para onde as pessoas residem através de uma legislação que reduza impostos e incentive o deslocamento de empresas para as periferias. Também é necessário construir mais habitações populares no centro", afirmou. Sidinéia diz que estudaria ou passaria mais tempo com o filho e o marido, se não ficasse tanto tempo no ônibus Felipe Souza/BBC News Brasil Questionado, o Governo de São Paulo afirmou que vai construir 3.683 moradias populares no centro da capital "justamente para aproximar o local de moradia do local de trabalho". Em nota, a Secretaria Estadual da Habitação disse que "80% das unidades do projeto serão para inscritos que moram fora da área central e que tenham pelo menos um membro da família trabalhando no centro da cidade". A Secretaria Estadual de Transportes, por sua vez, diz que vai fazer uma "expansão significativa" dos transportes em massa, mas sem dizer quanto vai aumentar até o fim da gestão. A prefeitura promete construir 72 km de corredores até 2020. A gestão municipal informou ainda que 35 imóveis localizados no centro expandido serão destinados para a moradia social. A prefeitura diz que também implantará um plano que propõe aumentar a população na região, com incentivo à oferta de empregos e serviços. O urbanista entrevistado pela BBC News Brasil explica que a superlotação nos transportes foi causada principalmente por uma valorização constante das áreas centrais da cidade. Isso fez a população mais pobre morar cada vez mais longe por não conseguir comprar um imóvel na região e necessitar se deslocar por horas para ter acesso a serviços de qualidade, como parques, museus e shoppings. "As pessoas fazem muitas compras no centro expandido. É necessário reforçar os subcentros localizados em áreas mais distantes, como Itaquera, São Miguel Paulista e Tucuruvi. Investir em mercados municipais, comércio local e serviços mais distantes do centro. O poder público também deve descentralizar as atividades culturais, bibliotecas e levar opções de lazer de qualidade para a periferia", afirmou. A prefeitura diz que há 83 parques em áreas consideradas periféricas e que oferece incentivos fiscais para empresas na zona leste, "com o objetivo de aumentar a oferta de empregos em locais densamente povoados da periferia". Segundo a administração, mais de 20 empresas se instalaram na região por meio desse programa. Outra solução, segundo Flamínio Fishman, é o incentivar o home office, o trabalho em casa. "Isso tem que ser considerado pelas empresas porque tem muita gente saindo de casa para trabalhar sem necessidade. Gente que pode ficar em casa com seu notebook está se deslocando à toa. Os serviços de entregas e o e-commerce também devem receber incentivos, pois contribuem para evitar deslocamentos desnecessários", disse. A gerente de biblioteca Sidinéia inicia sua jornada diária às 8h em direção à biblioteca comunitária onde trabalha no bairro Colônia, no mesmo distrito onde mora, em Parelheiros. De lá, às 17h, ela pega um ônibus até a faculdade onde cursa administração, em Santo Amaro, também na zona sul. No trajeto de ida e volta são seis conduções, que totalizam cinco horas por dia no transporte público. "O maior problema é o caminho de casa até o ponto de ônibus porque tenho que atravessar uma ponte por cima de um pequeno rio. Se chove, é certeza que você vai chegar no trabalho com a roupa suja de barro ou com água espirrada pelos carros. Mas se está seco, sobe uma poeira e você chega com o tênis sujo e o cabelo cheio de terra. Difícil escolher quando é menos pior. O jeito é levar um paninho na bolsa para limpar pelo menos os sapatos", conta. Se tivesse mais tempo, ela conta que poderia "fazer um curso, ficar mais tempo com o filho ou dormir. Até mesmo no ônibus eu poderia fazer parte dessas coisas se eu conseguisse me sentar", diz. Estratégias Ao longo de anos de experiência no transporte, os trabalhadores entrevistados pela reportagem desenvolveram técnicas para economizar dinheiro e ter mais chances de conseguir um assento no ônibus ou trem — ou ao menos evitar fazer a viagem "esmagado". A empregada doméstica Marlene Fernandes de Lima, de 59 anos, por exemplo, faz a chamada "rota negativa". A estratégia é começar a viagem no sentido oposto ao que quer ir, para descer numa estação com mais chances de conseguir um assento e, aí sim, seguir no sentido correto. "Faço isso porque ninguém oferece o lugar. Só levantam quando entra (no metrô) uma gestante ou um idoso com mais de 70, 80 anos. Para não levantar, eles fingem que estão dormindo ou mexendo no celular", conta ela. Marlene relata que o excesso de viagens em pé a deixa cada vez mais dia mais cansada e desgastada. "Isso piorou depois que passei dos 50 anos. O pior é que eu chego em casa e ainda preciso fazer comida, lavar louça e limpar a casa. Tenho sorte porque minha filha mora do meu lado e muitas vezes limpa tudo antes de eu chegar", diz a empregada doméstica. A primeira parte da jornada de Marlene começa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, às 4h20, e termina no Ipiranga, na zona sul da capital, às 7h. A volta tem a mesma duração. "Se eu perdesse menos tempo, eu poderia ficar mais em casa ou até passeando. É triste pensar nessa vida perdida. Eu já pensei em desistir, mas não dá para ficar sem trabalhar, ainda mais agora que fiquei viúva. Quero trabalhar só mais dois anos até eu me aposentar porque eu não aguento mais", conta ela. Já Ludovico usa uma estratégia econômica. Para não pagar mais uma passagem, ele não passa a catraca do ônibus até chegar à sua primeira baldeação em Itaquera. "Como eu demoro mais de três horas para ir de casa ao trabalho, se eu passar o Bilhete Único logo quando entro no ônibus, perco a integração e tenho de pagar mais uma passagem", explica. A Prefeitura de São Paulo confirmou que o Bilhete Único Vale-Transporte e o Bilhete Único Estudante podem ser usados em até quatro veículos diferentes durante duas horas, Porém, disse que não há nenhum projeto para mudar essa regra. Depois de Itaquera, o caminho de Ludovico continua pela linha vermelha do metrô até a estação Anhangabaú, onde desce e caminha até o terminal Bandeira. De lá, ele embarca em outro ônibus e, depois de 40 minutos de viagem, ainda faz mais uma caminhada de 15 minutos até o prédio onde trabalha como zelador. Ele disse que já tentou diversos caminhos e estratégias diferentes para reduzir o tempo do trajeto. Segundo ele, essa é a melhor opção porque, além de demorar o mesmo tempo do trem, evita caminhadas mais longas. "Eu não sou mais um menino. Trabalho todos os dias e só folgo uma vez por semana, sábado ou domingo. Então, evito caminhar mais do que eu preciso", diz o zelador. Ciclo de pobreza O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas e do Mackenzie Rafael Bicudo diz que essa perda de tempo no transporte público causa um fenômeno chamado de ciclo intergeracional de pobreza. "Os pais dessas pessoas viveram em situação pior ou semelhante a elas e, salvo raras exceções, seus filhos não conseguirão romper esse ciclo e também viverão assim. Isso ocorre porque as dificuldades fazem essas pessoas terem uma perda de oportunidade e ascensão social. Elas não conseguem se dedicar a cursos, faculdades e têm dificuldades para chegar pontualmente em entrevistas e no trabalho porque dependem de ônibus e trens e algumas ainda enfrentam enchentes", afirmou. Ele explica que isso dificulta, e muito, principalmente a vida dos trabalhadores mais pobres. Em seu ponto de vista, isso torna desigual a competição por uma vaga no mercado de trabalho. "A longo prazo, isso causa um desgaste físico e emocional, que resulta numa perda de produtividade. Isso faz com que essas pessoas sejam inseridas em empregos com salários menores e precários. Eu tenho alunos que saem 23h da faculdade, chegam 1h em casa e acordam às 4h para o trabalho. Como essa pessoa pode concorrer a uma vaga com outra que vai à faculdade de carro com ar condicionado e não precisa trabalhar?". O urbanista Flamínio Fishman diz que essa é a realidade de outras cidades brasileiras que tiveram um grande crescimento populacional nas últimas décadas, como Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. "Isso ocorre no país inteiro onde há uma taxa de crescimento populacional desenfreada. Florianópolis (capital de SC), por exemplo, é outra cidade que está perdendo muito em conforto por causa desse crescimento que ela não comporta mais. Outra cidade que piorou muito é Curitiba, no Paraná. O Governo Federal precisa incentivar que cidades não cresçam de maneira desordenada como São Paulo", afirmou. Sonhos Com tanto tempo gasto apenas com deslocamentos entre o trabalho e a casa, os trabalhadores entrevistados quase não conseguem ter um momento de lazer e cultura. Mas têm muitos sonhos e a esperança de ter uma vida menos corrida no futuro. Ao serem questionados pela reportagem sobre quais eram seus maiores sonhos, a resposta foi unânime: viajar. Sidinéia diz que seu maior desejo é conhecer o continente africano, principalmente Guiné-Bissau. "Eu sou apaixonada pelas histórias que são contadas. Aqui no Brasil, porém, nosso passado é negado o tempo todo. Hoje, para eu me reconhecer como mulher negra, eu tive de passar por um processo. Mesmo assim, eu não me vejo em lugares em que eu frequento. Para mim, conhecer Guiné-Bissau é conhecer uma realidade diferente do que a imprensa mostra, de que é um lugar feio e sem prosperidade", conta. Já Marlene conta que nunca saiu do Estado de São Paulo em seus 59 anos de vida. O lugar mais longe que ela visitou foi a cidade de Avanhandava, a 470 km da capital paulista, viagem feita em seis horas, o mesmo tempo que ela gasta para ir e voltar do trabalho. Um voo de São Paulo para Recife demora três horas. "Eu já fui lá algumas vezes visitar a minha irmã lá (Avanhandava). Mas eu quero conhecer outras cidades, passear. Eu gostaria de conhecer Recife. Meu sonho é andar de avião", conta. O sonho de Ludovico, que também nunca saiu do Estado de São Paulo, é conhecer o Nordeste e o Norte. "Se Deus me ajudar que eu me aposente, eu queria conhecer outros lugares. Só conheço a Baixada Santista (litoral) e Sorocaba (97 km de SP). Eu queria conhecer a Bahia, Fortaleza, Amazonas. Tudo no Brasil mesmo", conta. Hoje, ele conta que já se sente realizado quando consegue chegar em casa antes dos filhos irem para a cama ou dormir mais de seis horas numa noite.
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Herpes vírus: quais doenças pode causar?

seg, 14/01/2019 - 08:37

O vírus do herpes disseminou-se por todo o planeta. Há 2 tipos de herpes vírus: o vírus da varicela zoster (VVZ) e o vírus do herpes simples, que pode ser dos tipos 1 e 2. O VVZ é o responsável pela varicela ou catapora. É uma doença que normalmente acomete crianças. Começa com uma febre e alguns dias depois surgem bolinhas na pele, com uma base vermelha. Espalha rapidamente e o período de doença dura uns 7 a 14 dias. As bolinhas — que são como pequenas bolhas ou “vesículas” — podem coçar bastante e o grande problema é que são altamente transmissoras do vírus. Por isso é que a catapora é facilmente transmitida de uma criança para outra, tanto pelo contato direto com as lesões, como pelas vias respiratórias. Estas lesões secam e viram casquinhas. Quando a criança só tem casquinhas pelo corpo é que a catapora deixa de ser contagiosa. Importantíssimo: há vacina disponível na rede pública e todas as crianças com 1 ano de idade devem recebe-la com um reforço depois. É arriscado beijar bebês recém-nascidos? Veja que cuidados tomar na hora da visita O VVZ tem uma característica nada animadora: depois que a criança teve a catapora este vírus pode migrar quietinho e ficar em estado de latência por muitos anos, “escondido” em gânglios do corpo. A vida vai seguindo e ninguém sente nada. Um belo dia, por uma queda de resistência ou por qualquer outro motivo, o VVZ resolve se reativar e vem pela pele, geralmente seguindo o trajeto de um nervo. É o herpes zoster ou cobreiro, doença que dói intensamente e produz muito desconforto, principalmente em idosos. Importantíssimo: há vacina, que pode ser dada para adultos com mais de 50 anos. O outro tipo do vírus do herpes é o simples — que, por sua vez, é dividido em tipo 1 e tipo 2. O herpes simples tipo 1 acomete principalmente a região da face, ao redor dos lábios e nos olhos. Começa com uma sensação de ardência e queimação. Na sequência, aparecem as microbolhinhas características. Doem bastante e demora uma média de 7 a 10 dias para sarar. As lesões são altamente contagiosas. Por isso é que pessoas com herpes labial devem evitar o contato direto (beijo, por exemplo) com quaisquer outras pessoas, especialmente com bebês, que correm o risco de ter um quadro mais intenso com complicações graves como encefalite, por exemplo. O herpes simples tipo 2 acomete a região dos genitais. Também inicia com uma sensação de ardência e queimação e depois surgem as bolhinhas que incomodam bastante. É uma doença sexualmente transmissível. O uso da camisinha protege da contaminação. Os herpes simples tipos 1 e 2 podem reativar várias vezes ao longo da vida. Outro dado importante é que o tipo 1 pode acometer os genitais pelo contato oral. Não há vacinas disponíveis para os vírus do herpes simples. Doenças infectocontagiosas exigem responsabilidade de quem tem, para não passar para os outros, e de quem não tem, vacinando-se sempre que houver indicação. Ana Escobar Arte/G1
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Não se culpe pelos erros dos filhos

dom, 13/01/2019 - 06:00

Para se preservar, é importante estabelecer limites na relação e não tentar resolver problemas alheios A maternidade e – para sermos justos com os homens – a paternidade representam um divisor de águas na vida das pessoas. Ao nos tornarmos responsáveis por outro ser humano, nos esforçamos para nos transformar numa versão melhorada de nós mesmos. Generosidade, sacrifício e abnegação passam a ser as palavras que nos definem. Imaginamos que essa entrega toda terá o poder de criar indivíduos felizes e de bom caráter (na verdade, nossas versões aperfeiçoadas). E quando isso não acontece? Até quando você vai se culpar e tentar resolver os problemas do rebento que agora é gente grande? Filhos com problemas, pais desesperados: é indispensável estabelecer limites https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=72855051 O psicólogo Henry Cloud, Ph.D em filosofia e autor de best-sellers como “Limites: quando dizer sim e quando dizer não”, que escreveu com John Townsend, usa uma imagem bem simples para ilustrar sua tese: “uma casa sempre tem uma cerca ou um muro para demarcar o terreno. No mundo imaterial dos relacionamentos, essa linha é mais difícil de se traçar, mas, se não estabelecermos limites, corremos o risco de acabarmos numa situação tóxica. Se o vizinho não corta os galhos da árvore que lhe pertence, eles vão cair no seu quintal. O mesmo se dá nas relações. Há adultos que não se responsabilizam por seus atos, mas você não pode se tornar ‘proprietário’ dos problemas de seus filhos”. Cloud lembra que há eventos sobre os quais não temos controle, mas podemos, e devemos, criar barreiras para que os outros não se apossem do nosso território. “O limite é uma linha de propriedade, de posse, que estabelece quem controla, quem é o responsável”, ele explica. “Dessa forma, assim como não deixamos a porta da casa aberta, podemos evitar que determinadas pessoas se aproximem. Entrar num terreno sem ser convidado é ilegal, mas não damos a devida atenção quando alguém força a barra no coração, na alma do outro”, acrescenta. Mentir, não cumprir compromissos, envolver-se em ilegalidades – a lista é longa e dolorosa, mas cabe ao adulto que tomou más decisões reparar o erro. O psicólogo dá o exemplo de um casal às voltas com o filho que, sem conseguir ter controle sobre os gastos, fica cheio de dívidas. “Quando os pais se desesperam e se perguntam: ‘como vamos pagar isso?’, eu digo que o erro está no pronome nós. Não são eles que têm que arcar com a responsabilidade”, analisa. Não se trata de abandonar os filhos, e sim de se fazer presente com o apoio de quem é solidário, mas sem abrir mão da crítica construtiva de quem vê os deslizes e sabe que é seu dever apontá-los. Cloud e Townsend já venderam milhões de exemplares e exploram esse filão mostrando como traçar limites também nos relacionamentos amorosos e no ambiente profissional.
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O campo magnético da Terra está se comportando de maneira imprevista – e intrigando cientistas

sex, 11/01/2019 - 17:54

Modelo existente de descrição do campo magnético terá que ser atualizado. Vista da Terra pela tripulação Apollo 17 NASA Uma movimentação com características inesperadas no magnetismo da Terra está intrigando cientistas do mundo todo e fazendo com que os modelos existentes de descrição do campo magnético precisem ser atualizados. Por causa de seu núcleo feito de metal líquido, a Terra funciona como um enorme ímã com pólos positivo e negativo. O campo magnético é a uma "camada" de forças ao redor do planeta entre esses dois pólos. Conhecida como magnetosfera, essa grande camada é extremamente importante para a vida terrestre. "É o campo magnético que nos protege das partículas que vêm de fora, especialmente do vento solar (que pode ser muito nocivo)", explica o geólogo Ricardo Ferreira Trindade, pesquisador do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP). A maior parte do campo magnético é gerada pela movimentação dos metais líquidos que compõem o centro do planeta. Conforme o fluxo varia, o campo se modifica. A questão, segundo Trindade, é que nos últimos dez anos ele tem "variado numa velocidade muito maior do que variava antigamente". O pólo norte muda magnético constantemente de posição, mas sempre dentro de um limite. Embora a direção dessas mudanças seja imprevisível, a velocidade costumava ser constante. No entanto, nos últimos anos o norte magnético está se movendo do Canadá para a Sibéria em uma velocidade muito maior do que a projetada pelos cientistas. Modelo de campo A mudança está forçando os especialistas em geomagnetismo a atualizarem o Modelo Magnético Mundial, espécie de mapa que descreve o campo magnético no espaço e no tempo. "Ele é criado a partir de um conjunto de observações feitas no mundo inteiro ao longo de 5 anos, a partir dos quais se monta um modelo global que muda no tempo e no espaço, mostrando a variabilidade do campo", explica Trindade. "É uma espécie de mapa 4D." O modelo é importante porque é a base para centenas de tecnologias de navegação modernas - dos controles de rotas de navios ao Google Maps. "Ele é fundamental para geolocalização e até para o posicionamento de satélites", afirma o geólogo. A versão mais recente do modelo foi feita em 2015 e deveria durar até 2020, mas a velocidade com o que a magnetosfera tem mudado está forçando os cientistas a atualizarem o modelo antes do previsto. Além da mudança do pólo, um pulso eletromagnético detectado sob a América do Sul em 2016 gerou uma mudança logo após a atualização do modelo em 2015. As muitas mudanças imprevistas têm aumentando o número de erros no modelo atual o tempo todo. Segundo a Nature, pesquisadores do Noaa (centro de administração oceânica e atmosférica), nos EUA, e do Centro de Pesquisa Geológica Britânica perceberam que o modelo estava tão defasado que estava quase excedendo o limite aceitável - e prestes a gerar possíveis erros de navegação. A nova atualização deverá sair dia 30 de janeiro de 2019, segundo a Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. Segurança espacial O modelo é essencial também para a segurança espacial. Como distribuição do campo não é homogênea, onde ele é mais fraco, a proteção que oferece é menor - isso faz que com que essas regiões, principalmente a altíssimas altitudes, sejam um pouco mais vulneráveis a ventos solares. "Temos regiões onde ele é maior e outras onde o campo magnético muito baixo. Aqui (na América do Sul) temos uma anomalia grande que faz o campo magnético ser de baixa intensidade", explica Ernesto. "Equipamentos atmosféricos, satélites e telescópios, principalmente, têm maior probabilidade de sofrerem danos se estiverem sobre essas regiões", explica. As causas Os cientistas estão trabalhando para entender por que o campo magnético está se modificando com tanta velocidade. "O campo é todo variável e muito imprevisível", afirma a geóloga Marcia Ernesto, também pesquisadora do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP). A movimentação do pólo norte pode estar ligada um jato de ferro líquido se mexendo sob a superfície da crosta terrestre na região sob o Canadá, segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de Leeds publicado na Nature Geoscience em 2017. Segundo Philip W. Livermore, um dos autores do estudo, esse jato poderia estar enfraquecendo o campo magnético no Canadá, enquanto o da Sibéria se mantém forte, o que estaria "puxando" o norte magnético em direção à Rússia. O campo é tão variável que o pólo norte e o pólo sul magnéticos já se inverteram muitas vezes desde a formação do planeta. A sua atual configuração é a mesma há 700 mil anos, mas pode começar a se inverter a qualquer momento. Segundo Ernesto, essa inversão demoraria cerca de mil anos. "Pode ser que (a aceleração nas mudanças no campo) signifique que ele está caminhando para uma inversão, mas não é certeza. Pode ser que seja apenas uma aceleração momentânea", diz Márcia Ernesto.
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Ministério da Saúde decide exonerar diretora de departamento de prevenção ao HIV

sex, 11/01/2019 - 16:16
Exoneração de médica sanitarista foi criticada por entidade de apoio a pessoas com HIV. O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (11) que foi determinada a exoneração da diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV e Hepatites Virais, Adele Benzaken. O órgão é responsável por traçar as políticas públicas e campanhas contra as infecções sexualmente transmissíveis. A demissão ainda não foi publicada no "Diário Oficial da União", e não há previsão de quando o nome do substituto de Benzaken será anunciado. No entanto, segundo o ministério, fica no cargo um dos atuais coordenadores do órgão, Gerson Pereira. Até a nova nomeação, a política de combate às ISTs e ao HIV não sofrerá alterações, informou a pasta. Demissão criticada A exoneração de Benzaken recebeu críticas de entidades de apoio à prevenção do HIV no Brasil, que enviaram ofícios ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que mantivesse a ex-diretora no cargo. Em nota, o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) argumentou que o trabalho de Benzaken no governo difundiu "sem ofender as famílias" a importância do tratamento antirretroviral pelas pessoas vivendo com HIV. "O HIV não é somente um tema de saúde, é também um tema social. É necessário enfrentar o preconceito e a discriminação que sofrem as PVHA e as populações mais vulneráveis ao HIV", diz a nota. Adele Benzaken é médica sanitarista graduada pela Universidade Federal do Amazonas e com doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Ela também integrou o "Painel de Especialistas em DST, incluindo o HIV" da Organização Mundial de Saúde (OMS) de dezembro de 2008 a julho de 2013. Em 2018, o Brasil registrou uma redução de 16% no número de detecções de Aids – doença causada pelo HIV – nos últimos seis anos, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde. Na época, o ministério apontou que a ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento são razões para a queda. O diagnóstico precoce é importante para que a pessoa com o vírus HIV não desenvolva Aids e controle o vírus no organismo com os remédios disponíveis.
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